Ação PF PF apreende 32 kg de droga no Aeroporto de Fortaleza/CE Mulher foi presa em flagrante durante fiscalização de rotina Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência Publicado em 24/07/2026 14h48 Atualizado em 24/07/2026 14h52 Fortaleza/CE . A Polícia Federal apreendeu, nessa quarta-feira (23/7), cerca de 32 kg de substância entorpecente do tipo skunk durante ação de fiscalização de rotina no Aeroporto Internacional de Fortaleza . A droga estava distribuída em duas malas transportadas por uma mulher que havia desembarcado de voo proveniente de Manaus/AM . Durante os procedimentos de fiscalização, os policiais federais identificaram o material ilícito e realizaram a apreensão . A suspeita foi presa em flagrante e encaminhada à unidade policial para os procedimentos cabíveis . Ela poderá responder pelo crime de tráfico de drogas...
POLÍTICOS E DROGAS
Alexandre Forte. Advogado. Mestre em Direito.
O horário eleitoral é engraçado. Quase todos os candidatos querem combater as drogas. Sim. Ninguém duvide. As drogas são os novos monstros que devemos combater. Já que não existe mais guerra fria, combatamos o tráfico de drogas. Porque elas estão nas ruas feito centopéias. Além disso, são dotadas de mil asas e tem um manto de invisibilidade.
Os políticos têm razão. É preciso combatê-las. Por isso pedem seu voto caro leitor, eleitor. Querem inclusive criar um Ministério da Segurança Nacional. Agora, sim. O Brasil vai imitar o México. Lá no México o combate ao tráfico de drogas é feito pelo Exército e pela Polícia Federal. E o resultado acaba de ser revelado: dez por cento da polícia federal mexicana está sendo expulsa da corporação por conta do envolvimento com atividades criminosas. E 28.000 pessoas morreram sob a ofensiva do Presidente Calderon.
Talvez este articulista seja pessimista. Nossa Polícia Federal é superpreparada. Assim como o Exército irá desempenhar sua missão com eficiência nas fronteiras. Não duvidamos do empenho desses valorosos brasileiros que compõem tão nobres instituições. Mas, duvidamos, sim, daqueles que apresentam panacéias e em época de eleição e são incapazes de debater temas polêmicos como mostrou o Jornal O Povo em recente matéria.
Ora, se os políticos fogem de debater e opinar sobre questões polêmicas, o que poderemos esperar deles no Congresso Nacional? Terão a necessária independência para defender os interesses do povo brasileiro contra o governante de plantão e contra forças não tão ocultas que ditam as rédeas da política nacional e internacional?
Sem pretensão de endossar a linha do movimento Crítica Radical que prega o voto nulo e o fim do capitalismo – onde não se divisa uma via de transição factível -, o fato é que o Congresso Nacional perdeu a representatividade e a legitimidade que ostentava até meados do século XX. E a única âncora que nos resta é a judicialização da política. A lei da Ficha limpa nada mais é do que o atestado de que os partidos estão partidos em lutas internas. Candidata-se quem puxa votos. Nem que seja Tiririca que deve ser bom humorista, mas não tem vocação parlamentar. Tristes trópicos. Só resta o povo inovar. Sem se deixar cair na ilusão do combate às drogas. De que droga afinal estão falando?
Alexandre Forte. Advogado. Mestre em Direito.
O horário eleitoral é engraçado. Quase todos os candidatos querem combater as drogas. Sim. Ninguém duvide. As drogas são os novos monstros que devemos combater. Já que não existe mais guerra fria, combatamos o tráfico de drogas. Porque elas estão nas ruas feito centopéias. Além disso, são dotadas de mil asas e tem um manto de invisibilidade.
Os políticos têm razão. É preciso combatê-las. Por isso pedem seu voto caro leitor, eleitor. Querem inclusive criar um Ministério da Segurança Nacional. Agora, sim. O Brasil vai imitar o México. Lá no México o combate ao tráfico de drogas é feito pelo Exército e pela Polícia Federal. E o resultado acaba de ser revelado: dez por cento da polícia federal mexicana está sendo expulsa da corporação por conta do envolvimento com atividades criminosas. E 28.000 pessoas morreram sob a ofensiva do Presidente Calderon.
Talvez este articulista seja pessimista. Nossa Polícia Federal é superpreparada. Assim como o Exército irá desempenhar sua missão com eficiência nas fronteiras. Não duvidamos do empenho desses valorosos brasileiros que compõem tão nobres instituições. Mas, duvidamos, sim, daqueles que apresentam panacéias e em época de eleição e são incapazes de debater temas polêmicos como mostrou o Jornal O Povo em recente matéria.
Ora, se os políticos fogem de debater e opinar sobre questões polêmicas, o que poderemos esperar deles no Congresso Nacional? Terão a necessária independência para defender os interesses do povo brasileiro contra o governante de plantão e contra forças não tão ocultas que ditam as rédeas da política nacional e internacional?
Sem pretensão de endossar a linha do movimento Crítica Radical que prega o voto nulo e o fim do capitalismo – onde não se divisa uma via de transição factível -, o fato é que o Congresso Nacional perdeu a representatividade e a legitimidade que ostentava até meados do século XX. E a única âncora que nos resta é a judicialização da política. A lei da Ficha limpa nada mais é do que o atestado de que os partidos estão partidos em lutas internas. Candidata-se quem puxa votos. Nem que seja Tiririca que deve ser bom humorista, mas não tem vocação parlamentar. Tristes trópicos. Só resta o povo inovar. Sem se deixar cair na ilusão do combate às drogas. De que droga afinal estão falando?
O Blog agradece ao advogado Alexandre Forte pela colaboração especial.
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