As chuvas registradas no Ceará em dezembro ficaram, de modo geral, dentro da normalidade climatológica , segundo dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), embora com um desvio negativo significativo em relação à média histórica. O acumulado médio observado no estado foi de 18,9 milímetros, enquanto a normal climatológica para o mês é de 31,3 milímetros, uma redução em torno de 40%. A distribuição das precipitações foi irregular entre as regiões cearenses. O centro-norte do estado concentrou os principais desvios negativos, com acumualdos abaixo do esperado para o período. Em contrapartida, o centro-sul apresentou municípios com registros acima da média, evidenciando a variabilidade espacial característica das chuvas no mês de dezembro. Entre os maiores acumulados, destacaram-se os municípios de Quixelô , com 139 milímetros, Crato , com 120,3 milímetros, e Ipaumirim , onde foram registrados 115,7 milímetros ao longo do mês. E...
A partir de hoje, os consumidores de Fortaleza e de outros 149 municípios cearenses passarão a pagar mais caro pela conta de água e esgoto, com a entrada em vigor do reajuste de 12,91% na tarifa da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece). O aumento é um dos maiores em pelo menos oito anos e foi aprovado pela Autarquia de Regulação, Fiscalização e Controle dos Serviços Públicos de Saneamento Ambiental (Acfor) e pela Agência de Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará (Arce).
De acordo com a Arce, o reajuste tarifário varia de acordo com o tipo de imóvel, sendo que a maior média de aumento ficará para os imóveis residenciais (13,66%). Neste grupo, a categoria residencial social, com demanda máxima de 10 metros cúbicos de água ou 10 mil litros, terá aumento de 6,15%. O residencial popular terá um reajuste médio de 9,9%. Já para o residencial normal, a média será de 24,06%, uma vez que serão reduzidos os subsídios dados à classe, que antes era de 37% e agora será de 17%. Nas categorias comercial, industrial e pública, o reajuste será de 11,06%, 13,06% e 10,65%.
Justificativa
A Cagece afirma que o objetivo do aumento tarifário é reduzir a defasagem entre os valores da arrecadação e os custos operacionais da Companhia. "Como a Cagece está há mais de um ano sem reajuste, o custo da operação teve um acréscimo, resultando numa tarifa inviável, principalmente diante da necessidade crescente de investimentos", diz o gerente de Mercado e Concessões da Cagece, João Rodrigues Neto, acrescentando que o custo pela prestação do serviço pago por cada metro cúbico de água pela concessionária é de R$ 2,40. Segundo a Cagece, atualmente, a tarifa da Companhia é a segunda menor do Brasil, perdendo apenas para o estado do Maranhão.
Fonte: Diário do Nordeste
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