Especial - Cearenses visitam campos de Refugiados no Líbano






As questões que envolvem o Oriente Médio despertam, ao mesmo tempo que afastam, o olhar para as diversas realidades do mundo. A dimensão da crise é alarmante quando nos deparamos com os dados: segundo estimativa do último relatório da ACNUR, Tendências Globais de 2017, existem hoje em todo o mundo mais de 22,5 milhões de refugiados. São pessoas desenraizados de seus lares e de sua cultura, cujos direitos são em sua maioria negados. E suas primeiras e maiores vítimas são as crianças e os adolescentes.

Neste contexto, o projeto Infância Refugiada, da fotógrafa cearense Karine Garcêz, organizou uma viagem ao Líbano composta por diversos profissionais para conhecer um pouco da realidade dos campos de refugiados Palestinos e Sírios, como também levar algumas doações para suprir algumas lacunas logísticas e técnicas.



Com o apoio local da Organização Nâo-Governamental Libanesa Humanitarian Relief or Development um grupo formado por cearenses, paulistas e brasilienses estão no Líbano visitando os Campos de Refugiados Sírios, no caso o Camp of Al Abrar no região do Vale do Bekka no norte do Líbano, surgidos em virtude da guerra iniciada em 2011, como também os campos de Refugiados Palestinos Bourj Brajneh, em Beirute, e Camp of Barilies no Vale do Bekka criados a partir de 1948 e 1967.



Nesta jornada, para angariar doaçōes contamos com o apoio de diversas pessoas físicas e da FAMBRAS (Federação das Entidades Muçulmanas do Brasil) e do Fortaleza Esporte Clube.



#Serviços Campos visitados até o momento:

- Camp of Al Abrar no região do Vale do Bekka no norte do Líbano, existe desde 2012 e abriga 300 sírios, dos quais 135 são crianças. O Fortaleza Esporte Clube dou 22 camisas com os disseres: “ PAZ, Faça a sua parte, junto nos podemos “.

- Camp of Barilies – conhecemos as instalações da creche da “Humanitarian Relief for Development” para crianças palestinas e sírias no Camp of Barilies e entregamos os materiais escolares

- Campo de Bourj Brajneh, em Beirute  - existe desde  1948  e vivem atualmente  mais de 40 mil palestinos

- Campo de Shateela existe desde 1948 e hoje vivem cerca de 10 mil palestinos


#CONTEXTO INFÂNCIA REFUGIADA

O projeto Infância Refugiada consiste na Exposição de mesmo nome da fotógrafa Karine Garcêz onde compreende a força da imagem enquanto fonte de estímulo e memória histórica neste assunto delicado e perturbante, bem como na relevância de  propagá-lo. Inovador pela circunstância que o envolve e pelo desafio enfrentado pela fotógrafa no registro das imagens em locais como Gaza e Síria abordar o tema do refúgio é promover o diálogo da diversidade e tolerância inter-religiosa e dos direitos de crianças e adolescentes para nível local nos imputa um importante desafio: instigar através desse produto cultural como a diversidade dos problemas globais são também locais, sobre o que nos une e nos difere, sobre os direitos conquistados e negados. Quando pensamos em propor um diálogo entre o que nos é familiar e o que nos é estranho, ocasionam um esforço de trazer antigas questões para outros caminhos, olhares e valores.


#CONTEXTO REFUGIO
Fonte: Relatório “Tendência Globais “ 2016
65.5 milhões de pessoas forçadas a migrarem pelo mundo, dos quais 22.5 milhões de pessoas são refugiados.

Segundo o relatório “Tendências Globais”, o maior levantamento da organização em matéria de deslocamento, revela que ao final de 2016 havia cerca de 65,6 milhões de pessoas forçadas a deixar seus locais de origem por diferentes tipos de conflitos – mais de 300 mil em relação ao ano anterior. Esse total representa um vasto número de pessoas que precisam de proteção no mundo inteiro.
O número de 65,6 milhões abrange três importantes componentes. O primeiro é o número de refugiados, que ao alcançar a marca de 22,5 milhões tornou-se o mais alto de todos os tempos. Destes, 17,2 milhões estão sob a responsabilidade do ACNUR, e os demais são refugiados palestinos registrados junto à organização irmã do ACNUR, a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA).
O conflito na Síria continua fazendo com que o país seja o local de origem da maior parte dos refugiados (5,5 milhões). Entretanto, em 2016 um novo elemento de destaque foi o Sudão do Sul, onde a desastrosa ruptura dos esforços de paz contribuiu para o êxodo de 739,9 mil pessoas até o final do ano passado. No total, já são 1,4 milhão de refugiados originários do Sudão do Sul e 1,87 milhão de deslocados internos (que permanecem dentro do país).
O segundo componente é o deslocamento de pessoas dentro de seus próprios países, que ao final de 2016 totalizou 40,3 milhões em comparação aos 40,8 milhões no ano anterior. Síria, Iraque e o ainda expressivo deslocamento dentro da Colômbia foram as situações de maior deslocamento interno. Entretanto, o deslocamento interno é um problema global e representa quase dois terços do deslocamento forçado em todo o mundo.

# SOBRE A ONG HUMANITARIAN RELIEF FOR DEVELOPMENT (Al Ghawth )
Al Ghawth provê material e ajuda financeira para diversas famílias, orfãos, e pessoas deficientes em diversos campos de refugiados. Saiba mais em:http://alghawth.org/en/default.asp?MenuID=22

Serviço:
Acompanhem através do instagran @refugeechildhood e @acaohumanitaria
Facebook: /infanciarefugiada e /acaohumanitaria 
Site da Humanitarian Relief For Debelopment: http://alghawth.org/en/default.asp?MenuID=22

Com informações da jornalista Beatriz Gurgel


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