Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceram que os Crimes de Maio de 2006 foram uma grave violação de direitos humanos. Em comunicado de imprensa divulgado na última sexta-feira (29), eles também cobraram do Estado brasileiro que haja responsabilização em relação ao caso. Ocorridos há 20 anos, os Crimes de Maio começaram com rebeliões em mais de 700 presídios do estado de São Paulo, após a transferência de mais de 760 detentos – dentre os quais alguns líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) – para um presídio de segurança máxima. Nos dias seguintes a essa megatransferência, a ofensiva chegou às ruas com uma série de ataques entre o PCC e agentes do Estado. Os conflitos resultou na morte de mais de 500 pessoas em todo o estado. Grande parte dessas mortes ocorreu com indícios de execução praticadas por policiais. >> Clique aqui e leia mais sobre os 20 anos dos Crimes de Maio na Agência Brasil Segundo o relatório Análise dos Impactos dos Ataques do P...
O Diálogo Eleitor foi promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs) e contou com a participação de cinco candidatos à Presidência da República
Durante todo o dia 14 de agosto, o auditório Santa Cruz do Centro de Eventos Brasil 21, em Brasília, foi palco do Diálogo Eleitor, encontro entre presidenciáveis, líderes e empresários do setor de comércio e serviços. Promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), os participantes puderam ouviram as propostas dos candidatos com relação a temas como eficiência do Estado, ambiente de negócios, urbanismo e serviços essenciais e garantia dos direitos. O evento, transmitido ao vivo nas redes sociais para todo o Brasil pelas oito entidades que compõem a Unecs, contou com as presenças do presidente da Abrasel-CE, Rodolphe Trindade, e do diretor executivo da entidade, Taiene Righetto.
Na abertura do encontro, o presidente da Unecs, que também é presidente executivo da Abrasel nacional, Paulo Solmucci, enfatizou que a ideia do evento é que o diálogo se desse entre candidatos e sociedade, e não entre candidatos e pessoas jurídicas. Solmucci destacou ainda os desafios que o novo presidente terá pela frente em razão do atual ambiente de confusa estrutura político-partidária. "Eis aí o desafio da reforma política. Aliás, desafios não nos faltam. Reforma da previdência, simplificação tributária, combate ao contrabando, competitividade no sistema financeiro, saneamento básico, modernização das estruturas de saúde e educação. O leque é extenso", observou.
Participaram do evento os candidatos Álvaro Dias (Podemos); Ciro Gomes (PDT); Henrique Meirelles (MDB); Fernando Haddad (PT), representando o ex-presidente Lula; e Geraldo Alckmin (PSDB).
Para o presidente da Abrasel-CE Rodolphe Trindade, participar desse diálogo foi uma grande oportunidade para escutar as propostas de cada candidato e até mesmo de levar informações aos associados no Ceará, para que cada um reflita e tome sua decisão de voto de forma consciente. “O papel da Abrasel na política nesse momento é levar informações a todos, sem ferir o direito que cada um tem de escolher seus representantes, declarou.

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