Reciprocidalismo – Escapulindo da Arapuca Ph. D. Nizomar Falcão Engenheiro Agrônomo - Ematerce A dependência das famílias cearenses do Estado é multifatorial. Considerando que cada família, no Ceará, em média, tem quatro pessoas por unidade habitacional, pode-se dizer que o Estado (dados de março de 2026) possui mais de 7.000.000 de pessoas (bolsa família + BPC + cartão Ceará sem Fome + Mais Infância Ceará + gás do povo + garantia safra + servidores público etc.) apensadas ao erário, em um universo de pouco mais de nove milhões. Isso é preocupante, visto que o Ceará é o segundo estado com maior número de famílias abaixo da linha de pobreza, só sendo superado pelo estado do Maranhão. Esse contingente de beneficiários (em geral) reflete um cenário de baixa dinamicidade no mercado de trabalho e alta dependência de repasses governamentais - que financia a sobrevivência de parcela extremamente expressiva da população -, apontando para um colapso do Estado, no médio e longo prazo e a...
A consulta advocatícia é a materialização do conhecimento adquirido. A atenção dispensada a durante esse atendimento demanda esforço, investimento e competência e precisa adequar-se ao caso apresentado, caso contrário, pode ocasionar em prejuízos ao cliente e à imagem do profissional. Assim, a cobrança de consulta significa valorizar o conhecimento do Direito. Antes de tudo, é legítima e jamais deve ser interpretada como um tipo de constrangimento ao cliente.
Compreendendo o valor do conhecimento jurídico e como ele repercute na vida da sociedade e da advocacia, a Escola Superior de Advocacia do Ceará (ESA/CE) lançou na última segunda-feira, 27 de agosto, uma campanha de conscientização sobre e necessidade de cobrança das consultas.
Todo o material está disponível para download no site da ESA/CE. Bastando acessar o link: bit.ly/ esacevalorizaconhecimentoecons ulta
O diretor tesoureiro da ESA/CE e professor de Direito Empresarial e Processo Civil, Edson Portela, está à frente da Campanha. Como professor, Portela já trata sobre a necessidade da cobrança de consulta jurídica há mais de 7 anos. Sempre sob o enfoque de que a advogada e o advogado têm como sua matéria-prima o tempo, ele ressalta que todo o rito processual brasileiro é baseado nesse elemento, ou seja, prazos para serem cumpridos, sob pena, inclusive, de perecimento do direito. “Efeitos processuais graves como a revelia levam o tempo em consideração. Portanto, toda produção intelectual da advocacia é baseada em tempo. Assim, muitos advogados e advogadas em inicio de carreira tinham a imensa dúvida se deveriam ou não cobrar consulta pelo tempo que levam para esclarecer um questionamento de um cliente ou mesmo para ter uma reunião inaugural, por tudo isso a campanha se justifica”, avalia.
VALORIZO CONHECIMENTO, COBRO CONSULTA
A campanha, que conta com material para redes sociais e sites, além de folder para exposição em escritórios, traz consigo a valorização do conhecimento jurídico e da própria profissão, por meio da remuneração das horas despendidas em atenção ao cliente.
“Ora, a boa advogada ou o bom advogado está sempre se qualificando, estudando, investindo em seu aperfeiçoamento técnico-jurídico, exatamente para estar preparado para analisar tecnicamente situações trazidas pelos clientes e buscar a melhor estratégia para resolução da querela. Não existe melhor instituição para levantar a bandeira da valorização do conhecimento jurídico do que a Escola Superior de Advocacia do Estado do Ceará. Esperamos que a campanha seja abraçada por toda a classe, bem como pela própria sociedade civil. Lembrando sempre que advogado não tira dúvida, consulta!”, conclui Edson Portela.

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