quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Cordel do Fogo Encantado chega a Fortaleza em clima de festival no Dragão do Mar


A noite conta com a participações das bandas Procurando Kalu, Casa de Velho e Clau Aniz. Curadoria é de Fernando Catatau, produtor do último disco do Cordel.

Desde que o grupo Cordel do Fogo Encantado iniciou a turnê Viagem ao Coração do Sol, por onde tem passado os shows têm sido emblemáticos. Sábado, 22 de setembro, é a vez de Fortaleza receber no Dragão do Mar o tão aguardado retorno da banda de Arcoverde, Pernambuco. Além de músicas do álbum lançado em abril, incluindo o single, Liberdade, A Filha do Vento, a banda vai apresentar também alguns dos clássicos dos discos Cordel do Fogo Encantado (2001), O Palhaço do Circo Sem Futuro (2002) e Transfiguração (2006). A noite, com um clima de festival, traz também shows de novos artistas da cidade, sob curadoria de Fernando Catatau, como Procurando Kalu, Casa de Velho e Clau Aniz.

A luz do palco do Cordel estará sob responsabilidade de Jathyles Miranda de Souza, que também assina a cenografia e acompanha a banda desde o início. "A minha escola é o teatro e no Cordel consegui por em prática muito da experiência que tenho, pois a banda permite esse processo criativo como se fosse uma peça. Então, quando chega o momento de montar a luz do palco, trabalhamos semelhante à uma peça, ou seja, nada é aleatório, tudo é marcado, discutido", conta o iluminador. E, para os shows da nova turnê, Gabriel Furtado foi convidado para fazer o video mapping e Isadora Gallas, o figurino.

Além disso, a cantora Isadora Melo faz participação especial em algumas músicas do novo álbum, como Sideral ou Quem Ama Não Vê Fim, Raiar ou O Vingador Da Solidão, Conceição ou Do Tambor Que Se Chama Esperança, Eternal Viagem, Força Encantada ou Largou As Botas E Mergulhou No Céu e Liberdade, A Filha do Vento. Isadora é pernambucana e iniciou sua trajetória no tradicional espetáculo natalino Baile do Menino Deus. Hoje, aos 28 anos, a cantora acumula no currículo importantes apresentações nos palcos do ExcentriCidades, Museu do Estado de Pernambuco, além de passagens pelas cidades de Bordeaux e Orleans (França), e Lisboa (Portugal), festival Cancion sobre Cancion com o grupo Argentino Chanco a Cuerda, Festival REC Beat, Festival de Inverno de Garanhuns, Festivália (Rio2C), e também participações em discos e shows da Orquestra Contemporânea de Olinda, Zé Manoel e Juliano Holanda. Seu álbum de estreia, Vestuário, foi lançado em outubro do ano passado.

Clau Aniz

A cantora Clau Aniz constrói uma sonoridade singular, onde canção e experimentação instrumental estão sempre lado a lado. Memória, sensibilidade e intuição são as ferramentas usadas para a feitura de suas harmonias e letras. Do constante olhar desapressado, se fazem suas músicas tão carregadas de sentimento.

Seu caminho começou na música experimental, produzindo e gravando suas criações em casa. Em 2014, formou a banda Voyage Roset, na qual era guitarrista e cantora. Com um repertório predominado por músicas instrumentais que passeavam por diversos gêneros, a banda circulou por casas de show em Fortaleza e festivais universitários.

Em 2016, a artista começou o processo de criação do seu primeiro disco, intitulado “Filha de Mil Mulheres”, lançado em maio de 2018, pelo selo cearense Mercúrio Música. O trabalho conta com produção cuidadosa da própria artista, co-produção, bateria e percussão de Júnior Quintela; co-produção e guitarras e synths de de Yuri Costa; baixo de Caio Castelo e synths de Ayrton Pessoa, além das participações de Vitor Colares, Aparecida Silvino, Fernando Lélis, Felipe Couto, Rennan Ramos e Flávia Cabral.

Casa de Velho

A banda Casa de Velho surgiu em 2015 e une elementos do rock da música popular brasileira e do teatro de bonecos, proporcionando ao público uma vivência sonora e imagética singular da banda, algo que foge da disposição tradicional de uma apresentação musical. Essa forma híbrida de diálogo com o público, constrói uma estética visual impactante pelas performances dos músicos, das máscaras e dos bonecos, pois potencializa a dramaturgia do show cênico da banda.

Procurando Kalu

Procurando Kalu vem de paralelos com a contracultura da década de 70, experimentando sons e movimentos que se conectam com o Tropicalismo e a Psicodelia Nordestina, muito presente no Ceará por meio de artistas como Ednardo, Rodger Rogério, Téti e o Pessoal do Ceará.

Influenciados também pela sonoridade de artistas contemporâneos como Daniel Groove, Cidadão Instigado, Soledad e Jonnata Doll, a banda passou a se encaixar no estilo que chamam de “Tropical Indie”, que torna-se mais uma forma de apresentar o trabalho do grupo,
transcendendo qualquer termo ou rótulo, ao subir no palco.

O primeiro EP autoral “Tá na Cama”, foi lançado em 2015 de maneira artesanal, a banda passou por diversas modificações até entender-se como transgressores que são. No fim de 2016, iniciou as gravações de seu disco “Tropical Indie”, com produção de Yuri Kalil Alaia (Cidadão Instigado), trabalho que vem se consolidando na cena autoral do estado representado por “PsicoTropical” e “Café Paquistão”, mostrando o que pode ser uma experiência de resistência e representatividade, por meio deste, a banda participou de diversos festivais bem como o Porto Dragão Sessions, programa de TV que faz parte da Aceleradora de Projetos Porto Dragão.


Sobre o Cordel do Fogo Encantado


No ano 1997, em Arcoverde, sertão de Pernambuco, no Nordeste brasileiro, surgiu um grupo cênico-musical, compartilhando o teatro e a poesia oral e escrita dos cantadores e ritmos afro-indígenas da região. E, dessa mistura, nasceu o espetáculo: Cordel do Fogo Encantado.

Cordel é sinônimo de história de um povo em forma de poesia. Enquanto, Fogo é o elemento mais representativo do lugar de origem e da intenção músico-poética inconstante e mutável do grupo. Já Encantado ressalta a visão fantástica e profética dos mistérios entre o céu e a terra.

Por dois anos, o espetáculo, sucesso de público, percorreu o interior pernambucano.

No carnaval de 1999, o Cordel se apresentou no Festival Rec-Beat, em Recife, e adaptou a narrativa do Fogo Encantado aos palcos de rua. Nisso, a estreia no carnaval pernambucano chamou a atenção da crítica, e o que era, até então, sucesso regional, ultrapassou as fronteiras, ganhando visibilidade em outros estados e a condição de revelação da música brasileira.

Foi quando a banda consolidou sua formação definitiva com os arcoverdenses José Paes de Lira (Lirinha), Clayton Barros e Emerson Calado, e os percussionistas recifenses, Nego Henrique e Rafael Almeida (do Morro da Conceição).

Através da poesia de Lirinha, a força do violão de Clayton, a referência rock de Emerson e o peso da levada dos tambores dos ogãs Rafa e Nego Henrique, o Cordel do Fogo Encantado passou a percorrer o país, conquistando a todos com suas apresentações únicas e antológicas. Surpreendendo não somente, pela ousada mistura sonora, mas também, pela intensidade cênica de seus integrantes e os requintes de um projeto de iluminação e cenário.

Em 2001, com a produção musical de Naná Vasconcelos, o grupo lançou seu primeiro álbum: Cordel do Fogo Encantado. A evolução artística ampliou ainda mais o alcance do som da banda que, atuando de forma independente, por onde passava, ganhava mais público e atenção da mídia.

Em 2003, o grupo lançou seu segundo registro de estúdio: O Palhaço do Circo Sem Futuro, co-produzido pelos próprios integrantes e por Buguinha Dub e Ricardo Bolognine. O álbum foi considerado pela crítica especializada um dos mais inventivos trabalhos musicais produzidos nos últimos anos. Em turnê, seu show ganhou projeção internacional, com apresentações na Bélgica, Alemanha, França e Portugal.

Em outubro de 2003, o Cordel do Fogo Encantado lançou o DVD "MTV Apresenta", o primeiro registro audiovisual da banda. "Transfiguração", terceiro álbum, lançado em setembro de 2006, com produção de Carlos Eduardo Miranda e Gustavo Lenza, e mixagem de Scotty Hard, vem transformar, ainda mais, a linha tênue entre poesia, artes cênicas e música, firmando o Cordel do Fogo Encantado como um dos grupos mais representativos no cenário da música independente nacional.

Entre os prêmios conquistados pelo grupo estão o de banda revelação pela APCA (2001), melhor grupo nacional pelo BR-Rival (2002), Caras (2002), TIM (2003), Qualidade Brasil (2003), bicampeonato do prêmio Hangar (2002 e 2003) e APCA, como melhor compositor nacional, Lirinha (2006).

No cinema, a banda participou do filme de Cacá Diegues, Deus é Brasileiro, e do documentário O Homem que Engarrafava Nuvens, de Lírio Ferreira.Em fevereiro de 2010, após 13 anos de trabalho ininterrupto, a banda anunciou a paralisação de suas atividades.

No início de 2017, o Cordel do Fogo Encantado voltou a se reunir para a criação de Viagem Ao Coração do Sol, lançado em abril de 2018, e que agora segue em turnê.

DISCOGRAFIA:
Cordel do Fogo Encantado (2001)
O Palhaço do Circo Sem Futuro (2002)
MTV Apresenta: Cordel do Fogo Encantado (2005) DVD
Transfiguração (2006)
Viagem ao Coração do Sol (2018)


SERVIÇO:

CORDEL DO FOGO ENCANTADO

Data: Sábado, 22 de setembro de 2018
Local: Dragão do Mar (Praça Verde)
Abertura: 20h

Ingressos:
Pré-venda
R$30,00 (meia) + R$ 3,00 (taxa ingressando)
R$60,00 (inteira) + R$ 3,00 (taxa ingressando)

Vendas: https://ingressando.com.br/cordel-do-fogo-encantado.html
Pontos de vendas: Blinclass Iguatemi, North Shopping e RioMar Papicu

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