terça-feira, 6 de novembro de 2018

Pesquisa do IBGE aponta um crescimento de 10% no número de uniões homoafetivas

Em contrapartida, uniões entre pessoas de sexos opostos declinou

Enquanto houve um declínio de 2,3% de uniões entre pessoas de sexos opostos, há o crescimento de 10% no número de uniões homoafetivas, é o que diz o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na recente pesquisa do ano de 2017, divulgada no último dia 30 de outubro. O relatório aponta para indícios que já vem sendo notados nos últimos anos com as novas formatações de famílias na sociedade e com o suporte da Resolução de 2013, que possibilita a formalização da união entre pessoas do mesmo sexo.

Decréscimo em casamento héteros

Em contrapartida ao crescimento de união dos casais homoafetivos, o número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo recuou em 2,3%. É o que aponta uma pesquisa também do IBGE. O número de divórcios elevou em 2,48% no ano de 2017. Dos 27 estados brasileiros em que o instituto pesquisou, 18 apresentaram essa redução.
A nossa fonte é a psicóloga e terapeuta Caroline Vieira, especialista no acompanhamento de casais aponta que: ‘‘A instabilidade nas questões relacionadas à união afetiva são sempre delicadas e podem gerar conflitos crescentes, sobretudo nas famílias. As leis no Brasil aprovam um tipo de união, mas o que se vê na prática é uma tentativa de oprimir um percentual de pessoas que, para os dias de hoje, não podem mais ser vistos como inexistentes’’.

Formalização de união

Não há, no Brasil, lei que garanta a união entre pessoas do mesmo sexo, o que assegura esse direito é uma Resolução do Conselho Nacional, do ano de 2013, que impede que cartórios se neguem a realizar a cerimônia civil entre homossexuais. Os direitos dos homossexuais, em relação a união civil, que tem crescido, ainda são motivos de discussão e podem ser alterados.

Uma vez que no Brasil a união entre pessoas do mesmo sexo não seja garantida por lei, uma Medida Provisória implantada pelo governo que iniciará em 2019 pode retirar esse direito constituído. As regras estabelecidas permanecem inalteradas até o final do ano, mas a partir de janeiro o casamento entre pessoas do mesmo sexo será ainda pauta do novo governo, que pode manter, modificar ou retirar essa resolução.

A psicóloga, Caroline Vieira, comenta que o conceito de família vem mudando e deve ser reconhecida. “Ao buscar-se identificar o conceito de família, a primeira visão é a da família patriarcal, nitidamente hierarquizada, com papéis bem definidos, constituída pelo casamento, com uma formação extensiva. Hoje a família é nuclear, horizontalizada, apresentando formas intercambiáveis de papéis, por vezes até sem o selo do tradicional casamento”.

Formação em terapia de casal

Tendo em vista a crescente necessidade de discussão, formação e preparação dos profissionais que atendem casais, o Espaço Integra irá iniciar no mês de novembro um curso intensivo para trabalhar também essa temática. O curso, que tem duração de 10 meses, pretende capacitar terapeutas e outros profissionais da área, para o acompanhamento a casais, em temas como casamento, fidelidade e sexualidade.

SERVIÇO

Formação em terapia de casal
Data: 30 de novembro e 1 de dezembro
Local: Av. Washington Soares, 855
Horário: A partir das 19h30
Mais informações: (85) 9 8884 – 0589 /anacarolinecostavieira@gmail.com

Fontes:
-https://veja.abril.com.br/economia/casamento-gay-cresce-10-no-pais-enquanto-uniao-hetero-cai-23
-https://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,uniao-homoafetiva-cresce-10-aponta-ibge,70002578990

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