O delegado Edson Henrique Damasceno, então titular da delegacia policial que investigou a morte do Henry Borel, de 4 anos, em março de 2021, afirmou nesta terça-feira (26) que a análise de prints (reproduções) de mensagens de celular da babá do menino levaram a descobrir o que chamou de “farsa” por trás da morte da criança. “Se não tivessem esses prints , a mentira iria seguir”, declarou no júri durante abertura do segundo dia de julgamento do caso no 2º Tribunal do Júri, no Rio de Janeiro. À época da morte, Damasceno estava à frente da 16ª Delegacia Policial (DP), sediada na Barra da Tijuca, bairro nobre do Rio de Janeiro onde morava o então casal Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e Monique Medeiros da Costa e Silva, acusados pela morte de Henry Borel. Então vereador no Rio de Janeiro no quinto mandado, Dr. Jairinho era padrasto de Henry, filho de Monique Medeiros com Leniel Borel de Almeida Junior. O menino morreu na madrugada de 8...
Blog conferiu - Cobertura especial - Como o Projeto “De Olho na Água” transforma comunidades em Icapuí
A Fundação Brasil Cidadão, mantenedora do Projeto “De Olho na Água”, patrocinado pela Petrobras, e que existe há mais de dez anos no município de Icapuí, promoveu palestra sobre desenvolvimento sustentável para jornalistas e autoridades voltadas ao meio ambiente com o professor sênior do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP), José Eli da Veiga. O encontro ocorreu neste sábado (08/12), na Praia do Requenguela, em Icapuí, a 200 km de Fortaleza.
Eli da Veiga falou sobre as mudanças climáticas e o que ele acredita que as nações precisam fazer com relação a isso. Destacou também os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), iniciativas que compõem a Agenda 2030 das Nações Unidas (ONU). Ao todo, são 17 ODS e representam uma Agenda universal e indivisível que equilibram as três dimensões do desenvolvimento sustentável: a econômica, a social e a ambiental.
“A ideia de sustentabilidade se tornou um valor, mas não era assim. Na Declaração dos Direitos Humanos não tem nada sobre as gerações futuras. A preocupação com as gerações futuras depende muito do tipo de visão que a gente tem hoje. O que a gente quer é ter a possibilidade de escolher, isso é que é liberdade. No fundo, desenvolvimento é expandir as liberdades humanas, que é a questão da escolha, mas nem todas as crianças de hoje poderão escolher o que ser no futuro pelo que estamos fazendo hoje”, disse Eli da Veiga.
Leinad Carbogim, diretora da Fundação, disse que o objetivo do Projeto De Olho na Água, desde o início, é com a sustentabilidade local. “Sempre esteve na nossa cabeça de forma muito efetiva. Pensamos como implantar o projeto, como chegar aos jovens e conseguir adesão. Ao longo do tempo, muita gente passou por aqui e fomos, juntos, construindo, porque tivemos a clareza de compreender o município em sua realidade”, destacou ela.
Ela explicou que o papel da FBC é ver as potencialidades e dificuldades das comunidades e tentar possibilidades de crescimento. “Fomos construindo e fazendo projetos direrentes para responder às questões que tínhamos dúvidas, entre as quais como conhecer o território, entender a memória, história e cultura de cada comunidade. Assim, conseguimos chegar nas 34 comunidades e documentar história, e memória e o que elas querem para o futuro. Foi uma construção longa, mas conseguimos chegar nas comuindades que têm potencial de projetos com impacto ambiental”, explicou.
Projeto De Olho na Água
O Projeto “De Olho na Água”, que tem à frente a Fundação Brasil Cidadão, tem o patrocínio da Petrobras, está em sua quarta etapa e existe há mais de dez anos na busca em promover a recuperação de manguezais no município de Icapuí por meio de ações que fomentem a educação ambiental e a conservação do meio ambiente com atuação direta das comunidades locais.
Constituída em 1996, a Fundação Brasil Cidadão já recebeu diversas premiações pelas ações sociais que desenvolve, entre as quais foi finalista do Prêmio da Fundação Banco do Brasil em Tecnologias Sociais com o Projeto “De Olho na Água”, em 2017, além do prêmio Muriqui, da RBMA - Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, pela contribuição para a conservação da natureza.
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