quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Publieditorial - Entenda a crise econômica no Rio de Janeiro


 

Nem sempre os assuntos que caem nos vestibulares das maiores universidades do país são aqueles ensinados durante o Ensino Médio. Por esse motivo, o melhor cursinho do Enem também aborda conteúdos atuais, como as crises econômicas e políticas que afetam o Brasil.

Ainda sendo considerada a “Cidade Maravilhosa”, o Rio de Janeiro vem passando por uma terrível crise econômica e política. Saiba agora o que aconteceu na dona da “princesinha do mar” no post que elaboramos. Confira!

Como tudo começou?

Muitos afirmam que o problema econômico do Rio de Janeiro é antigo, causado pela transferência da capital brasileira para Brasília. Mas, como um estado tão rico e independente poderia cair em ruínas da forma que está? Pois é! Desde 2005, quando uma forte crise assolou o Brasil, o estado fluminense foi um dos mais afetados.

E não só por questões econômicas. A segurança e a saúde pública também já foram alertadas como estados de calamidade e a capital do estado esteve envolvida em inúmeros escândalos políticos. A partir de 2014, quando Luiz Fernando Souza (MDB), o Pezão, foi eleito o governador do estado, as coisas foram de mau a pior.

Quem achou que sediar os Jogos Olímpicos de 2016 só trouxe benefícios para o estado carioca, está muito enganado. Em 2015, a saúde teve o estado de emergência decretado pelo governador e ainda afirmou que uma das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) de São Gonçalo, não tinha mais condições de atender, já que estava bloqueada para economizar para as Olímpiadas.

A dívida do Rio de Janeiro com a saúde pública chegou a R$ 1,3 bilhão, enquanto Pezão tentava negociar as contas com o Tribunal de Justiça. Às vésperas dos jogos, a calamidade foi decretada pelo governador interino, Francisco Dornelles (PP). Foi recebida da União a quantia de R$ 2,9 milhões, utilizada para o pagamento de agentes de Segurança Pública e para a conclusão das obras do metrô.

O caos também imperou no setor penitenciário, chegando a faltar comida para mais de 51 mil presos, pois as empresas de alimentação não recebiam há mais de 7 meses. No fim de 2016, diversos servidores ficaram sem o salário e o 13°, ato que ficou conhecido como a “Ceia da Miséria”.

Em Agosto de 2017, a folha de pagamentos dos servidores carioca atingiu a quantia de R$ 1,317 bilhão e para quitá-la, Pezão a vendeu para o banco Bradesco. Além disso, todo o estado cumpriu diversas etapas para a inclusão no Regime de Recuperação Fiscal, porém, após isso, muitos problemas políticos invadiram o estado, gerando ainda mais crise e outros conflitos.

Prisões na política carioca

Em 2016, o ex-governador do Rio de Janeiro e antecessor de Luiz Fernando Souza, Sérgio Cabral (MDB), foi preso acusado de chefiar uma organização criminosa e por responder 23 processos na Lava Jata. Sua condenação atingiu 123 anos de prisão, na Justiça Federal dos estados do Rio e do Paraná.

Após isso, Pezão assumiu o estado já em colapso e ainda foi acusado de não estar preparado para tal missão. Com a prisão de Cabral e a delação de seu operador financeiro, Carlos Miranda, o atual governador foi preso na Operação Boca de Lobo, ao lado de mais 7 pessoas.

Pezão foi acusado de receber mais de R$ 150 mil de mesada, enquanto era o vice-governador. Com isso, se tornou o quarto governador carioca a ser preso, seguindo a linha de Rosinha Matheus (PR), Anthony Garotinho (PRP) e seu antecessor, Sérgio Cabral. Dá para acreditar?

Além disso, nos últimos anos, todos os presidentes da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) também estão na lista de prisões. São eles: além de Cabral, Jorge Picciani e Paulo Melo.

O procurador-geral do Ministério Público do Rio de Janeiro, Cláudio Lopes (PMN), 5 dos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado e 10 de 70 deputados estaduais completam a lista das últimas prisões na política carioca.

Neste sentido, o que resta é ter otimismo para esperar melhorias em uma das cidades mais importantes do Brasil.

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