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sexta-feira, 29 de março de 2019

Jornalismo de Dados: A importância do Microcrédito para os novos "empreendedores forçados pelo desemprego"


A recessão econômica brasileira gerou um contingente de pessoas desocupadas no país. A trajetória de aumento na taxa de desemprego iniciou no 1º trimestre de 2015 com valor de 7,5% e alcançou no mesmo período de 2017, 13,7% atingindo, assim, 14,2 milhões de brasileiros. 

Localmente, o Nordeste foi a região que mais apresentou perdas de empregos com taxas de 16,3%, ou seja, 4,1 milhões de desempregados. Na região, assim como no país, as mulheres foram as que mais sofreram com desemprego, alcançando taxas de 15,8% no Brasil e 18,7% no nordeste  ( Gráfico interativo, clicar para visualizar dados do Brasil, por Regiões e por Gênero).



Nesse contexto, o empreendedorismo foi uma opção para muito brasileiros e brasileiras como forma de geração de renda. O Microcrédito teve papel importante  no impulsionamento desses novos empreendedores, ao financiar pequenos empreendimentos, assim como proporcionar condições necessárias às pessoas que não possuem quase nenhum recurso financeiro para começar o seu próprio negócio. 

Dessa forma, notou-se durante o período de acentuação do desemprego, no ano de 2017, uma maior procura  pelo termo "Crediamigo" (Programa de Microcrédito do Banco do Nordeste) no site de buscas da empresas google. O que  indica maior interesse em conhecer essa modalidade de crédito, provavelmente por ela  ser voltada a micro e pequenos negócios com valor baixo de investimento inicial.

Essa procura pelo termo, também pode ser explicada pelo Crediamigo ser considerado o maior programa de microcrédito do Brasil e da América do Sul, logo o mais conhecido. Somado a sua forte  atuação entre grupos em que as taxas de desemprego foram as mais altas: no Nordeste e no público feminino.




A importância do Programa de Microcrédito do Banco do Nordeste, Crediamigo, pode ser notada pelos números de clientes atendidos somando 5,2 milhões de brasileiros entre os anos de 1997 e 2017, deste 95% foram nordestinos e 29% cearenses.



Seu objetivo de fornecer uma alternativa viável de crédito e impulsionar pequenos negócios de pessoas com baixa renda na zona urbana é atendido quando a maioria de seus clientes têm renda familiar mensal de no máximo R$ 1.000 e pouca instrução ( 51%  ganham até R$ 1.000 e 50% têm instrução até o ensino fundamental).  Uma outra característica  interessante de salientar é que a maioria dos clientes são mulheres, 67%, e a maioria dos empréstimos, 60%, são de valores até R$ 2.000. 



Assim,  nota-se o papel fundamental dessa modalidade de crédito no período de recessão econômica no Brasil, pois muitos brasileiros desempregados que apostaram no empreendedorismo para manter o sustento das suas famílias tiveram como suporte esses programas de microcréditos como o Crediamigo.


Reportagem e Edição: Marcellus Rocha
Dados, Gráficos e Análise:  Camilla Santos




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