Paes recorre ao STF para barrar anulação dos votos de Garotinho Defesa argumenta que a vontade dos eleitores deve ser reconhecida André Richter - Repórter da Agência Brasil Publicado em 08/10/2026 - 16:00 Brasília © Tomaz Silva/Agência Brasil Versão em áudio A coligação do candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a decisão da Justiça Eleitoral que abriu caminho para que o candidato Douglas Ruas (PL) seja eleito no primeiro turno das eleições . Nesta quinta-feira (8), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu , por maioria, anular os votos obtidos pelo candidato Anthony Garotinho (Republicanos) na votação de domingo (4) e determinou a retotalização dos votos, medida que permitirá que Ruas obtenha mais de 50% dos votos válidos e seja eleito. No recurso, os advogados da coligação argumentam que a vontade manifestada pelos eleitores deve ser reconhecida. Para os defensores de Paes, a anulação de vo...
Dia a dia - Operação “Préstimos” apura casos de agiotagem comandados por colombianos no Vale do Curu
O Ministério Público do Ceará, por meio da Promotoria de Pentecoste, com o apoio das Polícias Civil e Militar, deflagrou na manhã desta sexta-feira (12) a Operação “Préstimos”, para combater casos de agiotagem comandados por colombianos. Os alvos da Operação estavam envolvidos em um esquema criminoso na região do Vale do Curu.
O cumprimento dos mandados de busca e apreensão aconteceu nos municípios de São Gonçalo do Amarante, Pentecoste, Umirim e Paraipaba, oportunidade em que foram apreendidos celulares, computadores, cartões, cadernos de cobrança, dinheiro e veículos (7 motos e 2 carros). Após o pedido cautelar do promotor de Justiça, Dr. Jairo Pereira Pequeno Neto, titular da Promotoria de Pentecoste, o juiz de Direito, Dr. Caio Lima Barroso, concedeu a expedição de nove mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão. Ao todo, 11 suspeitos foram presos, sendo dois em flagrante.
Os alvos dos mandados, os colombianos Natalia Orosco, Davi Orosco e Cristian Davi, e outros integrantes do grupo de nacionalidade brasileira, fazem parte de uma célula de organização criminosa, com atuação em todo estado do Ceará dedicada à prática de empréstimos de dinheiro a juros extorsivos (agiotagem), conhecida na Colômbia como cobro ou cobrito. O bando possuía, inclusive, um aplicativo de celular para controle dos clientes, dos valores emprestados e cálculo dos juros.
As investigações apontaram que a prática era realizada por meio da distribuição de cartões de visitas que eram entregues por integrantes da organização a empresários e comerciantes da região. As tarefas do grupo criminoso eram bem divididas, contando com a presença de cobradores, fiscais e gerentes.
Segundo o promotor Jairo Pereira Pequeno Neto, a cobrança de juros era diária sobre os valores emprestados, com cobranças ostensivas e ameaçadoras. De acordo com as investigações, a associação criminosa chegou a movimentar cerca de R$ 2.000.000,00 nos últimos meses. Os recursos captados a partir de empréstimos extorsivos destinavam-se a um fundo cuidadosamente organizado e administrado pela grupo criminoso por meio dos aplicativos eletrônicos, sendo, posteriormente, reinvestidos na expansão das atividades ilícitas mediante a estruturação de novos esquemas de empréstimos em outras cidades.
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