Nossa Senhora Aparecida: 95 anos da padroeira do Brasil; entenda Santa é símbolo da fé e da devoção de milhões de brasileiros Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil Publicado em 12/10/2026 - 08:00 Brasília © Jose Cruz/Agência Brasil Versão em áudio Em 1717, Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso navegavam pelo Rio Paraíba do Sul, no estado de São Paulo. Após diversas tentativas frustradas de pesca, os homens encontraram uma imagem de barro que estava submersa. Ao retirá-la da água, perceberam que se tratava de uma imagem da Virgem Maria, mais precisamente, da Imaculada Conceição. Passaram a chamá-la, então, de Aparecida. O achado foi um marco na vida dos pescadores, que começaram a relatar graças e milagres atribuídos à intercessão da Virgem. A fama da imagem se espalhou, atraindo devotos que vinham em romarias de diversas partes do Brasil. Mais de dois séculos depois, em 1930, o papa Pio XI assinou o decreto que proclamou Nossa Senhora Aparecida padroeira do Brasil...
Há seis anos, produtores de flores no Ceará decidiram apostar no plantio da Gypsophila, conhecida por sua delicadeza e numerosas florzinhas. A intensa luz solar e a terra fértil da Serra da Ibiapaba foram fundamentais para o plantio das flores na região.
Desde 2017, a Reijers, maior produtora de flores do País, ampliou a capacidade produtiva do gênero Gypsophila de seis para 13 hectares. A produção diária gira em torno de 20 mil unidades, totalizando aproximadamente 7,2 milhões por ano. “A empresa mudou a estratégia de plantio para que a flor seja ainda mais competitiva”, ressaltou Gustavo Vieira, diretor de produto da companhia.
Segundo ele, a Reijers tem em seu portfólio as variedades Dynamic Love e a Pearls Blossom, já conhecidas no mercado internacional. No entanto, a oportunidade de negócios está na White Victoria, considerada atualmente uma nova tendência mundial.
Para o presidente da Reijers, Roberto Reijers, o foco é o mercado externo. “Em pouco tempo a empresa se tornou uma das maiores produtoras do gênero Gypsophila no Brasil. A ideia é que a Reijers continue avançando no mercado interno. Boa parte do que é produzido no Ceará segue para os estados do Norte e Nordeste, assim como para as regiões Centro-Oeste e Sudeste. A companhia está finalizando uma das etapas do trabalho para voltar a exportar”, declarou o empresário.
Estrutura
A Reijers também é a única produtora do País a utilizar uma técnica de pós-colheita inédita que trabalha de maneira uniforme na abertura das rosas. “Outras empresas colhem as flores a uma taxa de sucesso entre 50% e 70% de abertura dos botões. Quando realizam a colheita, terão flores maduras, que vão envelhecer antes das demais, ficando escuras e também terão botões imaturos que não chegarão a abrir depois de colhidos”, ressaltou o diretor de produto da companhia.
“No processo da Reijers, que conta com estrutura moderna e totalmente climatizada, em 72 horas ocorre a indução da abertura das flores recém-colhidas. A taxa de sucesso gira entre 90% e 100%”, complementou Gustavo Vieira.

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