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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Colabora Inova - ‘Isso é vendido como é algo que é a solução para todos os problemas de um negócio’


Especialista na área de marketing digital recomenda cuidado na hora de investir em serviços de profissionais do mais novo mercado: coaching. Hábitos vendidos por esses profissionais não são suficientes para alavancar negócios 

O termo “coaching” passou a ser visto em diversos canais multimídia: televisão, rádio, web e principalmente nas redes sociais. Quem pratica essa atividade vende soluções eficazes para qualquer tipo de problema em um curto tempo, até mesmo nos negócios, quando envolve a possibilidade de aumentar de forma expressiva a renda de quem está em crise. Na esfera do marketing digital, a influência desses profissionais no alcance das redes deve ser encarada com cuidado por empresas que desejam utilizar seus serviços nos negócios.

De acordo com a International Coach Federation (ICF), a maior associação global desses profissionais, cerca de 70 mil pessoas no Brasil já exercem essa atividade que, inclusive, está sendo discutida no Senado Federal para ser reconhecida e regulamentada. Em um mercado que demonstra adesão, empresas em crise procuram orientações desses profissionais que, em alguns casos, não possuem formação acadêmica, já que a atividade não exige nenhuma certificação. 

A associação define o termo “coaching” como “uma parceria com os clientes em um processo instigante e criativo que os inspira a maximizar seu potencial pessoal e profissional”. Segundo a própria ICF, a atividade não é terapia, não é psicoterapia, não realiza curas emocionais, não trata a saúde mental, não é consultoria financeira ou de marketing. Mas, na prática, a realidade é outra.

Alerta 

No anseio de alcançar grandes públicos e engajamento nas redes sociais, empresas procuram orientações desses profissionais, um custo que pode ser evitado com uma boa gestão do negócio. É o que o especialista Lucas Cerqueira afirma. “Eles usam um termo bastante comum que é o mindset (pode ser entendido como configuração da mente, compreendido como a forma como o indivíduo organiza a mente), que é uma série de hábitos que eles acreditam que irão mudar a condição das pessoas ou das empresas. Mas isso sozinho não é suficiente para ter um modelo de negócio viável, porque não é sustentável. Isso é vendido como é algo que é a solução para todos os problemas”, diz.

Antes de investir nesses profissionais, Cerqueira também salienta que existem outras ferramentas que podem ser efetivas na solução de problemas de empresas do ramo digital. “Muitas vezes, vemos empresários utilizando esses profissionais como parâmetro, quando na verdade ele deveria diversificar suas estratégias, que seriam muito mais baratas. É preciso investir em estratégias de marketing mais direcionadas, entendendo de onde vem a demanda do cliente para resultar em uma solução mais viável, principalmente no ambiente digital”, pondera.

Sobre Lucas Cerqueira

Formação em Administração, com experiência na área financeira e especialidade em marketing de tecnologia, serviços e consumo. Empreendedor e sócio de uma empresa de marketing digital e consultoria financeira, a ST Gestão. 

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