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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Universidade Sem Fronteiras defende regulamentação da profissão de cuidador de idosos na Assembleia Legislativa




A Universidade Sem Fronteiras (UNISF) participou de audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa na última sexta-feira (25), sobre a necessidade de investimentos em políticas de requalificação da população idosa, que precisa continuar no mercado de trabalho. A diretora da instituição, Maria Cecília Cavalcante, defendeu o debate, e ressaltou que, em meio ao processo de envelhecimento da população brasileira, a sociedade se depara com o veto, pela Presidência da República, da regulamentação da profissão de cuidador de idosos. “Sem dúvida, as habilidades e competências para desempenhar a função de cuidador de idosos é bem mais complexa do que a dos empregados domésticos. Por isso estamos à disposição para participar de debates como esses, pois sabemos que a luta é árdua, mas não vamos desistir”, afirmou. 
A audiência foi proposta pelo deputado Nezinho Farias (PDT), que ressaltou que o Brasil está envelhecendo, e a recente aprovação da Reforma da Previdência agrava a situação da população idosa que necessita se reinserir no mercado de trabalho. Ele acrescenta que esta preocupação se ampliou com os pontos apresentados na reforma, como o tempo de contribuição. 
“Hoje só no Ceará temos 22% de pessoas com mais de 60 anos. Neste cenário, estão incluídos idosos que estão fora do mercado de trabalho por conta das barreiras, como as dificuldades em se adaptar às tecnologias, por exemplo”, salientou Nezinho Farias.
A deputada Patrícia Aguiar (PSD), outra propositora da audiência, considerou a discussão como uma das mais importantes da sociedade atual. “É uma questão que envolve alto nível de complexidade, somado ao momento de perplexidade cultural que o mundo vive diante das diversas mudanças geradas pelo salto vertiginoso da tecnologia”, avaliou.
“Essa discussão é feita na Universidade Sem Fronteiras há 30 anos, e temos visto que somente agora o Brasil começa a despertar para a realidade do envelhecimento da população. Temos tentado mudar essa cultura gerontológica, de como as crianças de hoje vão encarar o envelhecimento, já que temos usado eufemismos para falar de velhos, de morte, quando isso é inerente a todo ser humano. Por isso é tão importante trabalhar a questão intergeracional, para ampliar o debate para todos, e não apenas para idosos. É uma questão que precisa ser discutida”, finalizou Maria Cecília.

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