Uma ação integrada realizada entre a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), por meio da Delegacia de Quixadá, a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) e a Enel Ceará resultou na prisão em flagrante de dois homens e uma mulher, suspeitos de furto de energia elétrica. As capturas foram realizadas nessa quinta-feira (16), em Quixadá, na Área Integrada de Segurança Pública 9 (AIS 9) do estado. Nomeada Operação TOI, em menção ao instrumento de avaliação “Termo de Ocorrência e Inspeção” (TOI), a ação foi deflagrada após o registro de denúncias anônimas e autuações administrativas emitidas pela companhia de energia elétrica junto às autoridades policiais quanto ao furto de energia em imóveis de diversos bairros do município de Quixadá. Tendo conhecimento dos fatos, as equipes diligenciaram aos endereços identificados no decorrer das investigações, nos quais se constatou a ocorrência da prática criminosa. A primeira prisão foi realizada no bairro Irajá, contra um homem, de 37 anos...
Aplaudido e prestigiado em vários estados do Brasil como Santa Catarina, Mato Grosso, Rio de Janeiro, vários municípios cearenses e Rosário (ARG), o espetáculo “Autômato” do multiartista Orlângelo Leal, chega em temporada gratuita no Espaço Rogaciano Leite, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, dias 09, 10 e 30 de novembro e 1º de dezembro, sempre às 18h30. GRATUITO!
Intitulado como uma “palhaçaria musical” (Eduardo Bruno), o espetáculo Autômato chega ao palco Rogaciano Leite, no Dragão do Mar, a partir do próximo sábado (9), 18h30, com uma combinação de linguagens como a música, o teatro, a pantomima, a dança e o circo para compartilhar um universo multifacetado de cores e sons.
Contracenado pelo artista Orlângelo Leal, o espetáculo trata do local para o nacional, a partir da noção de conectivos cruzados em estado permanente de atualidade transterritorial que borra fronteiras e deixa uma dúvida no ar: “Ele é um palhaço? Um músico? Tais convenções parecem escapar da cena... e as duas definições parecem dizer parte do que a cena realmente foi”, acrescenta Orlângelo explicando que a ideia é representar um ser compulsivo, esquizofrênico musical, compondo e gravando músicas em cena com instrumentos exóticos.
Assim, o personagem excêntrico vai criando sua trilha como pano de fundo para sua diversão, prazer e gozo e, aos poucos, vão surgindo instigações para dançar, manipular objetos, andar de skate e para um diálogo visceral com o público numa divertida brincadeira irreverente.
Musical e transversal
Autômato é encenado pelo multiartista Orlângelo Leal, interprete/criador e diretor artístico do grupo Dona Zefinha. O caráter inovador do trabalho está na transversalidade de linguagens e na execução de instrumentos exóticos como o marimbal, a flauta nasal e a “bota bum”, (sapato que produz frequências graves em contato com o piso; criação de Orlângelo); todos plugados num setup de pedais de efeitos, samplers e loops.
Os instrumentos são tocados ao mesmo tempo, abrindo espaço para diversas experiências sonoras, tendo como elo de ligação o humor refinado, descontraído e despretensioso. Seguindo uma dramaturgia não linear, narra a saga de um criador multitarefas, compulsivo, esquizofrênico em momentos de delírio e devaneio, fragmentos de sua rotina habitual em pleno processo inventivo.
O projeto de montagem partiu de uma prática empírica movida pela intuição do artista, e vem ganhando carinho do público e destaque pela inovação, surpresa e a capacidade de emocionar através da sinergia, na incessante pesquisa do binário cena x som, ponto de inquietação e convergência que move este projeto.
O final do espetáculo é uma apoteose, o personagem executa ao mesmo tempo três instrumentos excêntricos, gravando no loop o tema de despedida e começa a jogar com o chapéu de manipulação para fazer o último número participativo, convocando um expectador para dividir a cena em plena comunhão interativa antes de sua partida triunfal deslizando pela cidade num skate.
Concepção cênica
A obra Autômato segue a mesma linha dos espetáculos montados pelo grupo Dona Zefinha, primando pela qualidade, mostrando a força da inovação inventiva e poética, exibindo para o mundo, uma amostra do teatro brasileiro produzido em Itapipoca, trazendo um olhar humorado sobre o povo do Ceará, moleque e brincalhão, que habitando um território inóspito (semiárido) utiliza o riso como aplicativo para manutenção da esperança.
Autômato reflete ainda o homem contemporâneo (homo evolutis) e sua fusão maquinal entre o digital e o físico, entre automático e autonomia, escravidão e liberdade criadora, produtivo e improdutivo, trabalho e ócio, patrão e servo. “Os autônomos são autômatos programados para chicotear a si mesmos” segundo o filósofo Coreano Byung-Chul Han, que analisa o “ser multitarefa” como um “retrocesso a natureza humana selvagem”.
Com avanço exponencial das tecnologias no nosso cotidiano, a vida tem se tornado cada vez mais sintética, acelerando a simbiose do transumanismo. O futuro aponta para um mundo, cada vez menos analógico, onde os indivíduos que se auto exploram, sentem angustia movida pela ansiedade consumidora e vem tonando-se opressores de si mesmo, perdendo assim o senso da consciência de dominação. Fazemos o que queremos ou atendemos as demandas do que nos é imposto/ofertado?
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