Foto: Antonio Augusto/STF A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu decisão da Justiça Federal que havia determinado a devolução imediata de uma criança ao pai, no Reino Unido. A medida foi concedida na Reclamação (RCL) 95443 , proposta pela mãe, ítalo-brasileira, que veio com filha para o Brasil. O caso A criança nasceu em Londres, em outubro de 2019, filha de pai italiano e mãe ítalo-brasileira. O casal se separou em maio de 2023 e atualmente está divorciado. Após a separação, a Justiça inglesa autorizou que ambos viajassem ao exterior com a filha nos períodos de convivência, desde que apresentassem roteiro detalhado e informações sobre hospedagem. Nesse contexto, os pais acordaram que a mãe poderia vir ao Brasil com a criança nas férias. A viagem ocorreu em agosto de 2025. Depois de chegar ao Brasil, porém, a mãe pediu autorização ao pai para permanecer no país com a filha e comunicou a intenção de não retornar ao Reino Unido. O pedido teria sido re...
Especialista explica o porquê da ilegalidade desse ato e quais as penalidades os motoristas que realizam essa prática podem sofrer
A prática de divulgar pontos onde estão ocorrendo blitz já é bem antiga. Muito antes da existência das redes sociais, os motoristas utilizavam os faróis do carro para indicar ao condutor que vinha em sentido contrário sobre fiscalização policial ou eletrônica para que pudessem se preparar, colocando os cintos de segurança, por exemplo, ou até mesmo parando o carro no acostamento e voltando pela outra direção da via.
O crescimento das redes sociais e dos aplicativos de mensagem instantâneas veio fomentar essa prática. É cada vez mais comum grupos de Whatsapp para publicar informações acerca dos órgãos de fiscalização de trânsito, mas o que muitos não sabem é que esse ato é considerado crime previsto no Código Penal e existe punição.
Apesar da prática ainda gerar controvérsias, já existem muitos casos em todo o Brasil de pessoas que foram detidas por fazerem esse tipo de divulgação. Ano passado uma jovem de 22 anos foi presa após usar uma rede social para divulgar a realização de uma blitz da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na BR 222, em Irauçuba, interior do Ceará.
“Dois princípios devem ser levados em consideração: o da legalidade e da abstração das leis. O primeiro determina que para o cidadão, só é proibido aquilo que a lei define como ilícito. Logo, aquilo que não é previsto em lei, por consequência, pode ser realizado. Já a abstração das leis quer dizer que as normas brasileiras são projetadas de forma abstrata, ou seja, a análise de um ato pode ser interpretada de acordo com o texto da lei, abrindo espaço para esses casos serem enquadrados de acordo com o artigo 265 do Código Penal.”, comenta Rodrigo Nóbrega, advogado especialista em trânsito.
Não existe nenhuma lei específica que trate disso, mas essa ação pode ser enquadrada por atentado contra a segurança ou ao funcionamento de serviços de utilidade pública. “O artigo 265 do Código Penal pode ser interpretado como uma previsão desta conduta, declarando que atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviço de água, luz, força ou calor, ou qualquer outro de utilidade pública, é crime.”, explica o advogado.
Qual a penalidade para esse crime?
O especialista comenta que o artigo trata sobre a proibição de atentar contra a segurança e a blitz vem a fim de garantir isso. “A blitz pretende garantir a segurança dos motoristas nas estradas, já que existem pessoas que estão dirigindo sob influência de álcool e/ou drogas, com documentação vencida, sem o uso de instrumentos de segurança, entre outras situações.”, reitera Rodrigo Nóbrega.
Dessa forma, é previsto pena de reclusão de um a cinco anos, mais multa para o condenado, com possibilidade de perder quatro pontos na carteira.
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