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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Saúde - Silicone é implante preferido das brasileiras



Entenda sobre os mitos e verdades mais comuns envolvendo esta cirurgia plástica

O implante de silicone permanece no topo do ranking das cirurgias plásticas no Brasil. A última pesquisa publicada pela ISAPS (Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética) mostrou que somente no Brasil são realizadas, aproximadamente, 220 mil mamoplastias a cada ano. Mulheres jovens, na faixa etária de 20 a 30 anos são as que mais procuram pela cirurgia de prótese de silicone. Na era dos influenciadores digitais, vem sendo ainda mais comum que as pacientes cheguem aos consultórios levando fotos de personalidades e pedindo para ficar exatamente daquele jeito.

Apesar de ser um procedimento considerado comum na rotina dos cirurgiões plásticos, ainda restam muitas dúvidas do público em geral sobre silicone. O médico Tiago Alcântara esclarece a importância de fazer tudo de acordo com a realidade individual de cada pessoa e destaca que seguindo as orientações, a recuperação das pacientes costuma ser rápida e sem complicações. Voltar às atividades diárias gradativamente e sob acompanhamento especializado é passo importante para um bom resultado.

“Retorno para dirigir entre 7 e 10 dias, e atividades físicas entre 3 a 4 semanas. Claro, com intensidade bem leve no início e aumento gradual com o tempo. Talvez as atividades que demorem mais ao retorno sejam o crossfit e a corrida por causa da intensidade necessária. Hoje em dia as próteses não precisam mais ser obrigatoriamente trocadas. Com o acompanhamento anual ou bianual, se a prótese estiver com todas as condições de integridade ela pode permanecer no local por 10, 15, 20 anos sem problema algum”, afirmou Tiago.

O cirurgião plástico desmistifica as falsas ideias que após cirurgia de prótese mamária existam grandes problemas para amamentar ou rastrear um possível câncer de mama. De acordo com o especialista, uma pequena parcela de pacientes pode ter alguma dificuldade para amamentação, e isso, tende a depender diretamente do procedimento e da técnica realizados nos seios.

“Com relação ao rastreio de prevenção do câncer de mama em pacientes com prótese de silicone, ele é realizado da mesma forma que mulheres sem silicone: Mamografias anuais. A prótese não interfere na detecção precoce. O detalhe importante é nos casos das pacientes de alto risco para câncer de mama, que o melhor exame de acompanhamento fica sendo a Ressonância das mamas”, destacou Tiago Alcântara.

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