O banqueiro Daniel Vorcaro se negou a informar a senha de seu celular durante depoimento prestado à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) no dia 30 de dezembro do ano passado. O aparelho foi apreendido durante a Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master. Vorcaro foi ouvido pela delegada Janaina Palazzo nas dependências do Supremo Tribunal Federal (STF) após determinação do ministro Dias Toffoli, relator do caso. Durante o depoimento, a delegada pediu autorização para acessar o celular do banqueiro. Após a solicitação, Vorcaro e seu advogado afirmaram que queriam preservar “relações pessoas e privadas". Ao negar passar a senha do aparelho, Vorcaro disse que quer restabelecer a verdade e negou que o Master tenha realizado fraudes em carteiras de investimentos. “O que eu mais quero é restabelecer a verdade. Essa fraude que foi colocada, ela não existiu, e não era para ter liquidado o banco. Não era para eu estar passando por isso”...
O clima no auditório do Tribunal de Contas do Ceará, na tarde desta quinta-feira (30/1), era de muita expectativa entre os participantes e curiosidade do público que compareceu à entrega dos prêmios aos classificados no Hackathon. E a equipe Baião de Dados foi a primeira colocada, ganhando um prêmio de R$ 15 mil ao apresentar a plataforma macashare.org, que centraliza dados dos portais de transparência municipais, ranqueia e calcula o Índice de Transparência dos Municípios, e a produção de um API, interface de programação de aplicativos para leitura dos dados de transparência. Em segundo lugar, com premiação de R$ 10 mil, os participantes do grupo Graúna apresentaram a ferramenta AuditaCE, um sistema de fiscalização de contratos municipais, que correlaciona dados de diversas fontes e implementa alertas que indiquem suspeitas de corrupção.

Os membros da Digimon, terceira colocada com um prêmio no valor de R$ 5 mil, pensaram em uma solução que busca indícios de fraudes e irregularidades em licitações municipais, com o intuito de perceber discrepâncias de valores previstos em contratos e produtos vendidos em varejo.
Durante a cerimônia, o presidente do TCE Ceará, Valdomiro Távora, destacou a relevância do evento. “Fiquei muito feliz em participar do primeiro Hackathon, conversar com as equipes, ver jovens trabalhando, criando ferramentas que vão contribuir para encontrar possíveis fraudes ou irregularidades. Esse é o verdadeiro objetivo do Hackathon: trazer a sociedade para perto do Tribunal, a partir de ferramentas capazes de reforçar o controle social”, disse Valdomiro Távora parabenizando as oito equipes participantes.Antes do anúncio dos vencedores, todos puderam acompanhar as apresentações dos trabalhos selecionados no último domingo (26/1), no SebraeLab, pela Comissão Julgadora da maratona tecnológica realizada pelo TCE Ceará, sob a coordenação da Secretaria de Tecnologia da Informação (STI).
Para o secretário de TI, Alexsandre Silva, as expectativas foram superadas. “Esse foi um desafio enfrentado e vencido. Os resultados da maratona surpreenderam a todos. As equipes navegaram diante de uma realidade tão densa e complexa para auxiliar nessa busca por mais transparência e contribuir para a qualidade da gestão pública”, ressaltou. Todas as oito plataformas criadas pelos grupos do Hackathon serão disponibilizados ao TCE Ceará para serem aperfeiçoadas e utilizadas em fiscalizações.
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