A partir do dia 4 de fevereiro, o Brasil terá novas regras para o transporte de produtos agropecuários nas bagagens de passageiros que estejam fazendo viagens internacionais. A medida está prevista em portaria publicada em dezembro pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. A meta é impedir a entrada de “agentes causadores de doenças e pragas que possam colocar em risco a saúde pública, o meio ambiente e o patrimônio agropecuário brasileiro”, informou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). A fiscalização será feita por meio do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), a quem caberá analisar os riscos que alguns itens podem implicar, caso entrem no país. Lista de produtos Entre os itens estão animais, vegetais, bebidas, fertilizantes, corretivos, agrotóxicos, alimentos, produtos de madeiras, estimulantes e biofertilizantes. Também integram a lista materiais genéticos para uso na reprodução animal e na propagação...
Medida deve ser adotada até que todos gabaritos sejam revisados e alunos notificados formalmente das respostas sobre os pedidos de inconsistência
Arte: Secom/PGR
A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) e a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), órgãos do Ministério Público Federal (MPF), recomendaram, nesta quarta-feira (22), ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, e ao presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, a suspensão das inscrições do Sistema de Seleção Unificado 2020 até que seja feita nova conferência dos gabaritos de todos os candidatos que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2019.
A recomendação pede aos órgãos que comuniquem oficialmente aos candidatos sobre a abertura de prazo para solicitação de verificação das inconsistências e que haja resposta formal sobre todos os pedidos de correção. O MEC e o INEP têm o prazo de 24 horas, a partir da notificação, para acatar a recomendação.
O MPF entende que ainda não há garantia de que todos os equívocos foram devidamente corrigidos e, por isso, deve ser garantido aos 3,9 milhões de pessoas que realizaram a prova o direito de recorreção dos gabaritos.
Para o MPF, a prorrogação do Sisu por mais dois dias é insuficiente para resolver a divergência entre as notas dos candidatos, já que a alteração das pontuações repercute na nota de corte e na classificação parcial da seleção, o que prejudica o planejamento dos milhões de postulantes.
Inconsistências – Desde o dia 17, quando foi divulgado o resultado do Enem, a Sala de Atendimento ao Cidadão do Ministério Público Federal em Minas Gerais recebeu mais de 96 representações sobre o resultado do exame. Candidatos reclamaram que houve discrepâncias entre a quantidade de acertos na prova e a nota oficial divulgada pelo Inep. O resultado é utilizado pelo Sisu como forma de seleção dos estudantes para o ingresso a instituições públicas de ensino superior de todo o país.
No sábado, 18, o MEC admitiu falha em parte das provas e pediu, por meio de redes sociais, para que a solicitação de nova análise das notas fosse feita por e-mail até às 10h de segunda-feira, 20. No mesmo dia, a PFDC solicitou ao MEC a suspensão da abertura das inscrições do Sisu, programada para o dia seguinte, 21, até que todos os problemas das notas do Enem fossem solucionados. O MEC prorrogou a data final do Sisu para o dia 26, com resultado final para o dia 28, após afirmar que todas as inconsistências foram identificadas e as notas atualizadas após análise dos gabaritos de todos os candidatos. Porém, candidatos que pediram a revisão afirmaram ao MPF que, até o final da manhã de hoje, 22, não receberam resposta ao e-mail enviado e, para alguns, a pontuação ainda não havia sido alterada.
A recomendação destaca que não houve uma comunicação oficial aos candidatos, seja por envio de e-mail ou pelo aplicativo oficial da prova, apenas por rede social. “Rede social não figura como meio de comunicação oficial, ainda mais quando o INEP e o MEC possuem as informações e meios para comunicação pessoal dos interessados”, afirmam os procuradores que assinaram a recomendação.
A recomendação também foi enviada ao Secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (Sesu), Arnaldo Lima.
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