A Polícia Federal (PF) encontrou mensagens com menções a atos violentos no celular do deputado estadual Thiago Rangel (Avante), preso pela Polícia Federal (PF) . O parlamentar foi alvo nesta terça-feira (5) da quarta fase da Operação Unha e Carne, que apura supostas fraudes em contratos de compras para a Secretaria de Educação do estado. Durante as investigações, os investigadores da PF interceptaram, com autorização judicial, conversas entre o deputado e outros acusados de pertencer ao suposto esquema de desvios. Os diálogos foram inseridos na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a deflagração da operação. Em 2021, em uma das mensagens enviadas pelo WhatsApp a Fábio Pourbaix Azevedo, braço direito do deputado, Thiago Rangel sugeriu “mandar uma surpresa” a um homem identificado como Felipe, que o criticou em uma rede social. Na época, Thiago exercia o cargo de vereador. “Thiago Rangel, por sua vez, respo...
O Ministério Público Federal (MPF) vem empreendendo esforços para garantir que crianças com microcefalia no Ceará tenham acesso a consultas, tratamentos e insumos considerados necessários a uma melhor qualidade de vida. Neste domingo, 15 de março, a instituição organizou um mutirão com o objetivo de viabilizar o acesso de crianças com microcefalia a cadeiras de rodas e a cadeiras de banho adaptadas.
Meninos e meninas de diferentes municípios compareceram à unidade do órgão na capital, Fortaleza, para realizar medições necessárias para a produção de cadeiras especiais a serem fornecidas pela Secretaria Estadual Saúde (Sesa), conforme tratativas firmadas com o MPF em inquérito civil público.
João Lucas, filho da dona de casa Patrícia Rodrigues, moradora do município de Pacoti, foi um dos primeiros a serem atendidos no mutirão. O garoto de 1 ano e 8 meses tem uma série de limitações motoras que exigem da mãe muita atenção. Patrícia relata, por exemplo, dificuldades em dar banho em João, atividade que poderia ficar bem mais fácil com o auxílio de uma cadeira própria. “Faz muita falta. Ele já não cabe mais em bacias e banheiras”, conta.
Crianças com microcefalia precisam de atendimento multidisciplinar na área de Saúde, mas nem sempre o serviço público consegue atender as demandas. Em busca de tratamento adequado, os pais precisam estabelecer rotinas que envolvem deslocamentos para outros municípios. Andreia Garcia e Lorival Feitosa viajam de Uruoca até Fortaleza a cada dois meses, aproximadamente, para consultas da filha. As viagens de cerca de 300 quilômetros geram custos com os quais nem sempre a família tem condições de arcar.
Durante o mutirão, além da medição das crianças, que foi realizada por profissionais especializados, servidores do MPF receberam e fizeram a conferência de documentos necessários para o encaminhamento à Sesa das demandas por cadeiras.
A procuradora da República Nilce Cunha explica que, por meio do inquérito em tramitação no MPF, vem buscando resolução para diferentes dificuldades e problemas enfrentados pelas famílias de crianças com microcefalia decorrente da Síndrome da Infecção Congênita do Zika Vírus, especialmente para conseguir atendimento médico e hospitalar, medicação e insumos necessários às suas necessidades.
Em 2019, o MPF ingressou com ação na Justiça Federal contra União, Governo do Ceará e Prefeitura de Fortaleza para garantir tratamento médico e assistência integral para crianças com microcefalia no estado. Na ação, pede que a Justiça determine que a União e os governos estadual e municipal providenciem: medicamentos de uso contínuo; cadeiras de rodas especiais e de banho; transporte adaptado para pacientes e familiares; e tratamento fisioterápico assim como alimentação
Meninos e meninas de diferentes municípios compareceram à unidade do órgão na capital, Fortaleza, para realizar medições necessárias para a produção de cadeiras especiais a serem fornecidas pela Secretaria Estadual Saúde (Sesa), conforme tratativas firmadas com o MPF em inquérito civil público.
João Lucas, filho da dona de casa Patrícia Rodrigues, moradora do município de Pacoti, foi um dos primeiros a serem atendidos no mutirão. O garoto de 1 ano e 8 meses tem uma série de limitações motoras que exigem da mãe muita atenção. Patrícia relata, por exemplo, dificuldades em dar banho em João, atividade que poderia ficar bem mais fácil com o auxílio de uma cadeira própria. “Faz muita falta. Ele já não cabe mais em bacias e banheiras”, conta.
Crianças com microcefalia precisam de atendimento multidisciplinar na área de Saúde, mas nem sempre o serviço público consegue atender as demandas. Em busca de tratamento adequado, os pais precisam estabelecer rotinas que envolvem deslocamentos para outros municípios. Andreia Garcia e Lorival Feitosa viajam de Uruoca até Fortaleza a cada dois meses, aproximadamente, para consultas da filha. As viagens de cerca de 300 quilômetros geram custos com os quais nem sempre a família tem condições de arcar.
Durante o mutirão, além da medição das crianças, que foi realizada por profissionais especializados, servidores do MPF receberam e fizeram a conferência de documentos necessários para o encaminhamento à Sesa das demandas por cadeiras.
A procuradora da República Nilce Cunha explica que, por meio do inquérito em tramitação no MPF, vem buscando resolução para diferentes dificuldades e problemas enfrentados pelas famílias de crianças com microcefalia decorrente da Síndrome da Infecção Congênita do Zika Vírus, especialmente para conseguir atendimento médico e hospitalar, medicação e insumos necessários às suas necessidades.
Em 2019, o MPF ingressou com ação na Justiça Federal contra União, Governo do Ceará e Prefeitura de Fortaleza para garantir tratamento médico e assistência integral para crianças com microcefalia no estado. Na ação, pede que a Justiça determine que a União e os governos estadual e municipal providenciem: medicamentos de uso contínuo; cadeiras de rodas especiais e de banho; transporte adaptado para pacientes e familiares; e tratamento fisioterápico assim como alimentação
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