Créditos: João Marcos/ADI Muita bola rolando pelos Campeonatos Brasileiros Séries C e D, com clubes cearenses em campo. No sábado (9), pela sexta rodada da Série C, o Floresta visitou o Itabaiana, no Estádio Etelvino Mendonça, em Sergipe, e as equipes não saíram do 0 a 0. Com a igualdade no placar, o Lobo da Vila soma nove pontos e ocupa a 10ª posição. Pela sexta rodada da Série D do Campeonato Brasileiro, no Grupo A6, o Maracanã recebeu o Sampaio Corrêa/MA, no Estádio Almir Dutra, e empatou em 1 a 1. Na classificação, o Azulão Metropolitano ocupa a 3ª posição, com nove pontos. O gol da equipe cearense foi marcado por Testinha, em cobrança de falta. No domingo (10), o Iguatu derrotou o Moto Club/MA por 3 a 1, no Morenão, e manteve a liderança do grupo, com 14 pontos. Os gols do Azulão foram marcados por Melk, Matheus e Klaivert. Pelo Grupo A7, também no sábado, o Tirol conquistou sua primeira vitória na competição ao derrotar o Altos/PI por 1 a 0, no Estádio Presidente Vargas. Co...
MPF obtém decisão que obriga município de Jucás (CE) a aplicar recursos de precatórios do Fundeb na educação
O Ministério Público Federal (MPF) obteve decisão judicial que vincula à área da educação o uso dos recursos do precatório do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) do município de Jucás, localizado no centro-sul do Ceará. Com a sentença da Justiça Federal fica anulado o pagamento de honorários por prestação de serviços jurídicos contratados pelo município de Jucás, que agora fica obrigado a aplicar o dinheiro exclusivamente na educação.
Na ação civil pública que resultou na sentença, o MPF aponta irregularidades na contratação feita, sem licitação, pela administração de Jucás do escritório Monteiro e Monteiro Advogados para representar o município no processo de ressarcimento junto à União das diferenças do valor mínimo anual por aluno (VMMA) repassados pelo Fundeb. O contrato estabelece honorários advocatícios de 20% sob o valor obtido por meio da ação judicial, que resultou em R$ 18,5 milhões e, por conseguinte, o montante de R$ 3,7 milhões para o escritório.
Na ação, o procurador da República Celso Leal sustenta que, apesar do contrato mencionar que decorreu de procedimento licitatório na forma de inexigibilidade, constatou-se, na verdade, tratar-se de contratação direta, sem observância de prévio procedimento formal de inexigibilidade. “Houve, portanto, uma verdadeira contratação particular, sem licitação e sem respeito a qualquer das disposições da Lei nº. 8.666/93”, afirma Celso. Também não foi demonstrada situação emergencial e nem apresentadas justificativas para a escolha do prestador de serviço e o preço. O MPF alega ainda que a ação dos precatórios em questão poderia ter sido proposta pela procuradoria do município, sem custos adicionais ao erário, dessa forma.
O juiz federal titular da 25ª Vara, Ciro Benigno Porto, acatou as argumentações do MPF e julgou procedente o pedido, acrescentando ainda que o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou nove irregularidades nessa mesma contratação, considerando os valores dos honorários exorbitantes e incompatíveis com a complexidade da causa. Com isso, a Justiça Federal determinou a nulidade do contrato de serviços jurídicos, a vinculação dos recursos à educação e o bloqueio do pagamento dos precatórios que seriam destinados aos honorários advocatícios.
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