O Ministério Público do Ceará, por meio da Promotoria de Justiça Vinculada de Alcântaras, instaurou, na última quarta-feira (20/05), Notícia de Fato para apurar possível prática de violência sexual cometida por um professor da rede pública municipal de ensino de Alcântaras. As vítimas seriam estudantes e os fatos teriam ocorrido em 2025. O MP tomou ciência do caso após relatos de alunos que participaram de palestra da campanha Maio Laranja, realizada na própria escola no último dia 18 de maio, ministrada pelo próprio promotor de Justiça e coordenador do Núcleo de Acolhimento às Vítimas de Violência da Região Norte (Nuavv Norte), também designado para atuar na Promotoria de Justiça de Alcântaras. As estudantes que relataram o caso o fizeram espontaneamente ao promotor de Justiça, que cobrou que a escola apresentasse as medidas adotadas. O professor foi afastado das funções no dia da realização da palestra. O caso também será acompanhado pelo Nuavv Norte, que aguarda o repasse de m...
Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Baturité, expediu, na quarta-feira (15/07), uma recomendação ao Município de Baturité, para que se abstenha de contratar serviço de segurança privada durante a pandemia do Novo Coronavírus (COVID-19). O MPCE também requer que a Prefeitura adote as providências necessárias para assegurar a legalidade das contratações realizadas na pandemia e rescinda contratos cujo objeto trate da prestação de serviço indelegável.
De acordo com a promotora de Justiça Alessandra Loreto, titular da 3ª Promotoria de Justiça, a Prefeitura de Baturité realizou a contratação de seguranças particulares com o intuito de prestar apoio e suporte à Administração Municipal. Em reunião do Comitê Municipal de Enfrentamento ao Coronavírus, o prefeito afirmou que as atividades a serem desempenhadas pelos particulares são de apoio na organização e dissipação das pessoas que estivessem tendentes a promover aglomerações, sobretudo, de vendedores ambulantes e de comerciantes em geral. Assim, segundo ele, esses particulares, se necessário, removeriam as mercadorias e conduziriam os implicados à Delegacia de Polícia.
Contudo, para a representante do MPCE, tal conduta denota uso do poder de polícia administrativo, ainda que a Prefeitura tenha dado nome diverso. Por requerer coerção e uso da força, tais ações consistem, na prática, de contratação de segurança privada para o exercício de dever público. Além disso, Alessandra Loreto destaca que a fiscalização de decretos municipais e estaduais é atividade típica do poder de polícia e, por isso, é indelegável.
Diante dos fatos, o MPCE recomenda que o prefeito e o secretário de Saúde do Município assegurem a legalidade, a impessoalidade e a isonomia nas contratações realizadas durante a pandemia, rescindindo contratos firmados que tenham como objeto a prestação de serviço indelegável a particular, bem como se abstenham de firmar novos contratos no mesmo sentido.
Além disso, é requisitado que o Município se abstenha de contratar serviço de segurança privada, entendido como qualquer forma de exercício de poder de polícia que implique uso da força ou imposição de condição ou restrição ao uso e gozo de bens, atividades e direitos individuais.
O MPCE requer que, no prazo de 48 horas, os recomendados apresentem todos os contratos firmados a título de “suporte e apoio”, de “vigia” ou sob o título “prestação de serviço emergencial de vigilância para o controle e o combate da pandemia”. No mesmo prazo, deve ser informado o critério de seleção e escolhas nas contratações.
De acordo com a promotora de Justiça Alessandra Loreto, titular da 3ª Promotoria de Justiça, a Prefeitura de Baturité realizou a contratação de seguranças particulares com o intuito de prestar apoio e suporte à Administração Municipal. Em reunião do Comitê Municipal de Enfrentamento ao Coronavírus, o prefeito afirmou que as atividades a serem desempenhadas pelos particulares são de apoio na organização e dissipação das pessoas que estivessem tendentes a promover aglomerações, sobretudo, de vendedores ambulantes e de comerciantes em geral. Assim, segundo ele, esses particulares, se necessário, removeriam as mercadorias e conduziriam os implicados à Delegacia de Polícia.
Contudo, para a representante do MPCE, tal conduta denota uso do poder de polícia administrativo, ainda que a Prefeitura tenha dado nome diverso. Por requerer coerção e uso da força, tais ações consistem, na prática, de contratação de segurança privada para o exercício de dever público. Além disso, Alessandra Loreto destaca que a fiscalização de decretos municipais e estaduais é atividade típica do poder de polícia e, por isso, é indelegável.
Diante dos fatos, o MPCE recomenda que o prefeito e o secretário de Saúde do Município assegurem a legalidade, a impessoalidade e a isonomia nas contratações realizadas durante a pandemia, rescindindo contratos firmados que tenham como objeto a prestação de serviço indelegável a particular, bem como se abstenham de firmar novos contratos no mesmo sentido.
Além disso, é requisitado que o Município se abstenha de contratar serviço de segurança privada, entendido como qualquer forma de exercício de poder de polícia que implique uso da força ou imposição de condição ou restrição ao uso e gozo de bens, atividades e direitos individuais.
O MPCE requer que, no prazo de 48 horas, os recomendados apresentem todos os contratos firmados a título de “suporte e apoio”, de “vigia” ou sob o título “prestação de serviço emergencial de vigilância para o controle e o combate da pandemia”. No mesmo prazo, deve ser informado o critério de seleção e escolhas nas contratações.
Comentários
Postar um comentário
Expresse aqui a sua opinião sobre essa notícia.