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LOCAL, espaço de pesquisa e produção em Artes Visuais, estreia em Fortaleza a sua primeira exposição: “O corpo é o centro da tempestade"



A mostra tem curadoria da artista visual e professora de artes, Waléria Américo e conta com programação virtual gratuita. 



Entre os dias 17 de julho e 20 de agosto,  o lugar de pesquisa e produção em Artes Visuais, LOCAL, promove a sua primeira exposição, “O corpo é o centro da tempestade."

Com curadoria da artista visual e professora de artes,  Waléria Américo, o projeto é resultado do acompanhamento de processos artísticos individuais e estudos sobre ações performáticas nas artes, dos jovens artistas, Adalgisa Nara, Bárbara Moira, Daniel Neves, Larissa Batalha, Sophia Cavalcante e Vivianne Morais. Durante as jornadas de pesquisas e criação, o grupo realizou   performances que mesclam linguagens da fotografia, do audiovisual e do bordado, dando origem a obras que podem dialogar entre a arte, filosofia e psicologia. 


Com programação diversificada e gratuita, a exposição “O corpo é o centro da tempestade", oferecerá para o público geral duas oficinas artísticas: "Travessia em mistérios: rastros de um corpo no espaço” e “A Mentira Como Ação Performática”.

O projeto recebe apoio do VIII Edital das Artes de Fortaleza – Secultfor – Lei nº 10.432/2015 e será exibido em formato virtual no site do LOCAL.


O espaço ‘LOCAL’


O LOCAL é um espaço de conversas sobre artes visuais, processos artísticos e encontros para experienciar a partilha como estudo e prática de produção na arte contemporânea. É um ambiente de cultivo de falas artísticas, orientações de projetos e/ou exercício para uma coletividade entre artistas, coordenado pela artista, e professora de artes, Waléria Américo. 


Waléria trabalha predominantemente com registros fotográficos ou em vídeo, muitas vezes de performances que terminam por integrar instalações, também passando pelo objeto, desenho e experimentações sonoras. Dentre suas experiências profissionais, destacam-se: Comissão de Seleção & Curadoria da Residência Artística Sala Vazia, Fortaleza (2019);  Salão de Fotografia do Sobrado Abolição (2018) e Laboratórios de Criação, Porto Iracema das Artes (2017) e Tutoria de Projetos Artísticos da Exposição Tempo de Colher do Cinema do Brejo, Fortaleza (2020). 


No currículo condensa premiações no Prêmio no 70° Salão de Abril - Secretaria de Cultura de Fortaleza e Instituto Cultural Iracema – Ceará (2019),  Prêmio Illy Sustain Art Brasil (2013) e o Prêmio Residência Artística no Exterior do Itamaraty, Fundación ACE (2014). 


A artista, também, já realizou exposições individuais no Centro Cultural Banco do Nordeste, Fortaleza (2008); e na Galeria Laura Marsiaj, Rio de Janeiro (2012); além de ter participado da Brazilian Sound Art Showcase - Dystopie Sound Art Festival, Berlin (2020); Jogja Biennale XIV: Indonesia meets Brasil - Jogja National Museum – Indonesia (2017), dentre outros trabalhos. 


O lugar de pesquisa e produção em artes, objetiva alicerçar a produção autoral dos artistas dentro da confiança e coletividade. “A paisagem no LOCAL é colaborativa, pois aprendemos com as falas dos outros, no investigar dos processo e modo de fazer de cada  integrante”, explica Waléria Américo. A artista revela que pensou nesse nome para o espaço, por acreditar que cada pessoa é um mundo, e imaginar que nas artes é possível haver união para o desenvolvimento e produção a partir do agora. 


“O LOCAL é para mim é um abraço. Lugar de partilha, amadurecimento e trocas que ressignificam a tessitura constante do ser artista. Foi com Waléria que aprendi que eu também era artista e que ter vindo de uma outra área, só me somava e atribuía uma perspectiva inusitada ao meu processo’’, explica Bárbara Moura, uma das artistas da exposição, 


Exposição “ O corpo é o centro da tempestade” 


A exposição de inauguração do LOCAL é fruto de um grupo de estudos dos artistas Adalgisa Nara, Bárbara Moira, Daniel Neves, Larissa Batalha, Sophia Cavalcante e Vivianne Morais, com orientação de Waléria. 


O conjunto de obras produzido reflete por meio de imagens fotográficas, vídeos e outras produções as emoções de cada artista em suas vivências e descobertas. “O espaço que criamos atravessa as ações performáticas abrindo brechas temporais, fundando lugares únicos que ultrapassam o relato de si. A exposição O corpo é o centro da tempestade se encontra na partilha da memória, de gestos e dos movimentos que trafegam no “entre” dos espaços de afetos, ironia e cidade no desejo de re-existência”, explica Waléria. 


A visitação acontecerá em formato digital de 17 de julho a 20 de agosto, no site do LOCAL. 



Oficinas artísticas gratuitas na programação 


A exposição oferece duas oficinas gratuitas para o público geral nas áreas de Artes Visuais (arte performance, arte autobiográfica, arte conceitual, corpo e espacialidade e self-lie), com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento e formação através da arte.


Oficina “Travessia em mistérios: rastros de um corpo no espaço”


Como movimentar o corpo a partir do invisível? De que invisíveis a materialidade do corpo é feita?  A oficina Travessia em mistérios: rastros de um corpo no espaço,

propõe questionamentos que irão tratar da investigação de movimentos possíveis, entre fronteiras que permeiam diferentes marcações no corpo em relação com o espaço. O encontro está marcado para o dia 19 de agosto, das 14h às 18h, de forma virtual.  


Oficina “A mentira como ação performática”


Agente de mudanças, a mentira nasce como erva daninha entre os paralelepípedos de concreto na cidade, alterando, se adaptando ao bioma, sendo agente transformador de si próprio. A mentira como performance funciona com o mesmo princípio de nascer onde não se espera. A partir da leitura das obras:  Susana e Sophia” e “Um Relacionamento que Tinha Plena Funcionalidade”, vamos diagramar o que acontece quando se ficcionaliza a realidade de acordo com nosso ponto de vista particular. Como se situar perante a sua própria vivência? Como referência da ação performática Sophie Calle e Cindy Sherman são pontos de referências para discutirmos o auto, o biográfico e o myself. 


A criação propõe um projeto performático no qual a função de artista é, ao mesmo tempo, sujeito e objeto da própria obra, mostrando que o que vem da arte e o que vem da vida, que o que é seu e o que é do outro, são territórios permeáveis para se plantar histórias. Após a reflexão acerca da ação performática ficcionada e suas nuances, será proposto um exercício de escrita a partir de uma autoficção que vá de encontro à narrativa performática. O workshop está marcado para o dia 28 de julho, na plataforma Google Meets, com  duração de 4 horas. 


Conhecendo os artistas e suas obras


Adalgisa Nara é psicóloga, artista visual e palhaça. Entre as diferentes áreas de atuação, ela investiga a ideia de "corpo ponte-limite". É idealizadora da obra “Como se despede de um corpo?”


Bárbara Moira é ex-futura-bióloga, artista visual e experimenta o fazer artístico ,principalmente, pela fotoperformance. Suas pesquisas são permeadas pelo feminino e feminismos entrelaçando-os com autoficções e autobiografia, perpassando lugares como corpo, cidade, violência e especismo. É idealizadora da obra “Raízes”. 


Daniel Neves é artista visual, ativista, designer e programador. Bacharel em Design pela UniFanor e técnico em Informática pelo IFCE. Ele pesquisa relações criadas em deslocamentos urbanos e memória. Desenha, escreve e dança em seus trabalhos. Sua obra se chama “Bem Aqui”. 


Larissa Batalha é artista/bióloga. Pesquisa o traduzir de: memórias, conversas e partilhas com apropriações científicas em diversas linguagens. .  É a idealizadora da obra “Meandros Divagantes”. 


Vivianne Morais é artista e curiosa, tem como sua principal pesquisa o universo feminino. Bordadeira desde 2016, ministrou algumas oficinas e cursos pela cidade de Fortaleza. Vive em busca de novas materialidades, como forma de expressão. Graduanda em Design. Sua obra é “Mulher, você não precisa pedir permissão”. 


Sophia Cavalcante é artista e estuda Artes Plásticas na Universidade do Porto. Atualmente, trabalha entre tecnologias plásticas e poéticas conceituais, onde a performance multimédia é o ponto de partida para experimentações que se concentram entre o autobiográfico e a proposta do self-lie com a atuação do alter ego Susana Estrada.  É idealizadora da obra “Susana e Sophia”.




Como visitar


Site Local:  www.localartesvisuais.com 

Instagram: @local_artesvisuais 



Crédito das Fotos da Exposição: Yuri Juatama 

Crédito das Fotos da Equipe: Acervo do artista

Sugestões de Entrevista:

Waléria Américo (Curadora) ou Larissa Batalha (Produtora)


Serviço:

Exposição “O corpo é o centro da tempestade”

Local: Fortaleza - Ceará, em formato digital. 

Quando: 17 de julho a 20 de agosto de 2021

Classificação indicativa: Livre

Outras informações: Waléria Américo (85) 999260729 e 

Larissa Batalha  (85) 997842014

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