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Incêndios em vegetação caem em 2026

  Incêndios em vegetação caem em 2026 O Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE) registrou 3.298 incêndios em vegetação até setembro de 2026. O número é maior que os 3.025 casos em 2025 e menor que os 3.694 em 2024. De janeiro a junho de 2026, foram 871 ocorrências, acima de 2025 (486) e abaixo de 2024 (1.072). Entre julho e setembro, período mais seco, houve 2.427 registros, confirmando a sazonalidade das queimadas. Os meses mais críticos seguem sendo agosto e setembro, com 851 e 1.270 incêndios, respectivamente. Em 2025, setembro também liderou com 1.298 casos, seguido de outubro (1.419). Em setembro de 2026, o CBMCE atendeu 1.270 ocorrências. Fortaleza concentrou 215 casos (16,9%), seguida de Sobral (91) e Caucaia (73). A maioria dos incêndios ocorreu em áreas privadas (57,3%), mas também houve registros em áreas públicas (36,6%) e de proteção ambiental (4,8%). Os picos diários foram em 21 de setembro, com 120 ocorrências, e em 3 e 8 de setembro, com 59 cada. O maior volume c...

QEm reunião marcada por forte emoção, desembargadores reafirmam pacto do Judiciário com a sociedade

 A Administração do Poder Judiciário estadual promoveu, nesta sexta-feira (10/09), reunião híbrida com todos os desembargadores que integram o Colegiado, tendo a Escola Superior da Magistratura do Ceará (Esmec) como sede. O encontro, o primeiro após o incêndio que atingiu a sede do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), na última segunda-feira (06/09), foi marcado por forte emoção e reforçou o compromisso pela manutenção do trabalho em prol da sociedade.

“Deixo meu agradecimento pela solidariedade e força que tenho recebido de cada um dos colegas desembargadores. Foi uma semana de muitas decisões e informações. Eu não queria encerrar essa semana sem que nós tivéssemos esse momento tão íntimo e próprio para a Corte”, iniciou a presidente do TJCE, desembargadora Maria Nailde Pinheiro Nogueira. 

A chefe do Judiciário salientou que “vivemos perdas, mas, graças a Deus, perdas materiais. Ontem eu presidi a sessão, sem a minha querida toga, que estava sendo guardada nas dependências do Tribunal de Justiça do Ceará. Confesso que, com coragem, juntos, venceremos as dificuldades. Neste momento, eu compartilho com vocês toda a minha disposição. O Tribunal não é só um prédio, é também formado de pessoas que sofreram em razão desse incêndio, mas, com certeza, nós iremos nos reconstruir”. 

 

 

Disse, ainda, que esteve reunida com engenheiros do Tribunal e do Governo do Estado, na manhã desta sexta-feira, e recebeu notícias animadoras, “no sentido de que o patrimônio histórico maior do Judiciário está totalmente preservado, como o Memorial e a Capela. Para a Presidência, é um alento muito grande”.

O vice-presidente do TJCE, desembargador Antônio Abelardo Benevides Moraes, comentou que se surpreendeu e se chocou com o sinistro ocorrido durante a madrugada da última segunda-feira. “A despeito do impacto, todas as tratativas têm sido feitas, todas as providências têm sido tomadas, e o Tribunal vai equacionando. Certamente nós vamos encontrar as melhores soluções. Não falo só da Gestão, mas de todos os que fazem o Judiciário. Aqui é necessário um trabalho conjunto. Vai ser uma tarefa hercúlea”. 

GARANTIA DAS ATIVIDADES
O desembargador Antônio Abelardo Benevides Moraes também ressaltou a importância das providências adotadas desde o início da semana para garantir a manutenção das atividades na modalidade remota. “Continuamos nossas atividades normais, sem nenhum prejuízo, mas evidentemente precisaremos do espaço físico, por mais limitado que seja, e já ficou certo que a Vice-Presidência funcionará em salas do Fórum Clóvis Beviláqua assim que voltarmos ao trabalho presencial. Temos que, aos poucos, mostrar à sociedade que o Judiciário não parou. Perdemos um prédio importante, mas houve sessão, audiência, despachos, atos judiciais e administrativos diversos. Independente dessa tragédia, o Judiciário continua firme e forte, cumprindo suas metas”, acrescentou o vice-presidente.

Já o corregedor-geral da Justiça, desembargador Paulo Airton Albuquerque Filho, oriundo do quinto constitucional em vaga destinada à advocacia, afirmou que, “apesar dos oito anos de Tribunal de Justiça que completei, para mim, foi um baque muito grande. Imagine para aquelas pessoas mais antigas do Tribunal de Justiça.”. 

Ele não deixou de enaltecer a condução dos trabalhos por parte da presidente do TJCE. “Nunca vi tanta tranquilidade, tanta força, tanta determinação em uma única mulher. Isso, para nós, instituição, é muito confortável. Fico muito feliz em compor a gestão do Tribunal com vossa excelência e com o desembargador Abelardo”. E ainda colocou as instalações da Corregedoria à disposição dos demais desembargadores para eventuais atividades presenciais.

PARTICIPANTES
Participaram presencialmente da reunião as desembargadoras Vera Lúcia Correia Lima, Maria Iraneide Moura Silva, Tereze Neumann Duarte Chaves, Lígia Andrade de Alencar Magalhães, Marlúcia de Araújo Bezerra e Maria das Graças Almeida de Quental. Presentes, ainda, os desembargadores Francisco Lincoln Araújo e Silva, Carlos Alberto Mendes Forte, Teodoro Silva Santos, Heráclito Vieira de Sousa Neto, Mauro Ferreira Liberato, José Ricardo Vidal Patrocínio e Francisco Luciano Lima Rodrigues, diretor da Esmec. Todos os demais desembargadores participaram virtualmente.

Os juízes auxiliares da Presidência do TJCE, Joriza Magalhães Pinheiro, Ricardo Alexandre Costa e Emílio Medeiros Viana e o coordenador da Escola da Magistratura, Alexandre Sá, também acompanharam. Além deles, marcaram presença no encontro o superintendente da Área Administrativa do Tribunal, Sérgio Mendes de Oliveira Filho; e os titulares das Secretarias de Administração e Infraestrutura, Pedro Sampaio; de Tecnologia da Informação, Denise Norões; e da Secretaria da Judiciária de 2º Grau, Daniel Costa Teles; bem como o consultor jurídico do TJCE, Rodrigo Xenofonte, e os chefes das Assessorias de Comunicação, Ilo Santiago Jr.; e de Cerimonial, Silvio de Paiva Ribeiro.

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