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Uece se une a lideranças globais na corrida para zerar as emissões de carbono

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“O sistema climático terrestre está em uma situação de desequilíbrio energético. É como se, a cada segundo na nossa atmosfera, 21 bombas de Hiroshima explodissem e a energia dessas explosões fosse acumulada na forma de calor”. O alerta foi feito pelo docente do curso de Física do Centro de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Alexandre Araújo Costa, durante a palestra “Uece em tempos de emergência climática”, realizada nessa segunda-feira (13), durante a cerimônia de adesão da Uece à campanha Race to Zero (Corrida ao Zero/Carbono Zero), iniciativa apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e promovida pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC).

O professor destacou que a velocidade de aquecimento da Terra é de 1,1° desde o período pré-industrial até hoje e é 30 vezes maior que o aquecimento associado à última mudança climática natural que o Planeta atravessou. “As alterações climáticas são reais, antrópicas, inéditas e representam um risco existencial para a nossa civilização. O consenso científico é que o limite administrável desses impactos é 1,5°. Estamos muito perto. Precisamos ouvir a ciência. No ritmo atual, chegaremos a 1,5° antes de 2040. Isso é muito grave. Mas nós sabemos o que fazer para evitar essa marca: cortar pela metade as emissões globais dos gases de efeito estufa até 2030 e zerá-las até 2050”, afirmou.

Diante desse cenário desafiador, a Uece decidiu se unir a lideranças globais na corrida ao carbono zero para as universidades e faculdades. “Estamos vivendo uma crise ecológica e climática sem precedência que coloca todos nós diante de um desafio de múltiplas dimensões. O reconhecimento exige da universidade uma tomada de posição e é isso que nós estamos fazendo hoje, tomando uma posição. Dizendo para a nossa comunidade interna e externa que sim, precisamos nos adequar, inicialmente, ao desafio da redução daquilo que nos cabe da emissão de carbono na nossa instituição. Mas tão importante quanto isso é se tornar exemplo, referência de um esforço da coletividade. Essa coletividade chamada Universidade Estadual do Ceará. Significa dizer que essa universidade precisa, de agora em diante, se preocupar com suas práticas, políticas, infraestrutura e logística que envolve a produção de carbono e como se comporta no sentido da sua redução”, afirmou o reitor da Uece, professor Hidelbrando Soares, durante a solenidade de adesão à campanha Race to Zero.

Para o reitor, a crise climática e ecológica traz uma reflexão para toda a humanidade sobre o próprio modelo de desenvolvimento. “Entendemos que essa crise climática e ecológica coloca para todos nós, inclusive para as universidades, uma reflexão sobre o próprio desenvolvimento. Que modelo de desenvolvimento nós queremos para as futuras gerações. Nós já temos alguns acordos quanto a isso em relação à humanidade. Um deles é a descarbonização. Também precisamos de uma mudança comportamental plural, gerar seres humanos muito mais resilientes. Outro acordo é gerar desenvolvimento inclusivo, que a economia verde promova um desenvolvimento que produza uma descarbonização da indústria e que gere empregos decentes. Uma descarbonização exige um outro modelo de desenvolvimento em que a democracia, a inclusão e a sustentabilidade estejam muito combinadas e alinhadas. E o lançamento desta adesão à corrida ao carbono zero convoca toda a comunidade ueceana para aderir a esse movimento”, afirmou o reitor.

A solenidade, realizada de forma presencial para convidados no Salão Nobre dos Conselhos Superiores do Sistema Funece/Uece e com transmissão ao vivo pelo canal UeceOficial no YouTube, contou com a participação dos pró-reitores da Universidade, representantes do Greenpeace, do Ceará no Clima e Fridays for Future Ceará e do poder público.

“É muito importante esse ato da Uece, que é compatível com a política de meio ambiente do Governo do Ceará. A gestão do governador Camilo Santana vem realizando ações importantes em prol do meio ambiente. Em 2016, o governo aprovou na Assembleia Legislativa a Política Estadual de Mudanças Climáticas. Em 2022, dentro do programa Cientista-Chefe do Meio Ambiente, faremos o inventário de gases de efeito estufa aqui no Ceará e muitos pesquisadores desse programa são da Uece. Além disso, na 22ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (COP 22), assumimos o compromisso de trabalhar um plano de restauração dos manguezais do Ceará, pois sabemos a importância do mangue na descarbonização”, destacou o secretário do Meio Ambiente do Ceará, Artur Bruno, na abertura do evento.

Articulação


Na ocasião, a pró-reitora de Extensão, professora Maria Anezilany Gomes do Nascimento, afirmou que a adesão da Uece ao Race to Zero é muito representativa no cenário atual de crise ambiental e lembrou que essa agenda é complexa e necessita de um trabalho sistêmico e integrado de diversos atores. Para ela, articulação é a palavra-chave nesse contexto. Desse modo, a adesão à campanha global vai favorecer a ampliação e o fortalecimento da articulação intra e interinstitucional.

O reitor Hidelbrando Soares ratificou a relevância da articulação entre sociedade civil, poder público e instituições para o êxito dos esforços para deter o aquecimento global e disse que a Uece está apta e disponível para liderar uma articulação entre todas as universidades do Ceará para a adesão à campanha Race to Zero.

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