O Corpo de Bombeiros Militar do Ceará manifesta profundo pesar pelo falecimento da cadela Iara, integrante da Companhia de Busca com Cães, ocorrido na madrugada desta quinta-feira (15/01), durante o deslocamento para uma operação no interior do estado do Maranhão. Iara passou a apresentar sintomas compatíveis com torção gástrica já nas proximidades do destino final da missão. Apesar dos esforços imediatos, a cadela não resistiu e veio a óbito nos braços de seu condutor, o sargento João, companheiro de jornada e de incontáveis operações. De origem inesperada e raça inicialmente desconhecida, Iara rapidamente se destacou pelo temperamento singular, pela dedicação ao trabalho e pela forte conexão com a tropa. Ao longo de sua trajetória operacional, participou de cursos fora do estado, integrou grandes operações, a exemplo da atuação em Mossoró, contribuiu diretamente para a localização de vítimas e entrou para a história da corporação ao se tornar a primeira cadela da raça Braco Ale...
Em situações nas quais os pacientes estão com quadro de saúde mais grave, a comunicação com a família é feita pela equipe médica responsável. Em casos menos complexos, o contato é realizado por meio de boletim médico – enviado pela equipe de Serviço Social aos familiares.
O diálogo é feito por ligação, aplicativo de mensagens ou de forma presencial. Além disso, a equipe de Serviço Social faz chamadas de áudio ou vídeo com pacientes que estão com quadro de saúde estável e em condição de falar. A comunicação, seja pela equipe médica ou pela área responsável, é feita após 24 horas em que o usuário é regulado para um leito em um hospital da rede de saúde.
Crianças, adolescentes e pessoas com deficiência podem ter acompanhante nas UPAs. Já os idosos, somente em casos específicos, quando diagnosticados com mal de Alzheimer, por exemplo, e mediante autorização do médico responsável a fim de evitar casos de contaminação por covid-19.
Atendimento humanizado
A equipe de assistentes sociais também passou a participar da reabilitação de pacientes com covid-19, promovendo momentos de humanização durante a recuperação dos acometidos pela síndrome respiratória. “Assistentes sociais, assim como médicos e enfermeiros, passaram a fazer chamadas de vídeo entre o paciente e a família. Mesmo com a distância, percebemos que esse simples contato promove uma recuperação mais rápida e eficaz do paciente, que se sente mais motivado. Essas iniciativas devem continuar mesmo após a pandemia”, diz Danielle Brito, coordenadora do Serviço Social dos equipamentos.
A equipe da área assumiu a missão de ser um elo entre pacientes e famílias e de compartilhar histórias de superação. Na UPA Canindezinho, a assistente social Maria Fernandes Escobar rememora um atendimento em que o paciente, com medo da intubação, não queria ser internado. Após conversas, acolhimento e orientação da equipe profissional, o usuário decidiu permanecer na unidade.
“O paciente ficou em descanso na UPA por quase uma semana e, quando chegou a vaga para um leito em um hospital, ele não queria ir. Disse que, na UPA, se sentia em casa, que confiava na equipe e que tinha medo de como seria em outro lugar”, lembra Escobar.
Transparência
Além dos médicos que desempenham as atividades comuns da profissão, as UPAs possuem profissionais da Medicina que atuam em gestão, como os chefes de equipe. Uma das grandes responsabilidades da função é orientar a equipe médica responsável pelo paciente que está em leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) quanto à comunicação com familiares do internado.
Igor Carvalho é médico chefe de equipe na UPA Conjunto Ceará e explica como é realizado esse contato. “A ligação é feita pelo menos uma vez ao dia. Relatamos as informações principais sobre o quadro clínico do paciente, sua evolução, se ele está intubado ou em ventilação mecânica, os resultados de exames e o uso dos remédios”.
Quando as notícias acerca do quadro dos internados são delicadas ou não tão satisfatórias, é preciso muita cautela na hora de informar à família. “Geralmente, somos objetivos, porém, nesse momento, é preciso uma abordagem mais humanizada. Por isso, buscamos ouvir mais a família e trabalhar a aceitação. Notícias de óbito nunca são ditas por telefone, apenas presencialmente. Em suma, nossa comunicação busca ser a mais clara e humanizada possível”, pontua.
Comentários
Postar um comentário
Expresse aqui a sua opinião sobre essa notícia.