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Conselho Editorial da UFC lança nova política editorial e planeja publicações para os próximos cinco anos

 O Conselho Editorial da Universidade Federal do Ceará tornou públicas, por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), as diretrizes da nova política editorial da UFC. O documento aponta os caminhos para o fortalecer as publicações científicas e culturais da Universidade no período de 2022 a 2027, detalhando ações e estratégias para a ampla divulgação de obras físicas e digitais, bem como de periódicos, monografias, dissertações e teses. 

Uma das principais medidas anunciadas pelo Conselho Editorial é o retorno da Coleção Alagadiço Novo, do Programa Editorial Casa de José de Alencar, iniciada no ano de 1983 pelo reitor Antônio Martins Filho (1904-2002) e interrompida há 20 anos com o falecimento do fundador da UFC. A coleção trouxe um legado de 308 títulos, destacando a produção acadêmica e literária de autores cearenses. Nessa nova temporada da Coleção Alagadiço Novo - Intérpretes do Ceará, está prevista, até 2023, a publicação de 40 títulos de 20 autores, condensando toda a produção histórica, sociológica, política, econômica e antropológica das terras alencarinas.

Em setembro deste ano, serão lançadas, inicialmente, seis obras inéditas da coleção (Foto: Viktor Braga/UFC Informa)
Em setembro deste ano, serão lançadas, inicialmente, seis obras inéditas da coleção (Foto: Viktor Braga/UFC Informa)

Segundo o Prof. Paulo Elpídio de Menezes Neto, ex-reitor e atual presidente do Conselho Editorial da UFC, os novos livros são um conjunto de textos revistos, com ortografia atualizada, não sendo restritos a edições fac-similares, mas que incorporam a análise, a contextualização da obra e a memória crítica de autores, cearenses ou não, que tenham escrito sobre o Ceará. Em setembro deste ano, serão lançadas, inicialmente, seis obras inéditas da coleção, durante as comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil, enfatizando o contexto cearense. 

“Vamos publicar seis títulos especificamente sobre movimentos sociais, políticos e militares que se desenvolveram no Ceará antes, durante e depois dos movimentos revolucionários de 1822. A participação da Universidade vai se fazer numa perspectiva nordestina e cearense, focando exatamente nas rebeliões e nos movimentos de insurgência que se realizaram no Ceará”, explica o Prof. Paulo Elpídio.

A inspiração para essa empreitada do Conselho Editorial da UFC veio, de acordo com o presidente, a partir das experiências editoriais da Coleção Brasiliana - Intérpretes do Brasil, da Companhia Editora Nacional; da série Documentos Brasileiros, da José Olympio Editora, e da notável coleção La Pléiade, lançada pela editora francesa Gallimard.

“Antigamente, antes da imprensa, os livros eram produzidos nos monastérios e nas universidades. Livro por livro. Eram os copistas, que copiavam de um livro para o outro com canetas, tintas, iluminuras e desenhos. É uma tradição muito própria, universitária. Nos Estados Unidos, as grandes editoras estão associadas às universidades, e as universidades têm editoras, isso no mundo inteiro, aliás”, ilustra Paulo Elpídio.

IDENTIDADE – Joaquim Melo de Albuquerque, diretor da Imprensa Universitária da UFC e membro do Conselho Editorial da Universidade, destaca que as iniciativas deliberadas pelo órgão colegiado demonstram o desejo de ampliar a visibilidade das publicações institucionais da UFC, bem como o incremento para a criação literária, cultural e artística. O diretor defende que, de agora em diante, com a retomada presencial dos serviços do parque gráfico da Instituição, sob a batuta do Conselho Editorial e o apoio da Pró-Reitoria de Planejamento e Administração (PROPLAD), essas produções devam atender, simultaneamente, aos interesses da UFC e da sociedade. 

“Há uma série de ações que o Conselho Editorial vem tomando junto com a Imprensa Universitária para modificar as nossas publicações, dando mais relevância a elas nos próximos anos. A médio e longo prazo, pretendemos mudar o catálogo dessas publicações, para que possa ser mais incisivo do ponto de vista editorial e com a identidade do Ceará”, pontua Melo.

PUBLICAÇÕES – As obras inéditas, selecionadas pelo Conselho, e que serão publicadas em setembro de 2022 no formato de box são:

1. A outra independência do Ceará, de Filomeno Moraes;
2. A política como missão: o senador José Martiniano de Alencar pela emancipação do Brasil, de Francisco Ari de Andrade, docente do Departamento de Fundamentos da Educação da Faculdade de Educação (FACED) da UFC;
3. Alma da revolução: os construtores da unidade nacional, de Tristão de Alencar Araripe, com textos introdutórios de Geová Sobreira e Oswald Barroso;
4. Dona Bárbara, peça em cinco atos, de José Carvalho, trineto de Bárbara de Alencar; com texto revisto e introdução do historiador Geová Sobreira;
5. O Ceará na Independência do Brasil, coletânea de artigos e documentos publicados pela Revista do Instituto do Ceará - Histórico, Geográfico e Antropológico. O livro terá apresentação do presidente do Instituto, general Júlio Oliveira, e prefácio do historiador Gisafran Nazareno Mota;
6. Independência e formação do Estado Nacional brasileiro na província do Ceará (1820-1835), de Ana Sara Cortez, docente do Departamento de História da UFC.

Fonte: Conselho Editorial da UFC

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