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Ministro da Saúde nega interferência do filho em liberação de recursos

 O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, classificou como “uma narrativa que não se sustenta” as suspeitas levantadas contra seu filho, Antônio Cristóvão Neto, 23 anos.

Segundo o jornal O Globo, Queiroguinha, como Neto é conhecido, esteve ao menos 30 vezes no Palácio do Planalto e no Ministério da Saúde desde fevereiro deste ano, quando se lançou pré-candidato a deputado federal pela Paraíba. Em alguns momentos, ele teria levado consigo prefeitos e políticos paraibanos. Ainda de acordo com O Globo, o filho do ministro se valeria de seu acesso ao gabinete do pai para intermediar pedidos de recursos financeiros encaminhados por municípios da Paraíba para, assim, angariar apoio político a sua candidatura.

“Isto é piada. Todos os recursos que saem do ministério são avaliados pela equipe técnica. Duvido que eles [secretários e gestores de contratos] coloquem seus CPFs para liberar recursos de maneira imprópria”, disse Queiroga ao participar de audiência pública na Câmara dos Deputados.

“Qual o problema de um filho visitar o pai no seu local de trabalho?”, questionou o ministro, ao responder às perguntas de parlamentares das comissões de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC); de Defesa do Consumidor (CDC); de Seguridade Social e Família (CSSF); de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) e de Defesa dos Direitos da Mulher (Cmulher).

“Ajo dentro da lei. Tenho a consciência tranquila. O Ministério Público Federal pode investigar. Não há nenhum centavo de recurso público liberado sem avaliação técnica. Meu filho é filiado a um partido político, o Partido Liberal [PL]. Estamos em uma época de pré-campanha. E, tal como os senhores, ele tem o direito de assumir compromissos em nome de sua população. [Que o] julgue a população da Paraíba. Mas em nome do governo [federal] ele não fala”, acrescentou Queiroga.

Vacinação

Durante a audiência, Queiroga reconheceu uma desaceleração no ritmo com que as pessoas têm retornado aos postos para tomar as doses de reforço contra a covid-19, além de desigualdades regionais e etárias envolvendo a imunização. “A velocidade da vacinação, de fato, diminuiu. São vários os fatores. O primeiro deles é a melhora do cenário epidemiológico. À medida em que conseguimos vacinas suficientes para imunizar a população, esta passou a aderir menos à vacinação”, comentou.

O ministro mencionou ainda dificuldades logísticas para fazer com que os imunizantes cheguem a todo o país ao responder a perguntas sobre doses estocadas perto do fim da validade. “O prazo de vencimento das vacinas é realmente curto e, por isso, é necessário agilidade na aplicação. Este seria o mundo ideal. No mundo real, contudo, as coisas não funcionam bem assim. No caso da AstraZeneca, por exemplo, o prazo de validade é seis meses. Às vezes, ela chega já um mês após ter sido produzida. E precisa ser distribuídas para estados e municípios. Por isso, a Fiocruz ampliou [o prazo de validade] para nove meses. Outro ponto que contribui para termos vacinas retidas é o sommelier de vacinas, pessoa que chega nas unidades básicas de saúde e quer escolher [entre os produtos de diferentes fabricantes]. Com isso, acabou havendo uma subutilização de algumas vacinas.”

Aborto

Queiroga também defendeu que, caso haja uma revisão da legislação atual que autoriza a interrupção da gestação em casos de estupro, risco à vida da mãe e anencefalia do feto, isso aconteça por meio de referendo popular.

“O governo defende a vida desde a concepção. Isto não é segredo para ninguém. O presidente Bolsonaro anunciou e foi eleito com esta agenda. A defesa da vida da mãe e do filho, das duas vidas, desde a concepção. Somos contra o aborto. Respeitamos as exceções da lei, que é de 1940", disse. "Qualquer mudança só pode acontecer com o aval desta Casa [Câmara dos Deputados], que é o local onde a legislação brasileira deve ser decidida. Eu, como ministro, médico e cidadão defendo que uma mudança deste tipo, que tem relação direta com o direito à vida – uma cláusula pétrea da Constituição – só pode ser decidida com referendo popular.”

Edição: Paula Laboissière

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