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Prefeitura de Fortaleza inaugura primeira Instituição de Longa Permanência para Pessoa Idosa e Centro-Dia Com investimento superior a R$ 1,1 milhão, equipamento no Jangurussu amplia a rede de proteção social voltada à população idosa em situação de vulnerabilidade Compartilhe: grupo de pessoas posa para a foto Durante o evento, o prefeito Evandro Leitão destacou a necessidade de políticas públicas de cuidado para pessoas idosas, e descreveu a entrega como uma das mais importantes da gestão (Fotos: Beatriz Boblitz) A Prefeitura de Fortaleza inaugurou, nesta sexta-feira (3/7), a Unidade de Cuidados Continuados, equipamento que reúne os serviços da primeira Instituição de Longa Permanência para Pessoa Idosa (ILPI) do município e do Centro-Dia. Localizada no bairro Jangurussu, a iniciativa integra o Plano Fortaleza Inclusiva e recebeu investimento superior a R$ 1,1 milhão. Durante o evento, o prefeito Evandro Leitão destacou a necessidade de políticas públicas de cuidado para pessoas idosas, e descreveu a entrega como uma das mais importantes da gestão. grupo de pessoas posa para a foto A entrega da Unidade de Cuidados Continuados faz parte do conjunto de investimentos realizados pela Prefeitura para fortalecer a rede socioassistencial do município “Estamos inaugurando a primeira Instituição de Longa Permanência para Pessoas Idosas de Fortaleza, em uma região de baixo IDH, aqui no Grande Jangurussu, garantindo acolhimento e cuidado para quem mais precisa. O equipamento tem capacidade para receber 16 pessoas idosas que necessitam de assistência integral, com uma equipe preparada para oferecer todo o suporte necessário. Também estamos entregando o Centro-Dia, que permitirá acompanhar diariamente outras 30 pessoas idosas. Mais importante do que o investimento realizado é o acolhimento que será oferecido neste espaço. Estamos trabalhando para que os recursos arrecadados pela Prefeitura retornem para a população em forma de serviços de qualidade, especialmente para aqueles que mais precisam da presença do poder público”, afirmou o prefeito Evandro Leitão. Segundo a primeira-dama de Fortaleza e presidente do Comitê de Governança do Plano Fortaleza Inclusiva, Cristiane Leitão, a entrega da Unidade de Cuidados Continuados representa o compromisso da gestão municipal com a inclusão, o acolhimento e a garantia de direitos para a população em situação de vulnerabilidade, especialmente as pessoas idosas. "Dentro do Plano Fortaleza Inclusiva, temos o eixo Fortaleza para Todas as Idades, que contempla o cuidado com a população idosa. Com a entrega da Instituição de Longa Permanência e do Centro-Dia, estamos fortalecendo não apenas o cuidado, mas também a inclusão e o acolhimento humanizado que os nossos idosos merecem. É a garantia de direitos chegando para quem mais precisa”, afirmou a primeira-dama. Com mais de mil metros quadrados de área, a Unidade de Cuidados Continuados foi criada para fortalecer a rede de atendimento à população idosa em situação de vulnerabilidade, garantindo serviços de cuidados continuados e atenção especializada em conformidade com a Política Nacional do Idoso e o Estatuto da Pessoa Idosa. A ILPI contará com 16 vagas destinadas a pessoas idosas com grau III de dependência, que necessitam de assistência integral para a realização das atividades diárias. Já o Centro-Dia terá capacidade para atender até 30 pessoas idosas por dia, oferecendo cuidados diurnos e apoio socioassistencial a usuários com algum grau de dependência. Conforme a secretária dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Anísia Aguiar, a entrega da primeira Instituição de Longa Permanência para Pessoa Idosa de Fortaleza é um marco histórico para a política de assistência social do Município e uma antiga demanda da sociedade fortalezense. "Com a Unidade de Cuidados Continuados, estamos ampliando a proteção às pessoas idosas em situação de maior vulnerabilidade, especialmente aquelas que não possuem autonomia nem rede familiar de apoio. Além da ILPI, o Centro-Dia vai oferecer acolhimento, convivência e acompanhamento especializado para idosos que necessitam de suporte durante o dia, garantindo mais qualidade de vida para eles e tranquilidade para suas famílias. É uma demonstração do compromisso da gestão com o cuidado e a dignidade das pessoas que mais precisam”, destacou a secretária. Segundo o coordenador da Unidade de Cuidados Continuados, Yuri Ramos, o encaminhamento dos idosos que serão atendidos pela instituição ocorrerá por meio da rede socioassistencial do município. “No caso da Instituição de Longa Permanência, os usuários serão encaminhados pela Central de Regulação de Vagas da Proteção Social Especial. Serão contempladas pessoas que sofreram violações de direitos, estão em situação de abandono ou até em situação de rua. Já o Centro-Dia contará com articulação com os Creas, além de uma equipe multidisciplinar responsável pelo acolhimento, avaliação e construção de um plano de atendimento para cada pessoa idosa. Mais do que oferecer moradia, alimentação e cuidados de saúde, nosso objetivo é que este seja um espaço de acolhimento, onde cada pessoa seja reconhecida pela sua história, construa vínculos e se sinta verdadeiramente em casa”, ressaltou. O acesso aos dois serviços será realizado por meio da Central de Regulação de Vagas, responsável por receber as demandas encaminhadas pelos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) e pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS). A oferta integrada da ILPI e do Centro-Dia possibilita atenção em rede, atuação de equipe multiprofissional, fortalecimento dos vínculos sociais e familiares, além de apoio às famílias e cuidadores. O modelo também contribui para a otimização dos recursos e para a ampliação da qualidade do atendimento prestado às pessoas idosas. Ampliação da rede de assistência social. Reestruturação da rede socioassistencial grupo de pessoas posa para a foto “Estamos trabalhando para que os recursos arrecadados pela Prefeitura retornem para a população em forma de serviços de qualidade, especialmente para aqueles que mais precisam da presença do poder público”, afirmou Evandro A entrega da Unidade de Cuidados Continuados faz parte do conjunto de investimentos realizados pela Prefeitura para fortalecer a rede socioassistencial do município. Nos últimos meses, foram entregues 18 equipamentos dentro do pacote de reestruturação de 40 unidades da assistência social. Entre as entregas estão 12 Centros de Referência de Assistência Social (Cras), localizados nos bairros Serviluz, Conjunto Palmeiras, Mucuripe, Antônio Bezerra, Messejana, Conjunto Esperança, Presidente Kennedy, Pedras, Henrique Jorge, Lagamar, Castelão e Vila União; dois Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), nos bairros Alvorada e Mucuripe; o Centro de Referência Janaína Dutra; um Restaurante Popular; uma Casa da Igualdade Racial; e um Centro Pop. Também integra esse processo de fortalecimento da rede o Bosque Fortaleza Inclusiva, que abriga as novas sedes da Secretaria dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS) e da Vice-Prefeitura. As iniciativas ampliam o acesso da população a serviços de proteção social, inclusão e garantia de direitos.

  Prefeitura de Fortaleza inaugura primeira Instituição de Longa Permanência para Pessoa Idosa e Centro-Dia Com investimento superior a R$ 1,1 milhão, equipamento no Jangurussu amplia a rede de proteção social voltada à população idosa em situação de vulnerabilidade Compartilhe: Durante o evento, o prefeito Evandro Leitão destacou a necessidade de políticas públicas de cuidado para pessoas idosas, e descreveu a entrega como uma das mais importantes da gestão (Fotos: Beatriz Boblitz) A Prefeitura de Fortaleza inaugurou, nesta sexta-feira (3/7), a Unidade de Cuidados Continuados, equipamento que reúne os serviços da primeira Instituição de Longa Permanência para Pessoa Idosa (ILPI) do município e do Centro-Dia. Localizada no bairro Jangurussu, a iniciativa integra o Plano Fortaleza Inclusiva e recebeu investimento superior a R$ 1,1 milhão. Durante o evento, o prefeito Evandro Leitão destacou a necessidade de políticas públicas de cuidado para pessoas idosas, e descreveu a entrega com...

MPF move ação para obrigar Estado a melhor distribuir demandas de saúde da região Norte do Ceará

 Arte retangular sobre fundo amarelo, com bordas pretas. Está escrito ação civil pública ao centro, na cor preta.

Arte: Secom/MPF

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública para obrigar o Estado do Ceará a fazer a definição do perfil assistencial do Hospital Regional Norte, no município de Sobral, e de todos as unidades de saúde pública que integram a Região Norte do Ceará. A medida objetiva melhor distribuir as demandas de saúde da região e diminuir a superlotação na Santa Casa de Misericórdia do município de Sobral e de hospitais de grande porte da Capital cearense.

Com a ação, o MPF quer suprir vazios assistenciais identificados na região, seja a partir da habilitação de novos serviços, seja pela oferta deles quando dispensável a habilitação, além de ampliar o acesso a serviços ofertados de forma desproporcional à demanda existente. “O Estado deve ser compelido a cumprir, de forma integral, o propósito da implantação do Hospital Regional Norte em Sobral, passando a exercer o protagonismo na prestação do serviço de saúde na região norte do Estado”, destaca a procuradora da República Ana Karízia Távora, autora da ação.

Além de uma possível subutilização das instalações do Hospital Regional Norte, investigações apontaram fatores que contribuem para a superlotação da Santa Casa, entre os quais, a falta de resolutividade dos demais hospitais polo inseridos na macrorregião Norte, que não cumprem os serviços para os quais estão habilitados, além de deficiências no adequado cumprimento da regulação.

Na ação, o MPF pede que seja feita a habilitação, junto ao Ministério da Saúde, e efetiva disponibilização à população das especialidades Alta Complexidade em Traumato Ortopedia, Alta Complexidade em Neurologia e Neurocirurgia, Alta Complexidade Cardiovascular; além da disponibilização de Unidade de Internação de Cuidados Prolongados Pediátricos; o efetivo funcionamento da Casa de Assistência à Saúde Reprodutiva da Mulher (Hospital da Mulher); além da oferta de assistência em média e alta complexidade, o que deve incluir consultas, exames e cirurgias eletivas nas especialidades que tinha elencado como prioritárias.

A ação civil pública requer também que seja feita a atualização da Programação Pactuada Integrada (PPI) e/ou a implementação da Programação Geral das Ações e Serviços de Saúde (PGASS), do Sistema Único de Saúde (SUS), para que fique definido qual o papel de cada município e de cada hospital (da rede própria ou complementar) dentro da regionalização de saúde, de modo a viabilizar o direito à saúde de maneira integral, universal e igualitária a toda a população dos 55 municípios que integram a região, formada por uma população de mais de 1,6 milhão de habitantes.

O MPF também quer que a definição do perfil assistencial da Santa Casa de Misericórdia de Sobral e do Hospital Regional Norte seja feita de forma proporcional para atenuar o problema da subutilização do HRN, e assim o da superlotação da Santa Casa, especialmente na oferta do serviço obstétrico. A ação pede ainda que a Secretaria da Saúde do Estado elabore protocolos de acesso, de modo a uniformizar o trabalho realizado pelas Centrais de Regulação em atuação no estado, com ampla integração, "em face do princípio da transparência que rege a administração pública".

Entenda o caso - Apurações demonstram que existe subversão de papéis no que tange à prestação do serviço público de saúde na sede da região Norte, considerando que o Complexo Santa Casa de Misericórdia de Sobral, instituição privada filantrópica, que deveria prestar o serviço em caráter complementar, mesmo após a implantação do HRN, continua a assumir o protagonismo na prestação de serviços ao SUS, “estando o Estado omisso, acomodado e inerte em relação a tal situação, permitindo que tanto a população, quanto o próprio poder público que as contrata fiquem dependentes de instituições privadas para o acesso a diversos serviços que deveriam ser ofertados pelo hospital público implantado com tal fim”, enfatiza a procuradora Ana Karízia.

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