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Bolsa tem pior mês desde 2023, e dólar sobe 1,82% em maio Ibovespa tem sétima semana de perdas e cai 7,2% no mês

  A bolsa de valores B3 fechou maio com queda acumulada de 7,22%, no pior desempenho mensal desde fevereiro de 2023. O dólar comercial avançou 1,82% no mês e voltou a encerrar acima de R$ 5, em meio à saída de investidores estrangeiros da bolsa brasileira e à mudança no fluxo global de capital. Nesta sexta-feira (29), o Ibovespa, principal índice da B3, caiu 0,73%, aos 173.787,49 pontos. A moeda estadunidense subiu R$ 0,011 (0,24%), cotada a R$ 5,0453. A bolsa brasileira acumulou a sétima semana consecutiva de perdas, em uma sequência iniciada após o Ibovespa renovar recordes históricos em abril. Desde então, o índice caiu da faixa de 187 mil pontos para a casa dos 173 mil pontos. O indicador reduziu o ganho acumulado no ano para 7,86%. Durante o pregão desta sexta-feira, o Ibovespa chegou à mínima de 172.686,36 pontos, menor nível desde janeiro, pressionado principalmente por ações ligadas a commodities (bens primários com cotação internacional) e bancos. A correção da bolsa oco...

Cajucultura. Produtores discutem novas tecnologias para fortalecer a atividade

 





Uma das atividades mais importantes para o agronegócio cearense, a cajucultura perdeu espaço nos últimos anos e viu as exportações de castanha caírem pela metade. Segundo dados do IBGE, a produção de castanhas recuou 29,6%, passando de 121,0 mil toneladas para 85,1 mil.


Com o objetivo de fortalecer a cajucultura no estado através da implementação de novas tecnologias, produtores rurais reuniram-se nesta nesta terça-feira, durante programação da Feira da Agricultura Familiar, que acontece em Santana do Acaraú. 


Segundo o produtor, Francisco Fagner Lopes, faltam políticas públicas voltadas para o pequeno agricultor. “Produzir não é difícil. O difícil é vender. Falta capacitação. O pequeno produtor não sabe vender. Treinamentos sobre precificação e acesso ao mercado são fundamentais nesse processo”, avalia o produtor de caju. 


Hoje, o agente comunitário por formação e, também, produtor já conta com 10 funcionários e sonha em expandir a produção de cajuína que mantém na pequena comunidade do Chora, em Santana do Acaraú. “Piauí soube explorar a produção da cajuína como combate à pobreza e, atualmente, é o segundo maior produtor do Brasil”, explica Fagner. 


Para melhorar a produtividade por hectare são muitos os desafios do setor. A renovação das áreas plantadas, como a substituição do cajueiro velho pelo cajueiro anão, é um deles. “Assistência técnica para o pequeno produtor deve ser permanente. Hoje a tecnologia permite o aproveitamento integral da fruta; porém, os menores também precisam ter acesso”, ressalta Fagner. 


Cajucultura em números 

No Ceará, a cajucultura gera 25.812 empregos diretos por ano e 75 mil indiretos. A estimativa é que 53 mil produtores explorem economicamente a cultura do caju. Em 2022, a área plantada total aumentou de 271,063 hectares pra 272,578. O Ceará deve fechar o ano com uma produção de 68,886 toneladas. 


Feira da Agricultura Familiar

Com objetivo de divulgar produtos e promover o empreendedorismo, teve início nesta terça-feira (01/11) a 2ª edição da Feira da Agricultura Familiar do Ceará. O evento segue até o dia 3 de novembro, em Santana do Acaraú-CE, e será paralelo à FEMUSA – Feira Municipal de Santana do Acaraú, que está em sua 34ª edição.


Para o secretário de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente de Santana do Acaraú, Arlene Farias, a Feira é uma oportunidade de aquecer a agricultura familiar. “Durante os três dias de festa, a expectativa é movimentar R$100 mil em comercialização de produtos, além das palestras técnicas e apresentações culturais para a população”, explica Arlene. 


Serviço

2ª edição da Feira da Agricultura Familiar do Ceará  

Período: 1 a 3 de novembro de 2022

Local: Praça São João. Avenida São João, Santana do Acaraú-CE.

Evento gratuito e aberto ao público

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