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População no Brasil cresce em ritmo menor e está envelhecendo Pnad 2025 também mostra que mais pessoas vivem sozinhas

  A população brasileira está envelhecendo e cresce em ritmo cada vez menor. É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) 2025, divulgada nesta sexta-feira (17) pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, a população residente foi de 212,7 milhões de pessoas, aumento de 0,39% em relação a 2024. A taxa de crescimento tem ficado abaixo de 0,60% desde 2021. Do total, 51,2% eram mulheres e 48,8% eram homens.   Crescimento anual da população no Brasil -  Foto: IBGE/Divulgação A distribuição da população residente no país mostra queda da proporção de pessoas abaixo de 40 anos de idade: o grupo está 6,1% menor em 2025 do que em 2012. Por outro lado,  há crescimento dos que estão acima dessa faixa etária: 40 a 49 anos (de 13% para 15%), 50 a 59 anos (de 10% para 11,8%) e 60 anos ou mais (de 11,3% para 16,6%).   População no Brasil de acordo com o sexo e a faixa etária -  Foto: IBGE/Div...

Hospital e UPAs de Caucaia aplicam protocolo de dor torácica para diagnóstico em até dez minutos



 

A dor no peito pode significar desde um simples problema gastrointestinal até um risco de vida em casos de infarto. O paciente que procura o Hospital Dr. Abelardo Gadelha da Rocha e as UPAs de Caucaia, unidades de saúde geridas pelo Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde - INTS, com sintomas de dor torácica passa por um novo protocolo que pretende reduzir a mortalidade por doenças cardíacas.

 

Uma das principais ações é o tempo de atendimento. O novo protocolo estabelece uma média de até dez minutos para a realização do eletrocardiograma e avaliação médica. De acordo com Thiago Mariz, diretor clínico e gerente médico do hospital, a nova conduta foi baseada em protocolos utilizados mundialmente. “Temos experiências positivas em outros países que ao realizar o exame cardíaco e diagnóstico nesse intervalo de dez minutos, temos mais chances de reduzir a mortalidade do paciente que está infartando. Entre as equipes de saúde nós costumamos dizer que “tempo é músculo”, porque quanto mais tempo eu perco, mais músculo cardíaco eu estou perdendo, então a agilidade na resposta desse tipo de doente é essencial”, ressalta.

 

No hospital, após o atendimento na recepção o paciente é direcionado para a triagem clínica e de acordo com os sintomas apresentados como dor no peito, pontadas, queimação, ou outro que sinalize dor torácica é aberto o protocolo que segue padrões e condutas. Dependendo da  gravidade do caso, o paciente poderá ser transferido pela equipe do SAMU para os hospitais de referência em atendimento cardíaco.

 

O novo protocolo passou a ser implantado no hospital em agosto e até outubro foram atendidos 280 pacientes com queixa de dor torácica. Através do processo é possível identificar também algumas alterações cardíacas e reduzir o risco futuro de infarto. “Quando se cria um protocolo a gente tá garantindo que o paciente com uma dor minimamente suspeita seja avaliado com um olhar mais cuidadoso. Às vezes o paciente não está infartando, mas ele tem uma angina (doença cardíaca que causa dor no peito) e ele precisa receber o tratamento adequado para não correr o risco de infartar no futuro. A nossa expectativa é reduzir mortalidade,” destaca Thiago Mariz.

 

Nas Unidades de Pronto Atendimento, UPAs o protocolo segue o fluxo semelhante ao do hospital. “Após passar pelo acolhimento na classificação de risco com sinais e sintomas sugestivos de infarto a equipe de atendimento abre o protocolo e preenche com todas as informações necessárias como por exemplo, o tipo de dor relatada e horário do início dos sintomas”, explica Bárbara Lellis, gestora da UPA Centro. Após realizar o eletrocardiograma e ser avaliado pelo médico, o paciente recebe a assistência de acordo com o diagnóstico.“Caso seja positivo para infarto, ou qualquer alteração cardíaca, o paciente é conduzido para o setor de observação adulto ou sala vermelha e será transferido para o hospital de referência”, disse Evilene Rocha, gestora da UPA Jurema.

 

Para capacitar os profissionais foi realizado um treinamento com toda a equipe envolvida no atendimento. O protocolo de dor torácica adotado pelas unidades de saúde faz parte do projeto de qualificação dos processos de assistência ao paciente implantado pelo INTS que desde março assumiu a gestão do hospital e das UPAs de Caucaia.

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