MANIFESTO POLÍTICO
RESPEITO DÁ SAMBA
O Carnaval é do povo.
É arte viva, memória coletiva, comunicação popular e ocupação do espaço público.
Quando o povo se encontra para cantar, dançar e celebrar, também está afirmando valores, denunciando injustiças e defendendo direitos.
O Respeito Dá Samba nasce como um chamado político e cultural para afirmar que não existe alegria sem respeito e que não existe democracia sem convivência coletiva, diversidade e cuidado.
Respeito às pessoas.
Respeito às mulheres.
Respeito às pessoas com deficiência.
Respeito à população LGBTQIA+.
Respeito aos povos indígenas e originários.
Respeito à população em situação de rua.
Respeito às juventudes, aos territórios e à vida.
Defender o respeito é também enfrentar a violência em todas as suas formas.
A falta de respeito é o primeiro passo da violência, e a violência que começa com palavras, controle e silenciamento pode terminar em agressões e no feminicídio, a forma mais brutal da desigualdade de gênero.
Por isso, afirmar o respeito às mulheres é afirmar o direito à vida.
É dizer que nenhuma violência é aceitável, que nenhuma agressão é naturalizada e que nenhuma mulher pode ser silenciada, culpabilizada ou invisibilizada.
O samba, como expressão popular, sempre foi instrumento de resistência, denúncia e organização do povo trabalhador. Ele nasce das periferias, das ruas, dos terreiros e das lutas sociais.
Por isso, samba também é política — a política do encontro, da escuta, da convivência e da transformação social.
O Respeito Dá Samba afirma que políticas públicas de combate à violência, de promoção da igualdade, da cultura, da saúde, da assistência e da proteção social não existem sem orçamento público.
E orçamento não se constrói sem participação popular.
Defendemos a presença ativa do povo nas discussões sobre o orçamento público, nos conselhos, conferências e espaços de controle social, para que as políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres, de inclusão das pessoas com deficiência, de respeito à diversidade e de proteção à vida sejam planejadas, financiadas e executadas de forma efetiva.
Este é um ato político porque defender o respeito é um ato político.
É um posicionamento contra o machismo, o racismo, a LGBTfobia, o capacitismo, a intolerância e todas as formas de exclusão que ainda marcam nossa sociedade.
O Respeito Dá Samba é convivência popular.
É tribuna livre.
É escuta ativa.
É afeto e cuidado.
É organização popular.
Seguimos afirmando que a luta também pode ser alegre, que a política também se constrói com cultura e que o povo tem o direito de ocupar o centro da cidade com dignidade, consciência e esperança.
Porque quando o povo participa,
quando o orçamento é debatido com quem vive a realidade,
quando o respeito guia nossos passos,
O respeito sai à rua,
o povo dá o tom,
e o samba vira instrumento de transformação social.
Respeito dá samba.
Rebeca Mota
Presidenta Estadual do Movimento Comunitário Trabalhista – MCT Ceará
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