Professores e outros servidores da Educação da rede municipal de São Paulo rejeitaram a proposta de reajuste salarial feita pela prefeitura e decidiram permanecer em greve, na assembleia realizada nesta quinta-feira (7). A categoria está em greve desde o dia 28 de abril. Os professores reivindicam atualização de 5,4% no piso do magistério e valorização salarial de 14,56% . A prefeitura, no entanto, apresentou proposta de aumento salarial de 3,51% para todos os servidores, com base no Índice de Preços ao Consumidor de São Paulo (IPC-Fipe) acumulado entre abril de 2025 e março de 2026. Essa proposta foi levada para votação na Câmara dos Vereadores e foi aprovada em primeiro turno, mas ainda haverá uma segunda votação, que deve ocorrer na próxima semana. “A medida representa impacto superior a R$ 1 bilhão por ano na folha de pagamento. Com a aprovação da proposta, os servidores receberão, já em maio, reajustes resultantes da aplicação sucessiva de 2,55% (concedidos em 2025) e ...
" A greve continuou ainda mais forte durante o segundo dia de greve, dia 30/9. O destaque do dia foi a intensa adesão dos bancos privados. Os diretores do Sindicato dos Bancários do Ceará acreditam que o movimento grevista tende a crescer cada vez mais. Eles avaliam que a adesão da categoria também vem aumentando e, mais importante, voluntariamente.
A agência Bradesco dos Peixinhos foi alvo de intensa mobilização dos bancários. O diretor do SEEB/CE e funcionário do Bradesco, Telmo Nunes, disse que a paralisação da agência tem uma conotação muito significativa, pois lá se atende desde os clientes considerados elites como a população em geral, além de abrigar os departamentos mais importantes do banco, como Câmbio e Superintendência Regional. “É uma agência no coração do banco, é a principal”, disse.
Telmo explicou que é normal a população ficar surpresa nos primeiros dias de greve, mas eles logo compreendem e apoiam o movimento quando os bancários apresentam suas reivindicações. O diretor lamenta a intransigência dos bancos com as demandas dos trabalhadores. “É triste a falta de compreensão do setor patronal, principalmente do setor financeiro, que tem lucrado bilhões, mas não faz uma campanha salarial decente com os trabalhadores”, disse Telmo Nunes, enfatizando que as reivindicações dos bancários são justas.
A diretora do SEEB/CE, Carmem Amélia, faz uma avaliação positiva da participação dos bancos privados no segundo dia de greve. Ela acredita que o movimento grevista tem muitas chances de sair vitorioso. “Não tenho dúvida que nós estamos no caminho certo para um avanço nas propostas”. As agências do Itaú, do Santander e do Safra também estavam paralisadas.
Para Ribamar Pacheco, diretor do SEEB/CE e funcionário do Itaú, a greve está tendo um importante avanço, pois os bancários dos bancos públicos e privados estão participando ativamente. O diretor sindical Eugênio da Silva, funcionário do Santander/Real, informou que as quatro agências do banco no Centro estão paralisadas e que a partir da segunda a paralisação seguirá para as outras agências.
Os bancários realizarão assembleia para avaliação da greve na segunda-feira, dia 4/10, às 17h, na sede do Sindicato. Hoje (30/9) será realizada reunião organizativa para mobilizar a categoria."
Fonte: Site do Sindicato dos Bancários do Ceará
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