O Ministério Público do Ceará, por meio da 144° e da 87° Promotorias de Justiça de Fortaleza, denunciou 109 integrantes de torcidas organizadas por promoverem tumulto após jogo realizado no último dia 8 de fevereiro, entre os times Ceará e Fortaleza, na Arena Castelão. Os envolvidos, que seguem presos, são acusados de cometer crimes que incluem lesão corporal de natureza grave, dano qualificado, associação criminosa, desobediência, corrupção de menores, além de tumulto, prática e incitação à violência. As penas estão previstas no Código Penal, no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Lei Geral do Esporte. Conforme o Ministério Público, após a partida conhecida como “Clássico-Rei”, a Polícia Militar do Ceará precisou conter diversos confrontos ocorridos em vias públicas entre integrantes de torcidas organizadas. Os episódios resultaram em lesões corporais, dano ao transporte coletivo, desobediência a ordens legais, emprego de instrumentos para cometer atos de violência, além d...
Notícia do dia de amanhã. Ex-capitão da PM acusado de matar irmãos em Iguatu será levado a júri popular nesta terça-feira
A 1ª Vara do Júri do Fórum Clóvis Beviláqua levará a júri popular, nesta terça-feira (29/11), às 9h, Daniel Gomes Bezerra, ex-capitão da Polícia Militar do Ceará. Ele é acusado da morte dos irmãos estudantes de Medicina, Marcelo e Leonardo Moreno Teixeira, em Iguatu, a 384 km de Fortaleza.
De acordo com a denúncia do Ministério Público (MP) do Estado, eles foram assassinados na madrugada de 17 de março de 2007, em uma churrascaria. Segundo testemunhas, Marcelo foi urinar próximo ao carro de Daniel Gomes, onde a enteada do policial estava dormindo.
Ao ver a cena, ele foi tomar satisfações com o estudante. O PM agrediu e atirou no abdome do rapaz. Leonardo saiu em defesa do irmão e também foi atingido no abdome. As vítimas foram socorridas, mas não resistiram e vieram a falecer.
No mesmo dia, o acusado se apresentou à Delegacia de Jaguaribe e confessou ter matado os irmãos, alegando legítima defesa. Afirmou que a arma usada foi tomada de um dos universitários e que, atirar, foi o único meio para se defender das agressões dos estudantes.
Em 18 de março do mesmo ano foi pedida a prisão preventiva dele. Desde então, Daniel Gomes Bezerra se encontra preso no Batalhão de Choque da Polícia Militar, na Capital. Em maio de 2010, após procedimento administrativo, foi demitido das funções da PM.
O réu será julgado por homicídio qualificado (motivo fútil). A sessão será presidida pela juíza Danielle Pontes de Arruda Pinheiro, titular da 1ª Vara do Júri. A defesa será feita pelo advogado Delano Cruz e a acusação ficará sob a responsabilidade do promotor de Justiça Francisco Marques Lima e do advogado Paulo Quezado.
Fonte: TJ-CE
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