Muito bacana - Aceleradora de Negócios de Impacto da Periferia anuncia empreendedores selecionados

Iniciativa da A Banca, Artemisia e FGVCenn, a “Aceleradora de Negócios  de Impacto da Periferia” selecionou Michelle Fernandes (Boutique Kriola); Luís Henrique Coelho e Jennifer Rodrigues (Empreende Aí); Jaison Pongiluppi (Ecoativa); Arthur Gandra (Jovens Hackers); e Ferréz (Editora Selo Povo) para a primeira edição do programa de aceleração focado em empreendedores da quebrada. Ao longo de quatro meses, os gestores passarão por um processo intensivo; os que tiverem participação ativa em todo o programa poderão receber um capital-semente de até R$ 20 mil para investir no negócio.

São Paulo, 6 de março de 2018 – Uma marca focada em resgatar a identidade e autoestima da população negra; um negócio que dissemina a educação empreendedora na quebrada; um programa de gestão ambiental que desenvolve intercâmbios e vivências; uma escola com aulas de programação e cultura maker robótica; e uma editora com um catálogo formado por autores da periferia. São esses os negócios selecionados para a primeira edição da Aceleradora de Negócios de Impacto da Periferia. Boutique Kriola, Empreende Aí, Ecoativa, Jovens Hackers e Editora Selo Povo – criadas, respectivamente, por Michelle Fernandes, Luís Henrique Coelho e Jennifer Rodrigues, Jaison Pongiluppi, Arthur Gandra e Ferréz – têm em comum a forte intencionalidade de causar uma transformação significativa na sociedade a partir do sonho de empreender na quebrada.
Aceleradora de Negócios de Impacto da Periferia é uma iniciativa de A Banca em parceria com Artemisia e FGV Cenn (Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios). A iniciativa selecionou cinco negócios de impacto social com atuação nos distritos Jardim Angela (M’Boi Mirim), Capela do Socorro e Campo Limpo (Capão Redondo) para um processo intenso de aceleração ao longo de quatro meses. Estão previstos encontros presenciais quinzenais com duração de até quatro horas; acompanhamento presencial mensal in loco no negócio; reuniões online, duas vezes por mês; workshops conduzidos pela equipe da Artemisia; mentoria presencial e virtual mensal e apresentação de pitch na Fundação Getulio Vargas. Ao final do ciclo de aceleração, os empreendedores que apresentarem participação ativa, desenvolvimento e engajamento ao longo do processo, receberão até R$ 20 mil de capital-semente para investir no negócio.
A avaliação dos 51 negócios inscritos foi conduzida por Marcelo Rocha, o DJ Bola – fundador e diretor-geral da produtora A Banca –; Fabiana Ivo, coordenadora pedagógica da produtora A Banca; Márcio Teixeira, diretor financeiro da produtora A Banca; Daniel Bruno, diretor de articulação da produtora A Banca; professor Edgard Barki, doutor e mestre em Administração de Empresa da FGV-EAESP; Vivianne Naigeborin, assessora estratégica da Potencia Ventures; e Victor Hugo Mathias, da área de Busca e Seleção de Negócios da Artemisia.
Transformação social
Segundo DJ Bola, presidente-fundador da A Banca e um dos idealizadores da Aceleradora de Negócios de Impacto da Periferia, os empreendedores da quebrada que se posicionam como um negócio de impacto ainda têm muita fragilidade financeira; sofrem com a falta equipe e de estrutura mínima para rodarem seus negócios. “A grande diferença e potência é a intencionalidade muito forte; interesse genuíno de causar uma transformação significativa para a sociedade vindo de uma necessidade ou de um sonho”, afirma. Bola detalha que os especialistas afirmam que o fomento de negócios de impacto social na quebrada pode ser um avanço no Setor 2,5; pode, inclusive, aproximar esses dois mundos. “Há uma tendência de que as grandes incubadoras e aceleradoras passem a pensar em uma estratégia de ação para solucionar problemas de pessoas em situação de vulnerabilidade. Para isso, lançam um olhar inclusivo e de parcerias ao perceber que o setor de negócios de impacto social tem muito mais a oferecer para a sociedade se trabalharmos juntos; com empatia, troca, investimento, aprendizado e impacto positivo na vida das pessoas’, finaliza.
Maure Pessanha, diretora-executiva da Artemisia, afirma que as organizações envolvidas nessa iniciativa se uniram por um sonho em comum: potencializar o desenvolvimento de negócios de impacto social na periferia com soluções voltadas para endereçar desafios sociais e ambientais. “Além de apoiar, queremos também incentivar o surgimento de novos negócios de impacto dentro das periferias, que hoje representam uma parcela pequena do ecossistema”. E acrescenta: “Trabalharemos para criar pontes entre empreendedores acelerados provenientes de realidades distintas”.
O PROGRAMA
Participaram do processo negócios de impacto social com produtos e serviços já desenvolvidos e com potencial de ganhar escala; empreendedores em estágio inicial de vendas; negócios com modelo consolidado e com ganhos na estrutura operacional e desafios de impacto social: empreendedores que desenvolvem produtos e serviços de real impacto social e ambiental positivo, com sustentabilidade financeira e que atuam em M´Boi Mirim, Capela do Socorro, Capão Redondo e Campo Limpo.

Durante o processo de aceleração, o programa irá fortalecer uma nova geração de negócios de impacto da periferia. Para isso, os empreendedores serão expostos a temas que envolvem os mitos sobre a divisão entre impacto social e negócios; impacto social, indicadores e avaliação; gestão financeira; marketing digital; questões jurídicas; inovação; estruturação e refinamento do negócio; e conteúdos adaptativos de acordo com a demanda de cada negócio selecionado. Após o processo de aceleração, estão previstas mentorias durante seis meses, com possibilidade de cada empreendedor possuir um mentor de acolhimento; e encontros entre os empreendedores de negócios de impacto social com os empreendedores da Rede Artemisia e alunos/professores do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios (FGVCenn).
OS SELECIONADOS
Boutique Krioula
Criada há cinco anos porMichelle Fernandes na periferia do Campo Limpo, a Boutique de Krioula desenvolve acessórios que resgatam a identidade e autoestima da população negra. O negócio tem por missão valorizar a cultura afro-brasileira, elevar a autoestima da população negra por meio de produtos, levando a moda afro para todos os apaixonados por cores e desenhos. Com belos produtos, a empresa coloca como protagonista 54% da população que não se sente representada pelas grandes marcas.
Empreende Aí
Criada porLuís Henrique Coelho e Jennifer Rodrigues no bairro do Jardim São Luiz, a Empreende Aítem o intuito de disseminar a educação empreendedora de qualidade para territórios populares, democratizando o ensino e acesso as teorias e práticas de como se empreender. A empresa oferece cursos presenciais e online focados em capacitar jovens via conhecimentos teóricos e práticos sobre empreendedorismo. Além disso, oferece acompanhamento nos projetos que forem desenvolvidos ao longo do curso.
Ecoativa
Criado por Jaison Pongiluppi, a Ecoativa desenvolveintercâmbios e vivências de impacto ambiental. A empresa conta com a Casa Ecoativa, um programa de gestão ambiental participativo do bairro Ilha do Bororé; possui, ainda, um espaço de convivência que chamamos de Centro Eco-cultural – que tem articulado e construído propostas e atividades sócio-eco-culturais desde 1998. O foco está no resgate da cultura da comunidade, valorizando os artistas populares da região e as ações voltadas à preservação do meio ambiente.
Jovens Hackers
Arthur Gandra criou o Jovens Hackers no bairro de Campo Limpo para oferecer aulas de programação e cultura maker robótica com custo simbólico para jovens da periferia.O negócio de impacto social empodera crianças e jovens das periferias e em situação de vulnerabilidade social por meio da tecnologia. A missão é capacitar jovens para se tornarem multiplicadores e contribuir para a geração de renda de suas famílias.
Editora Selo Povo
Ferréz fundou a Selo do Povocom o sonho de criar uma editora com catálogo especificamente de autores da periferia. Hoje, o negócio instalado no bairro Capão Redondo atua com redação, editoração e concepção de livros com valor acessível.
A BANCA
O Jardim Ângela era o lugar mais violento do mundo. Em 2007, A Banca passa pelo processo de aceleração da Artemisia. Em 2008, estrutura-se juridicamente, tornando-se uma associação. Desde o início de suas atividades, A Banca já realizou mais de 130 eventos gratuitos em espaços públicos da cidade de São Paulo, nos quais se apresentaram 120 grupos musicais, beneficiando diretamente 45 mil pessoas. Atuou com mais de 25 escolas públicas e privadas, oferecendo intervenções educacionais por meio da cultura Hip Hop e da Educação Popular. Foi a pioneira em fazer conexões de impacto, em busca de romper as barreiras invisíveis culturais, sociais e econômicas com pessoas de diferentes realidades na cidade de São Paulo.
FGVcenn
O Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios (FGVcenn) foi criado em junho de 2004 com a missão de ser um gerador de conhecimento em empreendedorismo no Brasil, construindo uma cultura empreendedora na Fundação Getulio Vargas e contribuindo para impulsionar o ecossistema de empreendedorismo no Brasil. Para isso, o Centro reúne pesquisadores de formações diversas para estudar e propagar conhecimento sobre empreendedorismo de forma multidisciplinar, independente e de acesso público. O GVcenn é reconhecido como um centro de excelência sobre empreendedorismo e realiza uma série de eventos, workshops, competições de planos de negócios, concursos, congressos e pesquisas, a maioria deles oferecida gratuitamente a um público interno e externo à FGV.

ARTEMISIA
A Artemisia é uma organização sem fins lucrativos, pioneira na disseminação e no fomento de negócios de impacto social no Brasil. A organização apoia negócios voltados à população de baixa renda, que criam soluções para problemas socioambientais e provocam impacto social positivo por meio de sua atividade principal. Sua missão é identificar e potencializar empreendedores(as) e negócios de impacto social que sejam referência na construção de um Brasil mais ético e justo. A organização já acelerou mais de 100 negócios de impacto social no Brasil e capacitou outros 300 em seus diferentes programas. Fundada em 2004 pela Potencia Ventures, possui atuação nacional e escritório em São Paulo. www.artemisia.org.br

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