Brasil continua fora do Mapa da Fome, aponta relatório da ONU Insegurança alimentar grave no Brasil recua para 0,6% da população Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil Publicado em 22/07/2026 - 20:20 Brasília © ©️FAO/Giuseppe Carotenuto Versão em áudio O Brasil permanece fora do Mapa da Fome, segundo o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2026 (na sigla em inglês, SOFI). De acordo com o mapa interativo criado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO-ONU), no triênio 2023-2025, o país manteve a proporção de população subnutrida abaixo do limite de 2,5%. Esse é percentual máximo adotado pela FAO como parâmetro mundial para considerar que um país está fora do Mapa da Fome. Em 2025, pela segunda vez, o país conseguiu sair do Mapa da Fome (com base nos dados do triênio 2022-2024 do relatório SOFI). A primeira vez foi em 2013. Porém, indicadores do mapa mostravam que 3,5% da população brasileira estava em situação ...
Rede de Saúde Pública tem até dia 10 de agosto para apresentar fluxo de atendimento às mulheres vítimas de violência
A Rede de Saúde Pública de Fortaleza deve apresentar, até o dia 10 de agosto, o fluxo definitivo para atender as mulheres vítimas de violência que serão encaminhadas pela Casa da Mulher Brasileira, e as demandas espontâneas, incluindo-se atendimentos em diversas especialidades, como ginecológica, psicológica, traumatológica, dentre outras. A data é simbólica, pois marca o aniversário da Lei Maria da Penha. A definição ocorreu durante encontro promovido pelas Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde Pública e do Núcleo de Gênero Pró-Mulher (Nuprom), na manhã desta quinta-feira (14/06), na sede das Promotorias Cíveis.
Segundo a titular da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde Pública, Lucy Antoneli, a própria rede municipal de saúde não tem conhecimento claro dos locais e tipos de atendimentos de cada especialidade que estão à disposição das mulheres. “Existem hospitais com diferentes especialidades e é um desafio para todos definir de forma clara como melhor atender a quem acabou de sofrer uma grave violência, para que não haja uma exposição desnecessária ou maiores danos a quem já está em uma situação de vulnerabilidade. As unidades de saúde deverão se reunir para se conhecer e construir este fluxo. Esta será uma informação crucial que deverá ser amplamente divulgada para garantir a correto atendimento das vítimas”, disse Antoneli.
A coordenadora da Casa da Mulher Brasileira, Daciane Barreto, ressaltou que, naquele espaço, as mulheres vítimas de violência receberão todo o acolhimento e encaminhamentos necessários, sem serem submetidas a reexposição e revitimização. “Os fluxos entre os órgãos e instituições que integrarão a estrutura interna da Casa, tais como Centro de Referência da Mulher (CRM), Ministério Público, Defensoria Pública, estão quase concluídos, faltando apenas a definição dos fluxos a serem estabelecidos com instituições e órgãos externos, principalmente aqueles integrantes da rede pública de saúde”, disse a coordenadora.
Também foi acordado na reunião que a Coordenadoria de Saúde da Mulher de Fortaleza deverá apresentar, em 10 dias, os dados referentes às notificações compulsórias de episódios de violência contra a mulher que, atualmente, são contabilizados pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde. Também esteve presente o coordenador do Nuprom, promotor de Justiça Anailton Mendes, e representantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Fortaleza, das Coordenadorias de Políticas Públicas para as Mulheres do Estado do Ceará e do Município de Fortaleza, da Casa da Mulher Brasileira, das Unidades de Pronto Atendimento (Upas), dos Hospitais Distritais Gonzaga Mota da Barra do Ceará e José Walter, dentre outros.

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