Novo auxílio pago para atingidos por desastre de Brumadinho ficará suspenso até julgamento de recurso da Vale no STJ Resumo em linguagem simples A ministra Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), suspendeu, temporariamente, a liberação dos valores depositados pela mineradora Vale para o pagamento de um novo auxílio emergencial às pessoas atingidas pelo rompimento da barragem de Brumadinho (MG), ocorrido em 2019. Diante da complexidade do caso e da possibilidade de que os danos que justificaram a autorização judicial para o novo auxílio já estivessem abrangidos pelo acordo de reparação firmado pela Vale em 2021, a ministra considerou prudente paralisar a retirada dos valores até que o STJ promova o julgamento do recurso apresentado pela empresa. A decisão liminar não afasta a obrigação de a Vale realizar os depósitos na ação civil pública em tramitação na 2ª Vara de Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte, limitando a medida ao saque do auxílio. M...
Rede de Saúde Pública tem até dia 10 de agosto para apresentar fluxo de atendimento às mulheres vítimas de violência
A Rede de Saúde Pública de Fortaleza deve apresentar, até o dia 10 de agosto, o fluxo definitivo para atender as mulheres vítimas de violência que serão encaminhadas pela Casa da Mulher Brasileira, e as demandas espontâneas, incluindo-se atendimentos em diversas especialidades, como ginecológica, psicológica, traumatológica, dentre outras. A data é simbólica, pois marca o aniversário da Lei Maria da Penha. A definição ocorreu durante encontro promovido pelas Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde Pública e do Núcleo de Gênero Pró-Mulher (Nuprom), na manhã desta quinta-feira (14/06), na sede das Promotorias Cíveis.
Segundo a titular da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde Pública, Lucy Antoneli, a própria rede municipal de saúde não tem conhecimento claro dos locais e tipos de atendimentos de cada especialidade que estão à disposição das mulheres. “Existem hospitais com diferentes especialidades e é um desafio para todos definir de forma clara como melhor atender a quem acabou de sofrer uma grave violência, para que não haja uma exposição desnecessária ou maiores danos a quem já está em uma situação de vulnerabilidade. As unidades de saúde deverão se reunir para se conhecer e construir este fluxo. Esta será uma informação crucial que deverá ser amplamente divulgada para garantir a correto atendimento das vítimas”, disse Antoneli.
A coordenadora da Casa da Mulher Brasileira, Daciane Barreto, ressaltou que, naquele espaço, as mulheres vítimas de violência receberão todo o acolhimento e encaminhamentos necessários, sem serem submetidas a reexposição e revitimização. “Os fluxos entre os órgãos e instituições que integrarão a estrutura interna da Casa, tais como Centro de Referência da Mulher (CRM), Ministério Público, Defensoria Pública, estão quase concluídos, faltando apenas a definição dos fluxos a serem estabelecidos com instituições e órgãos externos, principalmente aqueles integrantes da rede pública de saúde”, disse a coordenadora.
Também foi acordado na reunião que a Coordenadoria de Saúde da Mulher de Fortaleza deverá apresentar, em 10 dias, os dados referentes às notificações compulsórias de episódios de violência contra a mulher que, atualmente, são contabilizados pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde. Também esteve presente o coordenador do Nuprom, promotor de Justiça Anailton Mendes, e representantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Fortaleza, das Coordenadorias de Políticas Públicas para as Mulheres do Estado do Ceará e do Município de Fortaleza, da Casa da Mulher Brasileira, das Unidades de Pronto Atendimento (Upas), dos Hospitais Distritais Gonzaga Mota da Barra do Ceará e José Walter, dentre outros.

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