A programação do Festival Juaforró chegou à Zona Rural de Juazeiro do Norte na última sexta-feira, 3, e no sábado, 4, com atividades realizadas nos sítios São Gonçalo e Carás do Umarí. Os eventos reuniram apresentações musicais, quadrilhas juninas e manifestações da cultura popular, além de incentivar a comercialização de alimentos produzidos na região. No Sítio São Gonçalo, apresentaram-se os cantores Alisson Feroz, Ciço Catolé e Nó Cego. A programação também contou com as apresentações da Quadrilha Senhor Callou e Comunidade e da Quadrilha Arte Junina, que celebraram as tradições nordestinas e envolveram jovens da comunidade. Já no Sítio Carás do Umarí, a noite foi animada pelos cantores Cícero Catolé e Antônio Cristian. A apresentação cultural ficou por conta do grupo de xaxado Os Cangaceiros do Cariri, que levou ao público uma das manifestações populares mais tradicionais do Nordeste. As atividades na Zona Rural integram a programação do Festival Juaforró e buscam descentrali...
Rede de Saúde Pública tem até dia 10 de agosto para apresentar fluxo de atendimento às mulheres vítimas de violência
A Rede de Saúde Pública de Fortaleza deve apresentar, até o dia 10 de agosto, o fluxo definitivo para atender as mulheres vítimas de violência que serão encaminhadas pela Casa da Mulher Brasileira, e as demandas espontâneas, incluindo-se atendimentos em diversas especialidades, como ginecológica, psicológica, traumatológica, dentre outras. A data é simbólica, pois marca o aniversário da Lei Maria da Penha. A definição ocorreu durante encontro promovido pelas Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde Pública e do Núcleo de Gênero Pró-Mulher (Nuprom), na manhã desta quinta-feira (14/06), na sede das Promotorias Cíveis.
Segundo a titular da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde Pública, Lucy Antoneli, a própria rede municipal de saúde não tem conhecimento claro dos locais e tipos de atendimentos de cada especialidade que estão à disposição das mulheres. “Existem hospitais com diferentes especialidades e é um desafio para todos definir de forma clara como melhor atender a quem acabou de sofrer uma grave violência, para que não haja uma exposição desnecessária ou maiores danos a quem já está em uma situação de vulnerabilidade. As unidades de saúde deverão se reunir para se conhecer e construir este fluxo. Esta será uma informação crucial que deverá ser amplamente divulgada para garantir a correto atendimento das vítimas”, disse Antoneli.
A coordenadora da Casa da Mulher Brasileira, Daciane Barreto, ressaltou que, naquele espaço, as mulheres vítimas de violência receberão todo o acolhimento e encaminhamentos necessários, sem serem submetidas a reexposição e revitimização. “Os fluxos entre os órgãos e instituições que integrarão a estrutura interna da Casa, tais como Centro de Referência da Mulher (CRM), Ministério Público, Defensoria Pública, estão quase concluídos, faltando apenas a definição dos fluxos a serem estabelecidos com instituições e órgãos externos, principalmente aqueles integrantes da rede pública de saúde”, disse a coordenadora.
Também foi acordado na reunião que a Coordenadoria de Saúde da Mulher de Fortaleza deverá apresentar, em 10 dias, os dados referentes às notificações compulsórias de episódios de violência contra a mulher que, atualmente, são contabilizados pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde. Também esteve presente o coordenador do Nuprom, promotor de Justiça Anailton Mendes, e representantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Fortaleza, das Coordenadorias de Políticas Públicas para as Mulheres do Estado do Ceará e do Município de Fortaleza, da Casa da Mulher Brasileira, das Unidades de Pronto Atendimento (Upas), dos Hospitais Distritais Gonzaga Mota da Barra do Ceará e José Walter, dentre outros.

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