segunda-feira, 25 de junho de 2018

Saúde - 5 verdades sobre o consumo do leite



A maioria das pessoas acredita que o leite é o melhor alimento para crianças e bebês e que é imprescindível para um crescimento saudável. Somos envolvidos num aspecto psicossocial para consumí-lo, muito devido à importância e significado do leite de nossas mães, que é e deve ser o nosso primeiro alimento. Crescemos ouvindo que tomar leite de vaca é fundamental para o crescimento e fortalecimento dos ossos. Uma enorme quantidade de dinheiro é investida todo ano pela indústria de laticínios e pelos processadores de leite para assegurar que as pessoas bebam e consumam laticínios. Tudo isso, mesmo sabendo que a intolerância a lactose acomete 70% dos brasileiros e é responsável por alergias, distensão abdominal, diarreias, gases, dor de cabeça, etc.

Além de está presente nos diversos produtos que consumimos, o leite tem grande espaço na mídia, que tem investido pesado em campanhas publicitárias incentivadoras do consumo cada vez maior de laticínios.  

Hoje venho até você explicar com alguns argumentos porquê você NÃO deve consumir o leite de origem animal.

1ª - O leite acelera o envelhecimento e baixa a sua imunidade

A atenção serve para o leite sem lactose também. Pois nesse caso, ela não é retirada da bebida de verdade. Na produção, acrescentam uma enzima (lactase) ao leite, então a lactose é quebrada em D-Glicose e D-Galactose. O alerta fica para a D-Galactose, uma substância que acelera o envelhecimento, aumenta a resposta inflamatória, baixa imunidade, aumenta o estresse oxidativo e favorece o aparecimento de mutações genéticas.

2ª - O leite de vaca diminui a produção da testosterona e atrasa a puberdade

Geralmente, as vacas leiteiras ficam prenhas por 300 dias. É nessa fase que elas produzem a maior quantidade de leite, porém, essa bebida possui cerca de 30 vezes mais estrogênio que uma vaca não prenha (que amamenta).
Nos homens, esse consumo excessivo de estrogênio vai diminuir a produção de testosterona, a contagem de espermas e nos jovens, o que consequentemente pode  causar atraso na puberdade.

3ª - Seu consumo está associado à alguns  tipos de câncer

Diversos estudos científicos já comprovam que o consumo excessivo do leite está associado ao câncer de próstata, nos homens, e nas mulheres, câncer de ovário.
Uma forma de substituir o leite de origem animal é através das versões naturais da bebida, como leite de coco, amêndoas ou castanhas, por exemplo. Tenha cuidado com as versões do leite em pó ou desnatado, assim como os derivados da bebida (como queijos e iogurtes), elas também devem ser evitadas.

4ª - Há um aumento no risco de cálculos renais

O leite é rico em cálcio, mas ele está em desequilíbrio com outros mineiras presentes na bebida, como zinco, ferro, manganês, etc. Ao ingerirmos esse leite com cálcio excessivo, aumentamos a excreção renal da substância, levando à risco de cálculos renais e dificultando a absorção do cálcio pelos ossos.

5ª - Estudos comprovam aumento de inflamação crônica

O leite é rico em proteína, mas 90% dessa proteína é formada por caseína. Como no Brasil a maioria das vacas leiteiras são holandesas, metade dessa caseína é do tipo A1.
Esse tipo de caseína quando metabolizada pelo nosso organismo produz um metabólico chamado casomorfina, que inflama e causa um desequilíbrio intestinal que vai aumentar sua inflamação crônica e piorar seu organismo.

Mesmo com tantos dados dizendo apresentando motivos para não tomar leite de vaca, a grande indústria insiste em nos ter como clientes. Para isso, as fábricas criam versões ‘mais saudáveis’, com vitaminas ou proteínas adicionadas, por exemplo. Não há no leite de vaca, nutrientes essenciais para a saúde humana que não possam ser encontrados em outros alimentos, como batata doce, brócolis, espinafre, couve, agrião, salsa, coentro, nozes, castanhas-do-Pará, amêndoas, gergelim, chia, sardinha, bacalhau entre outros, são alimentos riquíssimos e ótimas fontes de cálcio. Lembrando que cálcio sem vitamina D não adianta nada.

Dr. André Ramalho Guanabara

Médico e Nutrólogo; Mestrando em Biotecnologia pela UNP; Pós-Graduando em Nutriendocrinologia – Academia Dr. Lair Ribeiro; Pós-Graduando Master da Ciência da Fisiologia Humana – Dr. Ítalo Rachid; Membro da Sociedade Brasileira de Estudos da Fisiologia Humana; Especialista em Emagrecimento e Qualidade de Vida. Autor do livro 'Até quando você quer viver?'

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