O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce) lamenta o falecimento do jornalista, radialista, advogado, poeta e ex-senador Cid Sabóia de Carvalho, ocorrido nesta sexta-feira, 10 de julho de 2026. Filiado ao Sindjorce sob o nº 424 desde 1º de novembro de 1979, Cid Carvalho tinha 90 anos e construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com o jornalismo cearense. Iniciou sua carreira em 1948, aos 12 anos, como comentarista político e esportivo nas rádios Uirapuru e Assunção. Ao longo de décadas, colaborou com diversos jornais, emissoras de rádio e televisão de Fortaleza, tornando-se uma referência pelo exercício ético da profissão e pela contribuição ao fortalecimento da comunicação no Estado. Nos últimos anos, consolidou sua presença no Grupo Cidade de Comunicação, onde apresentou o tradicional programa Antenas e Rotativas, um dos mais longevos do rádio cearense, no ar há mais de 60 anos. No espaço, também assinava a crônica “Doa a Quem Doer”, express...
Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (16/8) a operação Eleutheria, contra o tráfico de pessoas e o trabalho escravo em zonas urbanas, em São Paulo.
Esta ação é realizada em conjunto com o Ministério do Trabalho e da UNODC – braço da ONU para o enfrentamento ao crime e fecha atividades relacionadas ao Dia Mundial de Combate ao Tráfico de Pessoas, que aconteceu no dia 30 de julho.
Policiais federais dão cumprimento a cinco mandados de busca e apreensão, sendo dois na zona leste da Capital e três em São Bernardo do Campo.
Os inquéritos policiais tiveram início após o compartilhamento de informações do Ministério do Trabalho com a PF, sobre denúncias de condições degradantes em empresas na grande São Paulo. As ações acontecem para colher provas em três inquéritos policiais que apuram fatos independentes entre si.
Segundo foi apurado no primeiro inquérito, um dos grupos criminosos aliciava e transportava brasileiros do interior do Ceará para trabalhar em São Bernardo do Campo/SP. Uma vez naquela cidade, os trabalhadores, endividados, eram mantidos em alojamentos e condições degradantes, para a venda ambulante de laticínios na região.
As outras duas investigações apontam que as empresas investigadas, apesar de independentes entre si, atuavam no ramo de costura e agiam da mesma maneira. Há indícios de que elas aliciavam estrangeiros em albergues municipais, mediante a promessa de trabalho formal e regular. Chegando nos locais de trabalho, os estrangeiros eram obrigados a assinar contratos. Neles, estavam previstos diversos gastos junto ao empregador, como, habitação, aluguel, vestuário e refeições, com valores desproporcionais aos praticados no mercado, ensejando um ciclo de endividamento. A saída do local era restrita, e as jornadas de trabalho variavam de 14 até 18 horas.
Auditores do Trabalho participam da operação para realizar a fiscalização das empresas e das condições de trabalho e também para resgatar as vítimas e regularizar a situação trabalhista delas.
Os estrangeiros indocumentados e em situação irregular serão encaminhados à PF, onde receberão assistência e orientação sobre como regularizar sua situação migratória.
Os criminosos responderão, na medida de suas participações, pelo crime de tráfico de pessoas com a finalidade de exploração do trabalho escravo, com penas de 4 a 8 anos de prisão e multa.
Com informações da Polícia Federal.
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