A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) divulgou o Relatório de Perenização dos Rios 2025, que mostra que o Ceará alcançou 1.818 km de trechos de rios perenizados no ano, um dos maiores valores da última década. A extensão de 1.818 km perenizados em 2025 representa o melhor resultado dos últimos dez anos, ficando atrás apenas de 2024, quando a marca superou 1.900 km. Em relação ao período de 2015 a 2018, quando os índices diminuíram por causa da seca prolongada, o avanço representa um salto na garantia de água em leitos de rios estratégicos para o abastecimento e a produção. No Ceará, manter um rio perenizado é essencial para conviver melhor com a seca . Isso porque em vez do rio desaparecer com a estiagem, ele segue correndo o ano inteiro, graças a um fluxo contínuo garantido pela gestão de liberação de água dos açudes, que segura o leito vivo mesmo quando passa meses sem chover. Segundo o diretor de Operações da Cogerh, Tércio Tavares , o planej...
Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (16/8) a operação Eleutheria, contra o tráfico de pessoas e o trabalho escravo em zonas urbanas, em São Paulo.
Esta ação é realizada em conjunto com o Ministério do Trabalho e da UNODC – braço da ONU para o enfrentamento ao crime e fecha atividades relacionadas ao Dia Mundial de Combate ao Tráfico de Pessoas, que aconteceu no dia 30 de julho.
Policiais federais dão cumprimento a cinco mandados de busca e apreensão, sendo dois na zona leste da Capital e três em São Bernardo do Campo.
Os inquéritos policiais tiveram início após o compartilhamento de informações do Ministério do Trabalho com a PF, sobre denúncias de condições degradantes em empresas na grande São Paulo. As ações acontecem para colher provas em três inquéritos policiais que apuram fatos independentes entre si.
Segundo foi apurado no primeiro inquérito, um dos grupos criminosos aliciava e transportava brasileiros do interior do Ceará para trabalhar em São Bernardo do Campo/SP. Uma vez naquela cidade, os trabalhadores, endividados, eram mantidos em alojamentos e condições degradantes, para a venda ambulante de laticínios na região.
As outras duas investigações apontam que as empresas investigadas, apesar de independentes entre si, atuavam no ramo de costura e agiam da mesma maneira. Há indícios de que elas aliciavam estrangeiros em albergues municipais, mediante a promessa de trabalho formal e regular. Chegando nos locais de trabalho, os estrangeiros eram obrigados a assinar contratos. Neles, estavam previstos diversos gastos junto ao empregador, como, habitação, aluguel, vestuário e refeições, com valores desproporcionais aos praticados no mercado, ensejando um ciclo de endividamento. A saída do local era restrita, e as jornadas de trabalho variavam de 14 até 18 horas.
Auditores do Trabalho participam da operação para realizar a fiscalização das empresas e das condições de trabalho e também para resgatar as vítimas e regularizar a situação trabalhista delas.
Os estrangeiros indocumentados e em situação irregular serão encaminhados à PF, onde receberão assistência e orientação sobre como regularizar sua situação migratória.
Os criminosos responderão, na medida de suas participações, pelo crime de tráfico de pessoas com a finalidade de exploração do trabalho escravo, com penas de 4 a 8 anos de prisão e multa.
Com informações da Polícia Federal.
Comentários
Postar um comentário
Expresse aqui a sua opinião sobre essa notícia.