Num dia misto no mercado financeiro, a bolsa de valores bateu recorde e fechou, pela primeira vez, acima dos 165 mil pontos. O dólar subiu e voltou a romper a barreira de R$ 5,40 após os Estados Unidos anunciarem a suspensão de vistos para vários países, inclusive o Brasil. O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quarta-feira (14) aos 165.146 pontos, com alta de 1,96% . Ações de petroleiras, de mineradoras e de bancos, com maior peso no índice, puxaram a valorização. A bolsa brasileira descolou-se das bolsas dos Estados Unidos, que fecharam em queda. A perspectiva de redução de juros na maior economia do planeta, após a divulgação de que a inflação estadunidense desacelerou, beneficiou os países emergentes, inclusive o Brasil. O mercado de câmbio teve um dia mais tenso. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,402, com alta de R$ 0,026 (+0,43%). A cotação iniciou a sessão próxima da estabilidade, mas subiu após a emissora Fox News divulgar que o...
Luiz Carlos Amaral saiu da vida aos 59 anos. Ele foi atropelado por uma motocicleta no bairro onde vivia, na noite de sexta-feira (26.10). Chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. .
Maranhense de Caxias, Amaral estava no Ceará desde 1985. Cheguei uns meses antes dele. O começo não foi fácil, mas ele não desistiu, até obter um contrato na Rádio Verdes Mares como repórter.
Sentia saudades da família, e não tinha recursos para trazer mulher e filhos, então jogou na extinta LOTO, e acertou na quadra. Não era o prêmio máximo, mas rendeu um bom dinheiro. Ele alugou casa, mobiliou, e foi buscar seus familiares.
A CARREIRA
Luiz Carlos Amaral amava o Rádio e começou nas emissoras de sua terra, narrando futebol.
A decisão de tentar a sorte no Ceará foi por achar que poderia se destacar em Fortaleza. No SVM ele de fato despontou na reportagem, foi apresentador de programas, repórter esportivo e narrador.
O SVM o demitiu em 1992, e então ele foi acolhido pelo saudoso Moreira Neto na equipe de Rádio do governo do Estado (Era Tasso).
As viagens pelo Ceará o tornaram conhecido de todos os profissionais do Radio e mídias. Ao lado
dele fizemos coberturas memoráveis entre elas a inauguração do Açude Castanhão.
Passou também pelas Rádios O Povo; Metro; Ceará Rádio Clube; e Cidade AM.
Como repórter foi um sujeito versátil, encarava qualquer pauta, mas gostava mesmo, de verdade
de narrar partidas de futebol.
O neguinho também era teimoso, obstinado, motivado e dono um humor especial, irônico, e ao
mesmo tempo metido a valente, apesar do físico. "Metido não, eu sou cabra valente, não venha não", dizia entre gargalhadas.
No começo dos anos dois mil, Luiz Carlos decidiu estudar e formou-se em Comunicação Social, o que o orgulhava. "Diploma é outro nível", dizia.
Também narrou jogos para a TV Diário, e atuou como animador de eventos e festas.
O AVENTUREIRO
Amaral se candidatou a deputado estadual (2002) e, antes, fez uma pesquisa para saber o que os
colegas de Cambeba achavam. Ninguém aprovou, e ele; "já que é assim vou ser candidato".
Outra dele foi a formação como juiz de futebol, o que de início o entusiasmou. Chegou a apitar uns
jogos, mas desistiu, "por excesso de monotonia", me disse quando perguntei a razão.
ÚLTIMOS ANOS
Passou por quatro governos como membro da assessoria de imprensa do Estado. Por último
atuou na Sec. do Desenvolv. Agrário (SDA).
Desde 2015, Amaral se debatia com problemas pessoais que o afastaram de tudo. Não trabalhava,
e enfrentava uma depressão longa.
Com informações do Facebook do amigo Cláudio Teeran.

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