Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceram que os Crimes de Maio de 2006 foram uma grave violação de direitos humanos. Em comunicado de imprensa divulgado na última sexta-feira (29), eles também cobraram do Estado brasileiro que haja responsabilização em relação ao caso. Ocorridos há 20 anos, os Crimes de Maio começaram com rebeliões em mais de 700 presídios do estado de São Paulo, após a transferência de mais de 760 detentos – dentre os quais alguns líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) – para um presídio de segurança máxima. Nos dias seguintes a essa megatransferência, a ofensiva chegou às ruas com uma série de ataques entre o PCC e agentes do Estado. Os conflitos resultou na morte de mais de 500 pessoas em todo o estado. Grande parte dessas mortes ocorreu com indícios de execução praticadas por policiais. >> Clique aqui e leia mais sobre os 20 anos dos Crimes de Maio na Agência Brasil Segundo o relatório Análise dos Impactos dos Ataques do P...
Esse ano, o evento irá contemplar comunidades indígenas
O Festival Popular de Teatro de Fortaleza (Feptef) chega a sua nona edição espalhando pelas ruas da cidade, entre os dias 20 e 25 de novembro, arte, alegria e pensamento crítico. Esse ano, mais maduro, o festival traz o tema “Cidade Diversa – Teatro que Conversa”, justamente por representar esse contado direto com o público. Ao todo foram 15 grupos selecionados, somando 30 apresentações, em praças, terminais de ônibus, comunidades indígenas e até em um bar. Tudo de forma totalmente gratuita.
O objetivo do evento é incentivar o acesso da população às artes cênicas, intensificar as produções teatrais e contribuir com a formação de artistas de rua. Idealizado pela Cia Prisma de Artes, com apoio da Lei do Mecenato Estadual e patrocínio da Enel.
“Ao longo desses anos vimos o quanto esse tipo de evento é inclusivo. Muitas pessoas não têm acesso ao teatro, por isso fazemos questão de organizar anualmente o festival para que possamos levar arte para quem não tem acesso, para aliviar a correria do dia a dia daqueles que transitam nas ruas apressados. Além de arte, o teatro também é um instrumento crítico. Dessa vez, vamos apresentar espetáculos para comunidades indígenas como Tapebas e Jenipapo Kanindé, cumprindo a nossa missão de levar o teatro onde o povo está”, declara Raimundo Moreira, idealizador e coordenador do evento.
A abertura do Festival será dia 20, e já começa às 7h da manhã, no Terminal do Papicu, com o grupo Junto e Misturado, que exibirá o espetáculo Desequilibradoz. Ao meio dia, o Terminal de Messejana recebe João Andirá, com Voares – Bonecos Contadores de Histórias. No mesmo horário, de forma simultânea, o Grupo Imbuaça, de Aracaju/SE, com o espetáculo A peleja de Leandro na trilha do cordel, na praça do Ferreira. À tarde, a partir das 15h30, os espetáculos acontecerão no ícone das artes do Ceará – a praça do Teatro José de Alencar, com o grupo Pavilhão da Magnólia, com a peça Maquinista e a banda Dona Zefinha e Da Silva el hijo de las Américas. Ao longo dos demais dias, o evento será itinerante, para alcançar o maior número de pessoas.
Como o objetivo é também promover trocas, o Festival realizará um encontro com todos os grupos, no dia 22/11, às 09h às 13h, onde serão compartilhadas experiências e vivências que tornarão o IX Feptef ainda mais rico. Além dos grupos que se apresentarão no festival, estarão também as companhias que fizeram parte do Festival dos Inhamuns, que tem foco em circo, bonecos e artes de rua. Será um diálogo construtivo e necessário.
Serviço:
IX Festival Popular de Teatro de Fortaleza
Data: 20 a 25 de novembro
Local: Festival itinerante, em praças, terminais de ônibus e vários outros locais.

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