Um trabalho de investigação e inteligência realizado pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) e pela Polícia Militar do Ceará (PMCE), órgãos vinculados à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS-CE), em conjunto com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Ficco/CE), Polícia Boliviana – FELCN, e Oficialato de Ligação da Polícia Federal em Santa Cruz de la Sierra/Bolívia, resultou nas capturas de dois homens apontados como chefes de um grupo criminoso de origem paulista atuante no Interior Norte do Ceará. A dupla é suspeita de envolvimento em crimes e de enviar armas para a cidade de Itapipoca e região. As capturas ocorreram após troca de informações na cidade de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, neste domingo (10). Ainda durante a ação integrada, diversas armas, drogas, aparelhos celulares e dinheiro também foram apreendidos. Outros dois homens também foram presos. Mais detalhes serão repassados em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (...
O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio da Promotoria de Justiça de Fortim, ingressou com Ação Civil Pública (ACP) ambiental e de improbidade administrativa requerendo a demolição das obras do Empreendimento Praia Canoé que estejam em desconformidade com a licença emitida pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace).
Conforme laudos emitidos pelos servidores do MPCE, da Semace e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), o Complexo Turístico Praia Canoé pode ocupar apenas o espaço do empreendimento localizada no tabuleiro pré-litorâneo. Apesar de os órgãos ambientais competentes terem proibido a realização de obras em áreas protegidas pela legislação ambiental, os responsáveis pelo estabelecimento passaram a construir em áreas de preservação permanente inseridos em dunas fixas, móveis e frontais, planície fluviomarinha e superfície de deflação ativa e faixa de praia.
Diante dos danos ambientais provocados, o Ministério Público requereu a desocupação, demolição e remoção de todos os materiais e entulhos das edificações erguidas em desacordo com a licença de instalação nº 59/2015, emitida pela Semace, com a reparação dos danos causados ao meio ambiente. Outro requerimento da Promotoria é a indenização no valor dos danos provocados ao meio ambiente, que serão quantificados por perícia a ser realizada pela Semace, bem como a condenação de todos os envolvidos nas sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa.
Na ação proposta, a Promotoria ressalta que a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMMAN) não atende aos requisitos estabelecidos pela legislação para conceder licenciamento ambiental, tais como órgão ambiental capacitado, equipe multidisciplinar de nível superior para analisar o licenciamento ambiental e equipe de fiscalização e de licenciamento formada por servidores públicos efetivos de nível superior. Por isso, o órgão ministerial pleiteou a nulidade de todas as licenças concedidas pelo órgão municipal em favor do empreendimento turístico Praia Canoé.
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