El Niño Extraordinário Ph.D. Nizomar Falcão Engenheiro Agrônomo Ematerce Os termômetros e os satélites da agência climática norte-americana (NOAA) emitiram um alerta que deveria paralisar os gabinetes de planejamento público no Brasil: há 65% de chance de que um "Super El Niño" atinja o planeta entre outubro de 2026 e fevereiro de 2027. Cientistas e pesquisadores já temem que este evento rivalize em intensidade com o catastrófico El Niño de 1877 - um marco histórico de horror que provocou colapso de colheitas, fome e mais de 50 milhões de mortes ao redor do mundo, deixando cicatrizes profundas na memória do Nordeste brasileiro. Para a nossa região, o perigo é redobrado. A desmobilização de um fenômeno dessa magnitude não é instantânea. O rastro de destruição climática e térmica se prolonga no tempo, e os reflexos acentuados irão, inevitavelmente, golpear o regime de chuvas no Semiárido. Diante de uma ameaça que evoca os fantasmas do passado, a pergunta que se im...
Baseada na Reforma Tributária Solidária, proposta busca transformar tributação em instrumento para a diminuição da desigualdade no País
Os governadores de todos os estados que compõem a região nordeste do Brasil anunciaram ontem (16), após encontro em Natal, no Rio Grande do Norte, que apoiam uma proposta de reforma tributária que trate da questão da justiça fiscal e diminua a regressividade do atual sistema. Baseados na Reforma Tributária Solidária, um movimento suprapartidário escrito por mais de 40 especialistas e encabeçado pela Fenafisco (Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital) e pela Anfip (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil), os governadores tornaram pública uma carta na qual reforçam a importância do uso da tributação como instrumento para a diminuição da desigualdade social no País.
“Acreditamos que temos, diante de nós, uma oportunidade histórica de avançar. Para isso, é necessário reformar a regressividade de nosso sistema tributário, instituindo a tributação progressiva sobre renda e patrimônio dos modelos praticados pelas economias mais desenvolvidas, fortalecer os Fundos Regionais, bem como preservar os mecanismos de financiamento do Estado Social de 1988, tal qual prevê o projeto de Reforma Tributária Sustentável, Justa e Solidária, de forma a redistribuir renda para fomentar a demanda interna, requisito para o crescimento econômico e justiça fiscal”, aponta o documento.
Segundo o presidente da Fenafisco, Charles Alcantara, esta é a primeira alternativa de reforma tributária atual que trata do principal problema do sistema, a sua regressividade. “Temos muitas propostas no Congresso, mas nenhuma delas traz soluções para mudar a triste realidade: hoje no Brasil, quem ganha mais paga menos e quem ganha menos paga mais tributos. Para se ter ideia, o Imposto de Renda de Pessoa Física isenta 70% da renda de quem ganha mais de 240 salários mínimos. Enquanto uma pessoa com rendimentos de 5 salários não encontra esses descontos, afora os impostos sobre o consumo, que pesam mais sobre os que ganham menos”, afirma.
Além da questão social, a carta dos governadores também reconhece a importância da simplificação na tributação sobre o consumo, apoiando a proposta de construção unânime dos Secretários de Fazenda dos Estados no Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários Estaduais da Fazenda).
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