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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Caso envolvendo gêmeos univitelinos idênticos é desvendado pela papiloscopia da Pefoce


22 DE JANEIRO DE 2020 - 16:57 # # # # # # #

O Laboratório de Identificação Necropapiloscópica (LIN), responsável pela identificação papiloscópica (através das impressões digitais) dos corpos que dão entrada na Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), elucidou mais um caso de identificação envolvendo gêmeos univitelinos (idênticos), através da análise das impressões digitais. A dúvida sobre a identificação questionada foi sanada após a comparação das impressões digitais dos irmãos gêmeos, que os diferenciou.
Um dos irmãos sofreu um acidente de trânsito e foi a óbito. O corpo deu entrada na Coordenadoria de Medicina Legal (Comel) da Pefoce como desconhecido, no último dia 25 de dezembro. No mesmo dia, um parente apresentou uma certidão de nascimento que o denominavam como ‘Cosmo Damião’ (51). A perícia necropapiloscópica realizada pelos auxiliares de perícia do LIN constatou que o padrão das impressões digitais do corpo coincidia com as impressões digitais contidas no prontuário civil do banco de dados da Pefoce, porém, o que parecia um caso comum tornou-se atípico. A família voltou a Pefoce informando que levou a certidão de nascimento errada, que quem teria morrido, na verdade, se tratava de ‘Damião Cosmo’, irmão gêmeo de Cosmo Damião.
Mesmo o exame necropapiloscópico tendo dado positivo para a identificação de Cosmo Damião, a equipe do LIN, juntamente a equipe do Laboratório de Impressões Papiloscópicas (LIP), realizou a análise papiloscópica das impressões digitais contidas nos documentos de Damião Cosmo, o irmão vivo, e compararam com as digitais coletadas do corpo do irmão falecido. O resultado da perícia constatou que os irmãos possuem pontos distintos nas impressões digitais e que essa seria a única forma de os diferenciar, já que gêmeos univitelinos possuem diversas características em comum, incluindo o mesmo material genético.
De acordo com o assessor técnico do LIN, Laerte Gonçalves, as impressões digitais coletadas do corpo e as impressões digitais da documentação de Cosmo Damião foram confrontadas e coincidiram, não dando margem para erro. “Esse método da papiloscopia é um dos métodos científicos de identificação eficaz, principalmente para casos de gêmeos univitelinos. Não há um ser humano no mundo com as impressões digitais idênticas a de outra pessoa, nem nos casos dos gêmeos univitelinos que são idênticos na aparência, mas possuem impressões digitais diferentes”, enfatiza.
Para a elucidação do caso atuaram equipes do LIN e LIP, ambos pertencentes a Coordenadoria de Identificação Humana e Perícias Biométricas (CIHPB) da Pefoce. Os profissionais em papiloscopia verificaram a documentação de ambos os irmãos e confrontaram as informações contidas na base de dados do sistema da Pefoce. Todos os dados levantados e confrontados confirmaram a identificação dos gêmeos.

Necropapiloscopia

A necropapiloscopia é o método que consiste na identificação de cadáveres a partir das papilas dérmicas, onde são encontradas as impressões digitais. A coleta das impressões digitais da pessoa falecida é feita e comparada com algum documento trazido por familiares podendo ser a carteira de identidade, carteira de trabalho ou algum outro que tenha o registro da digital da pessoa. Essas impressões também são confrontadas com a base de dados no sistema da Pefoce, que possui mais de 4,5 milhões de perfis cadastrados.

Gêmeos idênticos

Os gêmeos idênticos (ou univitelinos) se assemelham nos detalhes físicos, estéticos e, inclusive, possuem o mesmo material genético, pois são formados quando um único óvulo, fecundado por um espermatozóide, se divide em dois embriões. A princípio, esses irmãos deveriam ser idênticos em todos os detalhes, porém, se diferenciam nas impressões digitais. As papilas dérmicas que se desenvolvem quando os bebês estão no útero, são formadas a partir do contato das mãos do feto com o ambiente intra-uterino, no caso dos gêmeos univitelinos, eles estão posicionados de forma diferente, por tanto a formação das papilas dérmicas também ocorrem de modo diferente.

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