O Ministério Público do Ceará se manifestou favorável à quebra de sigilo bancário e telefônico de Virgínia Figueiredo de Barreto, cearense desaparecida desde o dia 3 de março na Inglaterra. A manifestação foi apresentada à 18ª Vara Cível de Fortaleza pela 16ª Promotoria de Justiça da comarca, de titularidade do promotor de Justiça Hugo Porto. Após análise dos autos, o Ministério Público manifestou-se favoravelmente com as devidas ressalvas jurídicas e observando a urgência que o caso requer, diante da necessidade de adoção de medidas para contribuir para a localização da pessoa desaparecida. Na manifestação, a Promotoria destacou que as operadoras de telefonia e instituições financeiras foram alertadas para manter todos os registros existentes sem qualquer alteração ou descarte, garantindo que as informações fiquem disponíveis para análise. O órgão destaca que a medida é excepcional, já que se trata da busca de uma pessoa desaparecida. A quebra dos sigilos será feita sob segredo ...
A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), por meio do 2º Distrito Policial (DP), enviou ao Poder Judiciário, na manhã desta terça-feira (17), o relatório final do inquérito policial que investigava as circunstâncias da morte da empresária Jamile de Oliveira Correa (46), ocorrida no dia 30 de agosto de 2019, no Bairro Meireles, na Área Integrada de Segurança 01 (AIS 01) de Fortaleza.
De acordo com os delegados Socorro Portela e Felipe Porto, que presidiram as investigações sobre o caso, após meses de uma complexa investigação com análises minuciosas de diversas provas coletadas, o então namorado da vítima, o advogado Aldemir Pessoa Júnior (49), com antecedentes criminais por disparo de arma de fogo, foi indiciado pelos crimes de feminicídio, fraude processual e por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, por ceder arma sem autorização e em desacordo com determinação legal. Diante dos fatos, a autoridade policial representou pela medida cautelar de monitoração eletrônica do suspeito.
Durante as investigações, foram apreendidas armas, celulares e veículos, entre outros objetos, que compõem o inquérito policial. As provas colhidas no decorrer da investigação (laudos periciais, vídeos, depoimentos, documentos e reconstituição do crime) apresentaram indícios suficientes de materialidade e autoria dos crimes. Com a conclusão do inquérito policial, os autos foram remetidos ao Poder Judiciário.
O caso
Jamile foi baleada no peito, dentro de um closet do apartamento onde morava, no bairro Meireles na noite do dia 29 de agosto. Na madrugada do dia 30 de agosto, ela foi levada ao Instituto Doutor José Frota (IJF) pelo namorado, o advogado Aldemir Pessoa Júnior, e pelo filho de apenas 14 anos. O homem informou a funcionários da unidade de saúde que Jamile havia tentado se matar. Na manhã do dia 31, ela não resistiu às complicações sofridas pelo disparo e faleceu no local.
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