A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) e a Defensoria Pública da União (DPU) denunciaram às autoridades federais que um integrante do povo marubo teria sofrido um "ato de tortura" cometido por invasores da terra indígena. Segundo a Univaja, o caso ocorreu no último dia 3, quando a vítima do “ataque brutal” estava pescando próximo à aldeia Beija-Flor, sozinho, e foi cercado por pescadores ilegais que invadiram a Terra Indígena do Vale do Javari. De acordo com a entidade, os agressores acusaram o indígena de ter roubado seus pertences. Após ameaçá-lo de morte, amarram suas mãos e pés e o amordaçaram para que não conseguisse pedir socorro. E o abandonaram à deriva, em sua canoa, levando sua espingarda e seu telefone celular. Ainda segundo a entidade, o indígena só foi encontrado após cerca de 24 horas, tendo permanecido por todo o tempo à deriva, exposto à “situação de grave perigo”. A Univaja afirma que soube da ocorrência no último dia 6....
A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), por meio do 2º Distrito Policial (DP), enviou ao Poder Judiciário, na manhã desta terça-feira (17), o relatório final do inquérito policial que investigava as circunstâncias da morte da empresária Jamile de Oliveira Correa (46), ocorrida no dia 30 de agosto de 2019, no Bairro Meireles, na Área Integrada de Segurança 01 (AIS 01) de Fortaleza.
De acordo com os delegados Socorro Portela e Felipe Porto, que presidiram as investigações sobre o caso, após meses de uma complexa investigação com análises minuciosas de diversas provas coletadas, o então namorado da vítima, o advogado Aldemir Pessoa Júnior (49), com antecedentes criminais por disparo de arma de fogo, foi indiciado pelos crimes de feminicídio, fraude processual e por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, por ceder arma sem autorização e em desacordo com determinação legal. Diante dos fatos, a autoridade policial representou pela medida cautelar de monitoração eletrônica do suspeito.
Durante as investigações, foram apreendidas armas, celulares e veículos, entre outros objetos, que compõem o inquérito policial. As provas colhidas no decorrer da investigação (laudos periciais, vídeos, depoimentos, documentos e reconstituição do crime) apresentaram indícios suficientes de materialidade e autoria dos crimes. Com a conclusão do inquérito policial, os autos foram remetidos ao Poder Judiciário.
O caso
Jamile foi baleada no peito, dentro de um closet do apartamento onde morava, no bairro Meireles na noite do dia 29 de agosto. Na madrugada do dia 30 de agosto, ela foi levada ao Instituto Doutor José Frota (IJF) pelo namorado, o advogado Aldemir Pessoa Júnior, e pelo filho de apenas 14 anos. O homem informou a funcionários da unidade de saúde que Jamile havia tentado se matar. Na manhã do dia 31, ela não resistiu às complicações sofridas pelo disparo e faleceu no local.
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