Faturamento da indústria cai 3,5% em agosto, informa CNI Horas trabalhadas e uso das fábricas também recuam Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Publicado em 07/10/2026 - 19:39 Brasília © REUTERS/Jorge Adorno/Proibida reprodução Versão em áudio O faturamento da indústria de transformação caiu 3,5% em agosto, no segundo mês consecutivo de retração, segundo os Indicadores Industriais divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (7). O resultado ocorre acompanhado de uma redução das horas trabalhadas e da utilização da capacidade instalada, sinalizando perda de ritmo da atividade industrial. Principais indicadores Faturamento em agosto: queda de 3,5%; Faturamento em julho: queda de 2,2%; Faturamento no ano: recuo de 0,2% Horas trabalhadas: queda de 1% em agosto Horas trabalhadas no ano: queda de 0,8% Capacidade instalada: de 77,5% para 76,9% Capacidade instalada no ano: alta de 1,5% Emprego: estabilidade em agosto Emprego no ano: queda de 0,5% M...
A ultima semana de julho no Ceará começa com condições de tempo estáveis, o que indica baixa probabilidade de ocorrência de chuvas em todas as macrorregiões do estado. Logo, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) aponta um predomínio de céu variando entre parcialmente nublado e claro desta segunda (27) até a próxima quarta-feira (29).
Com as atuais condições de tempo, a Funceme alerta também para a ocorrência de baixa umidade relativa do ar, principalmente na parte centro-sul do Ceará, especialmente no período da tarde — quando as temperaturas são mais elevadas. No fim de semana, alguns municípios já registraram taxas consideradas de atenção como Crateús (20%), Tauá (22%) e Iguatu (24%).
A gerente de meteorologia da Funceme, Meiry Sakamoto, explica ainda sobre as diferenças desse fenômeno entre interior do estado e faixa litorânea. “Áreas do interior do estado apresentam umidade relativa do ar mais baixa quando comparadas ao litoral devido à própria continentalidade, ou seja, a distância do oceano. Além disso, contribuem as condições predominantemente mais secas do solo e da vegetação reduzindo a evapotranspiração para a atmosfera”.
Ventos fortes
Com final da estação chuvosa, é possível perceber em todo o estado o aumento da velocidade dos ventos. “O primeiro e mais importante é o deslocamento do sistema de alta pressão atmosférica do Oceano Atlântico Sul em direção ao nordeste do Brasil. E o segundo é a própria redução da nebulosidade. Nessa época do ano, o Ceará fica no meio do caminho entre esse sistema de alta pressão do Atlântico Sul e a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), fazendo com que os ventos alísios de sudeste fiquem mais intensos e constantes”, explica Sakamoto.
Nesta segunda, segue em vigor um aviso de vento forte emitido pelo Centro de Hidrografia da Marinha. “O aviso é para a área oceânica porém podemos ter rajadas de vento forte sobre o continente”, complementa.
Vale ressaltar que devido à falta de obstáculos na superfície do mar como montanhas e serras, as áreas oceânicas apresentam maior velocidade do vento do que o continente. Este cenário, especialmente na segunda metade do ano, torna o Ceará um dos principais destinos para a prática de esportes náuticos à vela como o windsurf e o kitesurf.
“Entretanto para os pescadores, os ventos fortes representam um risco pois, nessa época, além de serem mais intensos os ventos sopram em uma direção diferente: do continente para o oceano, dificultando o retorno do mar”, alerta Sakamoto. A meteorologista também relembra que as quedas de árvores e destelhamentos por conta das fortes rajadas são mais comuns nesse período.
No último fim de semana, a Funceme observou rajadas de vento acima dos 40 km/h em pelo menos seis municípios cearenses. Confira os principais registros:
– Iguatu: 42,48km/h
– Fortaleza: 41,76km/h
– Morada Nova: 41,76km/h
– Barbalha: 41,04km/h
– Tauá: 41,04km/h
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