O serviço de assinatura eletrônica do Gov.br alcançou no início de maio o marco histórico de mais de 500 milhões de assinaturas eletrônicas, garantindo custo zero aos usuários, além da redução de deslocamentos e filas em cartórios. Organizada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a ferramenta permite que as pessoas assinem documentos em meio digital quando têm conta Prata ou Ouro na plataforma do governo do Brasil. O uso da Assinatura Gov.br cresceu a partir de 2023, quando triplicou os acessos em relação ao ano anterior. De lá até agora, os números cresceram exponencialmente: mais de 100 milhões em 2024, mais de 200 milhões em 2025 e uma projeção, se mantida a média atual, superior a 280 milhões em 2026. Para o secretário da Secretaria de Governo Digital do MGI, Rogério Mascarenhas, isso se deve a facilidade que o instr...
Ao término da última sessão legislativa do ano na Câmara dos Deputados, na madrugada dessa quarta-feira (23), o deputado federal Célio Studart (PV-CE) usou rede social para lamentar a extinção do auxílio emergencial a partir de janeiro, em plena pandemia, sem que nenhum outro programa tivesse sido elaborado para substitui-lo.
Para que o programa de assistência financeira continuasse, seria necessário que o Congresso aprovasse alterações na medida provisória 1000. Editada em setembro, a MP oficializa o auxílio emergencial de R$ 300, com pagamento em quatro parcelas, entre setembro e dezembro. Para piorar, também não haverá pagamento neste ano do 13º para os beneficiários do Bolsa Família.
“O Governo, que prometeu enviar um programa social que ajudaria o povo a superar essa pandemia, não nos enviou nada para votar. Perdemos! Ganharam os políticos bandidos que diziam `quem não trabalha é vagabundo!`, `O Brasil vai quebrar se o auxílio continuar`, `a conta não fecha’! E o povo já não está quebrado? E a conta do povo fecha?”, escreveu no Twitter.
Como alertou, muita gente vai continuar sem trabalho por muito tempo e não ter dinheiro sequer para conseguir pagar o ônibus para ir atrás de trabalho ou até mesmo comprar alimentos.
Célio elogiou a luta do deputado André Janones (AVANTE-MG), a quem chamou de “verdadeiro herói” da nação. “Você foi heróico, coerente e mostrou o que poucos tem coragem: seu lado é o povo e não aqueles que vivem em outro planeta e em outro Brasil onde a pandemia acabou”, disse. Célio é coautor de projeto de lei apresentado por Janones ainda em maio que prorrogava o auxílio até dezembro no valor de R$ 600.
DADOS PREOCUPANTES
Horas depois do início do recesso parlamentar, o IBGE divulgou novo recorde no desemprego no país, que atinge 14 milhões de brasileiros. O fim do auxílio terá impacto dramático na vida de quem depende desses recursos. Segundo pesquisa Datafolha realizada neste mês, esse dinheiro é a única fonte de renda para 36% das famílias que receberam pelo menos uma parcela neste ano.
A injeção de recursos via auxílio emergencial também ajudou a reduzir a pobreza no país. Sem ele, Fortaleza, por exemplo, teria 38% da população abaixo da linha da pobreza neste ano, segundo o estudo “Desigualdade nas Metrópoles”. Graças aos recursos, o número caiu para 20,8%.
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