Prefeitura de Fortaleza realizou, nesta sexta-feira (01/05), o reimplante das mãos de uma jovem de 21 anos, natural de Quixeramobim, vítima de tentativa de feminicídio. Ela teve uma das mãos amputada e a outra parcialmente lesionada. O procedimento cirúrgico foi realizado no Instituto Dr. José Frota (IJF), hospital de referência em cirurgias reconstrutivas. A cirurgia durou 12 horas, e cerca de 15 profissionais participaram do procedimento, incluindo cirurgiões do serviço de microcirurgia e cirurgia da mão. A paciente encontra-se na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), recebendo todos os cuidados necessários para a evolução do quadro clínico. De acordo com João Gilberto Macedo, superintendente do IJF, a cirurgia foi bem-sucedida, mas os próximos dias serão decisivos para a recuperação. “A cirurgia ocorreu dentro do previsto, com êxito. Os membros já demonstram os primeiros sinais positivos durante a recuperação, como o retorno da circulação sanguínea. Agora, vamos aguardar como o ...
Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) expediu parecer em que defende a cassação dos diplomas e a inelegibilidade de cinco mulheres filiadas ao PSD do município de Nova Russas (CE) por fraude ao sistema de cotas de gênero durante as eleições de 2020.
No parecer, o MP Eleitoral aponta que Lara Souto Maior de Moura, Maria Samara de Sousa Jovita, Silvanirade Sousa Jovita, Maria Martins Bezerra de Carvalho e Maria de Fátima de Sousa Frota foram lançadas como candidatas laranjas na disputa da Câmara Municipal com o único objetivo de compor a cota legal de gênero em prol do PSD de Nova Russas.
Apurações do MP Eleitoral demonstraram que as candidatas obtiveram votação inexpressiva, não realizaram atos de campanha por meio de suas redes sociais, além de não terem tido movimentação financeira ou comprovação de gastos de campanha.
"Além do baixo desempenho do partido somente em relação às mulheres, também restou demonstrado que nenhuma das cinco candidatas apresentadas pelo partido realizaram campanha. Ao contrário, uma das candidatas utilizou a rede para pedir votos para outros candidatos, inclusive seu cônjuge que concorreu para o mesmo cargo", detalha a procuradora regional eleitoral Livia Maria de Sousa.
A procuradora avalia que, apesar da existência de uma lei que objetiva propiciar e garantir maior participação de mulheres no cenário político nacional, há incipiente execução de políticas públicas para incentivar o lançamento de candidaturas femininas e a relutância de alguns partidos políticos contra medidas que propiciem a efetiva participação de mulheres na política.
“Verifica-se que tem se tornado comum que as agremiações partidárias efetivem a prática de pseudocandidaturas femininas, as quais parecem, à primeira vista, formalmente regulares, mas que na realidade fática são fictícias/fraudulentas, sendo, pois, apresentadas à Justiça Eleitoral com o único e exclusivo intento de indicar o cumprimento formal do percentual estabelecido no art. 10, § 3º, da Lei 9.504/1997”, destaca a procuradora.
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