Enem 2026: candidatos vivem expectativa sobre o tema da redação Mais de 5 milhões de estudantes fazem primeira prova no domingo Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil Publicado em 07/11/2026 - 09:31 Brasília © Angelo Miguel/MEC Versão em áudio Cinco milhões de inscritos confirmados no Exame Nacional do Ensino Médio de 2026 vivem a expectativa sobre qual será o tema da prova de redação no primeiro dia de provas. Os eixos abordados nas últimas edições do Enem foram diversos: cidadania e direitos sociais, meio ambiente e sustentabilidade, saúde pública e mental, grupos vulneráveis e desigualdades, trabalho e economia, tecnologia e mídia. A resposta virá a partir de 13h30 deste domingo (8), no horário de Brasília, quando soar o sino de início do exame em salas de aplicação em mais de 1,7 mil municípios brasileiros. Diante dos cadernos de provas, os candidatos poderão folheá-los até a última página e ler o comando da questão dissertativa. Os partic...
Uece desenvolve teste rápido para diagnóstico da Covid-19; resultado é disponibilizado em até cinco minutos
Atualmente, os testes padrão ouro para detecção da Covid-19 são realizados por RT-PCR, cujo processo é demorado, de elevado custo, com o envolvimento de pessoal qualificado. O teste desenvolvido pela Uece se provou tão eficaz quanto o RT-PCR, tendo vantagens econômicas e de aplicabilidade. A coordenadora do LBBM/Uece, professora Izabel Florindo Guedes, fala da praticidade e utilidade do teste.
“O teste desenvolvido na Uece poderá ser aplicado em crianças ou em pessoas, inclusive, à beira do leito. Basta pegar uma gotinha de saliva para fazer o teste. O método também é ideal para fazer triagem e monitoramento em grandes eventos, como as Olimpíadas, por exemplo, em que é preciso testar todos os participantes de forma rápida”.
O pesquisador do LBBM/Uece, Valdester Cavalcante Pinto Júnior, ressalta que a ideia surgiu a partir do desenvolvimento de outra pesquisa, em que é analisada a prevalência da Covid-19 em crianças, adolescentes e adultos em situação de educação remota pela rede municipal de ensino em Fortaleza.
“Quando fizemos o rastreamento das crianças como parte do estudo para o doutorado, recebemos algumas demandas das famílias: o teste era incômodo, caro, e demorava muito a sair o resultado. Foi a partir daí que os membros do Laboratório passaram a discutir a possibilidade de desenvolver um teste rápido, de custo mais barato e menos desconfortável para o paciente. Então, desenvolvemos esse teste, que já passou pelo estudo de bancada e que se provou tão eficaz quanto o RT-PCR”, explicou o pesquisador.
A invenção é uma técnica simples e não invasiva, que pode contribuir de maneira significativa no rastreio de pessoas infectadas, sejam elas sintomáticas, sejam assintomáticas. O teste deve, inclusive, contribuir com a elaboração de estratégias mais seguras para retomada das atividades sociais.
Além da vantagem de fornecer resultados de modo mais seguro, prático e simples, o teste oferece benefício também no processo de análise, pois não requer mão de obra extremamente qualificada. O teste pode ser utilizado não somente em laboratórios, mas também em locais de atendimento ao público ou em escolas, por exemplo.
Valdester explica como funciona: “Após a coleta da saliva, ela é colocada em uma membrana [suporte sólido] onde acontece sua dispersão. Em seguida, são sobrepostos a essa membrana os anticorpos do SARS-CoV-2 [causador da Covid-19]. O anticorpo reage com o antígeno e daí surge uma ‘marca’ nos testes dos pacientes que forem positivos”.
O também pesquisador do LBBM, Luiz Francisco Wemmenson Gonçalves Moura, revela a atual fase da pesquisa e fala sobre os próximos passos. “Foi feita a maioria dos testes em bancada. Infere-se, dessa avaliação, o fato de que o modelo se mostrou de alta sensibilidade e elevada especificidade. Já estamos em fase final de elaboração da redação para pedido de patente e, no momento, estamos escrevendo projeto para conseguir financiamento e aprovação do Comitê de Ética para validação clínica (provável que seja feito em um grande hospital aqui da capital)”.
São responsáveis pela invenção do teste os pesquisadores Valdester Cavalcante Pinto Júnior, Maria Izabel Florindo Guedes, Luiz Francisco Wemmenson Gonçalves Moura, Ana Cláudia Marinho da Silva, Daylana Régia de Sousa Dantas, Ney de Carvalho Almeida, Cícero Matheus Lima Amaral, Daniel Freire Lima, Arnaldo Solheiro Bezerra e Eridan Orlando Pereira Tramontina Florean.
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