Nossa Senhora Aparecida: 95 anos da padroeira do Brasil; entenda Santa é símbolo da fé e da devoção de milhões de brasileiros Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil Publicado em 12/10/2026 - 08:00 Brasília © Jose Cruz/Agência Brasil Versão em áudio Em 1717, Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso navegavam pelo Rio Paraíba do Sul, no estado de São Paulo. Após diversas tentativas frustradas de pesca, os homens encontraram uma imagem de barro que estava submersa. Ao retirá-la da água, perceberam que se tratava de uma imagem da Virgem Maria, mais precisamente, da Imaculada Conceição. Passaram a chamá-la, então, de Aparecida. O achado foi um marco na vida dos pescadores, que começaram a relatar graças e milagres atribuídos à intercessão da Virgem. A fama da imagem se espalhou, atraindo devotos que vinham em romarias de diversas partes do Brasil. Mais de dois séculos depois, em 1930, o papa Pio XI assinou o decreto que proclamou Nossa Senhora Aparecida padroeira do Brasil...
A Comissão de Direitos Humanos e Cidadania (CDHC) da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará promove audiência pública, nesta próxima segunda-feira (08/11), às 14h, para discutir os seis anos da chacina do Curió. Proposto pelo presidente do colegiado, deputado Renato Roseno (Psol), o debate acontece no âmbito da Semana Cada Vida Importa e será realizado no Auditório Deputado João Frederico Ferreira Gomes, anexo II da Casa, e será exibido pela TV Assembleia (canal 31.1).
Na chacina do Curió – ocorrida entre os dias 11 e 12 de novembro de 2015, nos bairros Curió, Alagadiço Novo, São Miguel e Messejana, em Fortaleza – 11 pessoas foram assassinadas e outras sete ficaram feridas.
As vítimas tinham idades entre 16 e 37 anos, sendo a maior parte formada por adolescentes: Antônio Alisson Inácio Cardoso, 17; Jardel Lima dos Santos, 17; Álef Sousa Cavalcante, 17; Marcelo da Silva Mendes, 17; Patrício João Pinho Leite, 16; Jandson Alexandre de Sousa, 19; Francisco Enildo Pereira Chagas, 41; Valmir Ferreira da Conceição, 37; Pedro Alcântara Barroso, 18; Marcelo da Silva Pereira, 17; Renayson Girão da Silva, 17.
Conforme Renato Roseno, até o momento, ainda não houve o julgamento dos 34 policiais militares acusados, que irão a júri popular. Não houve também a efetivação de outras medidas de reparação por parte do Estado, com o reconhecimento formal e respeito à memória das vítimas.
O parlamentar ressalta ainda que, de acordo com a Nota Técnica 02/2021 do Comitê de Prevenção à Violência, o monitoramento dos crimes violentos letais intencionais (CVLI) no Ceará mostra que a vitimização de adolescentes deu um salto em 2014 e se mantém alta desde então. Cerca de 5.585 meninas e meninos de 10 a 19 anos foram mortos no estado, entre 2014 e junho de 2021, de acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).
“Como medida criada para incidir na temática dos homicídios, a Assembleia Legislativa aprovou a Lei 16.492/2017, de nossa autoria, que instituiu a Semana Estadual de Prevenção aos Homicídios de Jovens no Ceará, declarando também o dia 12 de novembro como Dia Estadual de Prevenção de Homicídios de Jovens. A iniciativa objetiva sensibilizar a população acerca do alto índice de mortalidade juvenil no estado do Ceará, bem como promover o debate entre a sociedade civil e a administração sobre as políticas públicas de prevenção que contribuam para reduzir esse índice, sobretudo durante a referida semana instituída”, informa Roseno.

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