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Ato de 8 de março será realizado na periferia de Fortaleza Manifestação na Barra do Ceará marca mobilização pelo fim das violências contra as mulheres

  A mobilização de rua do 8 de março em Fortaleza será realizada neste ano na Barra do Ceará, bairro da periferia da capital. O ato está marcado para as 14h, com concentração no Projeto 4 Varas, na Rua Dr. José Roberto Sales, 44. A escolha do local, fora do eixo tradicional das mobilizações no Centro, busca aproximar a jornada de luta das mulheres trabalhadoras dos territórios populares. Com o lema “Ocupar as ruas pela vida das mulheres e pelo fim das violências”, a mobilização reunirá movimentos de mulheres, centrais sindicais e organizações sociais. A pauta inclui o enfrentamento às violências de gênero, a defesa da soberania nacional, o combate à escala 6x1, a defesa da democracia e a legalização do aborto. Segundo a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT Ceará, Claudinha Silva, a definição da Barra do Ceará como local da atividade tem dimensão política. “Levar o 8 de março para a periferia é reconhecer que são as mulheres trabalhadoras desses territórios as mais atingidas pel...

Engenheiro com paralisia cria dispositivos para deficiência física

 Os obstáculos sempre estiverem presentes na vida do engenheiro da computação Junior Prado, de 31 anos. Ele nasceu com paralisia cerebral e, com o apoio do pai, conseguiu aos poucos se adaptar aos estudos. As dificuldades o incentivaram a ajudar pessoas com deficiência motora a enfrentar as mesmas barreiras. 

Recém formado em mestrado, no curso de Engenharia Elétrica e de Computação, no Campus da Universidade Federal do Ceará (UFC) em Sobral, Júnior Prado desenvolveu três dispositivos que melhoram a vida de quem tem deficiência motora e, assim, possibilitam a independência no uso do computador.  

Prado descreveu a maneira como a vida escolar o motivou a desenvolver projetos. “As escolas não aceitavam pessoas com deficiência, na época. Meu pai tentou várias delas, e acabaram indicando a Apae de Sobral. Na triagem, a médica disse que, no meu caso, não seria interessante estudar lá. Eu poderia receber atendimento médico nas áreas de fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional, porque o meu sistema cognitivo não tinha sido afetado. Assim, eu deveria ter aulas em escolas regulares. Meu pai voltou a tentar e conseguiu me matricular em uma escola particular pequena e eu comecei a estudar com 8 anos de idade, depois que fiz uma cirurgia e aprendi a andar.” 

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